quinta-feira, 20 de novembro de 2008

nosso estranho amor

são tantos os cálices que entornas em minha existência,
tanto vinho, tanta tinta, tantas e tantas. "apenas te peço..."
deixo pra ti toda minha pontuação, apenas pontuações, todas as pontuações. "...e sigamos juntos..."

SE

Estou pedindo não sei o que. é bom o gosto amargo e nem sempre gostei. Me contaram que é melhor a dor à indiferença, não sei bem se concluí algo, afinal não acredito na indiferença, talvez por ser muito distante de mim. Vai tudo pelos ares, vem à terra, é o ciclo acíclico, enebriante. O esforço é pouco, essa é a melhor parte, mas não é bem assim, não é assim tão simples, nem tão complexo, é o que (quase) todos vivem. Eu tenho saudade dos gritos, apelos, empurrões e gargalhadas que o silêncio me traz.
talvez seja bom sentir a instabilidade, na verdade tenho que me livrar desse vício, viver esse vício, ser.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

o tempo vai passando assim, de modo tranquilo, leve. as descobertas costumam auxiliar no melhor aproveitamento do viver, resultando em sorrisos. É gratificante perceber que é preciso "perder tempo" para "ganhar tempo". faz bem perceber que algumas atitudes alheias incomodam, mas que a falta delas incomoda muito mais.
são coisas que não quero, nem espero que apliquem à partir de qualquer leitura. apenas o desejo de compartilhar, salvar, talvez, relembrar.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

No primeiro dia tudo parecia tão diferente. Outro mundo. Talvez fosse inútil abrir a boca diante daquela gente.
Sentia-me tão menor quanto uma formiguinha em meio aos macacos multifuncionais. Os dias foram fluindo...finalmente encontrei mais animaizinhos...menores, maiores. Então percebi que vale a pena viver em comunidade.
Um zoológico total. Independente do tamanho, vivíamos um único drama. Áreas distintas, sonhos iguais: Uma profissão! Olhos perdidos em letras e cálculos. Computadores ambulantes. Ainda bem que sobrou um espacinho para o sentimento.
Então, grandes amizades surgiram, professores nos encantaram e até alguns romances (rs*)....NADA PERFEITO...Ainda falta muito...Mentes cansadas, esquecimentos momentâneos, como aprendemos e regredimos a cada instante, não é?....
Ahhh!!! Uma notícia: Alguém anda nos chamando de seres humanos, dizem que essa é a nossa espécie.
Que loucura!!!...Éramos pequenos e grandes, hoje somos seres humanos? Como será que vai terminar essa história?....
Hum...infelizmente ela nem começou....porém, o mais importante é que ela acaba de ser fecundada, agora é só acreditar em seu nascimento... E quando vingar, chamaremos de ESPERANÇA!



Milla, 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Sim, volúvel.

Nem magro, nem gordo, cabelo indefinido, gostava de poucas coisas, mas o que ele sabia mesmo era do que não gostava (era a única coisa que sabia, e era uma coisa que mudava com o mudar do tempo).
Ele tinha uma meia vida, e o restante ficava para mais tarde, esperava o que não ia acontecer sentado, ficar em pé lhe causava tontura, e não era sempre que ele apreciava tal sensação. Conhecia dúzias de pessoas, ele era um estranho que se sentia comum, tinha o drama na sua cabeça, mas tinha o mundo a percorrer com seus pés descalços e por hora sujos de poeira. Quando paro e penso nas coisas que sei dele, chego a suspirar um "conheço ele tão bem", mas na verdade não se conhece quem não se compreende na existência. Na verdade não é que ele não compreendesse a sua existência, ele não entendia a existência como um todo, e a cada trinta minutos ele mudava de idéia sobre o que pensar sobre a vida. Acordava católico, com o passar da manhã perdia parte da fé e ficava cético, o ateu mais estranho dos que não conhecia, depois budista e quando ia dormir rezava com a fé de um evangélico (cego e sem reservas bancárias). Não conseguia ser mulçumano, porque o que conhecia de tal religião não era suficiente, e as demais religiões lhe atraiam, mas a proximidade de conhecimento era distante demais ainda.
Ah, ele era o antipático mais simpático, costumava acreditar nas pessoas, e o fato delas mentirem para testar a esperteza das pessoas o irritava um pouco, ele não queria fazer parte de uma experiência, mas sorria de leve.
Quanto mais sabe das coisas, se conscientiza que sabe pouco demais, mas não traçou ainda um objetivo: se vai querer saber mais a cada minuto e meio, ou se vai tentar se livrar de tanta informação. Por tudo que ele não sabe, e por tudo que muda, ele conta para as pessoas de sua instabilidade, de sua volubilidade, de sua evasão, todos ouvem com atenção, ele se sente bem por ter pessoas para ouvir o que pensa, as pessoas dizem que compreendem, lidam relativamente bem com suas mudanças de comportamento e de pensamento (principalmente de comportamento), até que o tempo passa e ele descobre que as pessoas, todas que ele conhece, não entendem de volubilidade, que não entendem de instabilidade, ele não sabe como conviver com isso, não sabe como conviver em uma sociedade na qual todos que ele conhece querem pessoas previsíveis, mesmo as pessoas que rezam às 20:30 pedindo um amor instável, pedindo o que não sabe lidar, pedindo o que não quer ter. Mas ele? Ele é instável, ele se irrita com isso por alguns momentos, depois acha que é o melhor jeito de viver, antes pensa em mudar, pensará em ser assim, pensou em ser pedaços, acaba por não definir. Sim, volúvel.

sábado, 8 de novembro de 2008

m'mmmmm, a vidinha vai ficando boa, nervosa, energética, gratificante. Os dias ficando ralos, os sorrisos mais prazerosos, as ruas mais povoadas, está acontecendo.
invasão, consentimento, evasão, continuidade.

domingo, 2 de novembro de 2008

Com dor distribuída, dormências, inflamações, descamações... dormir faz bem.
não faz bem acordar de uma alucinação que faz a 'realidade' parecer o pesadelo da história.
será que o dourado é apenas simbólico, e se for, será que significa o que? (isso eu sei, suponho, e tento desviar a atenção para o caderno)

sábado, 1 de novembro de 2008

carta não enviada

"não, não é que eu tenha mudado tanto. sim, mudei, me mudei algumas vezes. o drama.
sinto tudo tão igual que não me vejo mudando, sentimentalista sempre fui."





(o gosto da carta não enviada é diferente, estou cansado para escrever qualquer idéia, desta vez ficarão descansando comigo)
Isso aqui que estamos vivendo não é feito apenas de escolhas e prioridades, mas estas fazem parte. ontem caí do cavalo, energia potencial altíssima. Parado, não sabia o que fazer, não sabia mesmo, não sabia cem, duzentas e quinze vezes. decidi uma coisa pra tudo isso, e não apenas pro momento: iria sim errar várias vezes, mas é melhor deixar o vento me levar. o vento, o som, os tremores de dentro de mim- a calmaria.
escolhas, amores.