terça-feira, 8 de julho de 2008

"não importa contra o que se luta,
mas pelo que se luta."

David Petersen

segunda-feira, 7 de julho de 2008

embora, enrola, me engana e vai embora. a vontade, a dor nas costas e a falta de quatro coisas que nunca tinha visto. um silêncio e milhões de suposições, preferiria uma suposição para milhões de silêncios. uma noite mal dormida vale mais do que mil suspiros, dor de cabeça e restos de más acomodações, ameaças de vômito e chuva na saída. fim da nostalgia ao acordar em uma nova cidade, chutes e cabeçadas, minutos mal dormidos com interrupções por conversas (perguntas) sem cabimento. e volta a nostalgia, um cheiro estranho de lugar estranho, um espaço muito conhecido, não reformado, e totalmente diferente. os pés derrapavam a cada calçada nova, mas nova desde quando? faz tempo que repito os mesmos passos, mais apertados ou mais folgados. a cara amassada de lembranças rotineiras, fingindo não-novidade, e parecia que todos percebiam o quanto me sentia estranho. a moça olha como se perguntasse "esse é seu lugar?", se tivesse disposição para pensar e responder, diria: -não sei.

para que tantas palavras?

não parecia tão estranho.
minha mente parecia ser a mais confusa
de modo que as outras mentes ficariam fáceis de lidar

O estranho, estranho...
confundo mentes,
não sei lidar,
e se mentes, não sente.

o fato de minhas idéias serem confusas,
o fato apenas,
não diz nada,
sei muita coisa, por não saber de muitas outras.

ter umas certezas conforta,
conforto?

sábado, 5 de julho de 2008

"I Don't Know, I Don't Know"

esse blog é muito estranho. meu blog é muito estranho. as coisas (palavras) parecem transparentes... mas não são. são convenções, e quando falo assim me sinto discursando, feito um pateta.
é chato explicar esse blog, é impossível na verdade... porque é um mundo sem regras, metas e medidas. Sem passado e sem futuro. e o presente... se torna a única opção nesse mundo de definições.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

II

Como saber sem tentar?
Como tentar se é tão
fácil
conformar-se de saída
com a idéia de fracasso?

Pois fracassar justifica
o não se ter nem sequer
admitido não querer-se
aquilo que mais se quer.

É um beco sem saída,
mas sempre é melhor que a rua:
mais estreito. Acolhedor.
Vem, entra. A casa é tua.


Tarde - Paulo Henriques Britto

É um beco sem saída, é tua casa, é sempre melhor que a rua, é mais estreito, é o não tentar que evita o fracassar. Comentar poesia é quase doença, mas não quero esquecer o que esse poema faz de minhas sinapses, da falta de chão que ele me dá, prefiro a doença, é preferência. Enquanto ser doente for não ser igual a todos, serei doente, serei menos um (todo mundo já é nada e já é tudo).