terça-feira, 29 de julho de 2008
a demissão do Hassan que ganhava pouco
Quando descobri que era Hassan, abaixei a cabeça, jurei por mil vezes, abaixei a cabeça. Sempre me perguntei: porque abomino tanto o ato de abaixar a cabeça, e o faço (às vezes)?
-Não sei. (Talvez) De todas as perguntas que me faço, e que já me fiz, essa é a que me deixa mais aéreo, terreno, me deixa perdido em minha mente, em meus atos... completamente enigma.
Como de súbito, mudou. Deixei de ser um Hassan, sem perceber ao menos, deixei de ser o que não nasci para ser, o que nunca gostei de ser, não sei bem se estou melhor. Sei que Amir dispensou seu Hassan, e espero que não viva com dor no sentimento
:
-Não sei. (Talvez) De todas as perguntas que me faço, e que já me fiz, essa é a que me deixa mais aéreo, terreno, me deixa perdido em minha mente, em meus atos... completamente enigma.
Como de súbito, mudou. Deixei de ser um Hassan, sem perceber ao menos, deixei de ser o que não nasci para ser, o que nunca gostei de ser, não sei bem se estou melhor. Sei que Amir dispensou seu Hassan, e espero que não viva com dor no sentimento
:
sexta-feira, 25 de julho de 2008
culpado ou inocente?
meu professor de redação é mesmo uma graça. uma graça!
me faz cada pergunta que me deixa a questionar a mente. a mente. a mente. a mente. a mente. a mente.
chego a nenhuma conclusão. não sou apaixonado por nenhuma conclusão, muito menos desgosto. a indiferença é algo que nem sei fazer, nem sei se já entendi o que significa, nem sei...
me faz cada pergunta que me deixa a questionar a mente. a mente. a mente. a mente. a mente. a mente.
chego a nenhuma conclusão. não sou apaixonado por nenhuma conclusão, muito menos desgosto. a indiferença é algo que nem sei fazer, nem sei se já entendi o que significa, nem sei...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
mente e amor, efemeridades casuais... ou não (14/07/2008)
A mente humana, que mente, me seduz. Os meandros mal pronunciados, os segredos que nem foram pensados, os conceitos, a falta deles. Me seduz, me afoba. Não sei se essa profusão de não-acontecimentos me deixa bem, me deixa mal, sei que apenas me deixa instável. Morri quinhentas e doze vezes de medo de minha instabilidade, ainda hoje tenho meus sustos, mas amo. Amo porque odiar seria fácil. Sou culpado por ser inocente, estou roubando idéias, a mente que mente me fascina. Não toda mentira. Generalizar é erro primário, vamos avante. E se eu for o único certo em certos conceitos conceituais? Eu seria errado. Mesmo certo, seria errado. Errado, errado, errado, errado, errado, quanto faltar tempo... certo. Não me peça estabilidade, essa peça não faz parte de mim e não me apresento como personagem de uma peça qualquer.
A mente... os temas não são tão "ão", o sangue ferve em certas aulas e se certas palavras não fossem tão bem pronunciadas, não saberia mais o objetivo de estar ali, aqui, por todo lugar-nenhum. Não gosto dos Estados Unidos, mas amo Israel. Como? -interação intencional sem intenções. Se eu digo que amo alguém, logo questionam: em tão pouco tempo? Sim. Para explicar o que de fato não precisa ser explicado, precisaria de muito tempo, água, talvez álcool e uma mente parecida com a minha. Normalmente diria "mente evoluída", mas não por me considerar ter uma mente evoluída, por pura mania de síntese. Mas como tenho um tempinho, prefiro deixar cada idéia clara, mesmo que não seja possível. Não seja passível, passe nem que seja por lugar nenhum, mas passe independente de recomendações, pois assim você iria estar obedecendo a uma mente. E mentes mentem. Acho necessário estudar mentes, não para todos, pra mim. Sei de algumas sedes minhas, mesmo sem saber de suas sedes. É confortante saber algumas coisas, conceitos, idéias, mas tem limite. Mesmo que não seja "limite" a palavra mais adequada. Preferência pela inconstância. Enjôo passageiro e eterno (faltam palavras! não sei ainda se acredito no eterno, mas se alguém me dissesse isso a anos atrás eu diria que este era um leso. diria que como estava em dúvida era porque não acreditava e ponto. Hoje sei que posso não definir um conceito. e me pergunto: quando todos vão deixar os conceitos e suas obrigatoriedades de lado?)
A mente... os temas não são tão "ão", o sangue ferve em certas aulas e se certas palavras não fossem tão bem pronunciadas, não saberia mais o objetivo de estar ali, aqui, por todo lugar-nenhum. Não gosto dos Estados Unidos, mas amo Israel. Como? -interação intencional sem intenções. Se eu digo que amo alguém, logo questionam: em tão pouco tempo? Sim. Para explicar o que de fato não precisa ser explicado, precisaria de muito tempo, água, talvez álcool e uma mente parecida com a minha. Normalmente diria "mente evoluída", mas não por me considerar ter uma mente evoluída, por pura mania de síntese. Mas como tenho um tempinho, prefiro deixar cada idéia clara, mesmo que não seja possível. Não seja passível, passe nem que seja por lugar nenhum, mas passe independente de recomendações, pois assim você iria estar obedecendo a uma mente. E mentes mentem. Acho necessário estudar mentes, não para todos, pra mim. Sei de algumas sedes minhas, mesmo sem saber de suas sedes. É confortante saber algumas coisas, conceitos, idéias, mas tem limite. Mesmo que não seja "limite" a palavra mais adequada. Preferência pela inconstância. Enjôo passageiro e eterno (faltam palavras! não sei ainda se acredito no eterno, mas se alguém me dissesse isso a anos atrás eu diria que este era um leso. diria que como estava em dúvida era porque não acreditava e ponto. Hoje sei que posso não definir um conceito. e me pergunto: quando todos vão deixar os conceitos e suas obrigatoriedades de lado?)
domingo, 13 de julho de 2008
Quero ver o mundo vermelho do sétimo andar.
Se Manuel Bandeira fosse vivo, eu iria acusá-lo de plágio.
Mas como não é, me sinto feliz.
Mas como não é, me sinto feliz.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
pronto, agora tem mais confete pra festa nenhuma.
-acho muito engraçado, fico rindo comigo mesmo, é uma coisa muito pessoal, muito mesmo! fico pensando se devo escrever sobre, ou se devo enrolar, enrolar, enrolar e ficar por dizer mais tarde. quem sabe não dizer... é coisa boba, mas é pessoal. se eu contar aqui, toda vez que acontecer vai ser um espetáculo, não estarei mais rindo sozinho e lembrarei eternamente, a cada vez, de que pelo menos uma pessoa sabe disso. é, decidi. me convenci de que não devo contar o que não é de utilidade pública, é coisa minha ué.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
embora, enrola, me engana e vai embora. a vontade, a dor nas costas e a falta de quatro coisas que nunca tinha visto. um silêncio e milhões de suposições, preferiria uma suposição para milhões de silêncios. uma noite mal dormida vale mais do que mil suspiros, dor de cabeça e restos de más acomodações, ameaças de vômito e chuva na saída. fim da nostalgia ao acordar em uma nova cidade, chutes e cabeçadas, minutos mal dormidos com interrupções por conversas (perguntas) sem cabimento. e volta a nostalgia, um cheiro estranho de lugar estranho, um espaço muito conhecido, não reformado, e totalmente diferente. os pés derrapavam a cada calçada nova, mas nova desde quando? faz tempo que repito os mesmos passos, mais apertados ou mais folgados. a cara amassada de lembranças rotineiras, fingindo não-novidade, e parecia que todos percebiam o quanto me sentia estranho. a moça olha como se perguntasse "esse é seu lugar?", se tivesse disposição para pensar e responder, diria: -não sei.
para que tantas palavras?
não parecia tão estranho.
minha mente parecia ser a mais confusa
de modo que as outras mentes ficariam fáceis de lidar
O estranho, estranho...
confundo mentes,
não sei lidar,
e se mentes, não sente.
o fato de minhas idéias serem confusas,
o fato apenas,
não diz nada,
sei muita coisa, por não saber de muitas outras.
ter umas certezas conforta,
conforto?
minha mente parecia ser a mais confusa
de modo que as outras mentes ficariam fáceis de lidar
O estranho, estranho...
confundo mentes,
não sei lidar,
e se mentes, não sente.
o fato de minhas idéias serem confusas,
o fato apenas,
não diz nada,
sei muita coisa, por não saber de muitas outras.
ter umas certezas conforta,
conforto?
sábado, 5 de julho de 2008
"I Don't Know, I Don't Know"
esse blog é muito estranho. meu blog é muito estranho. as coisas (palavras) parecem transparentes... mas não são. são convenções, e quando falo assim me sinto discursando, feito um pateta.
é chato explicar esse blog, é impossível na verdade... porque é um mundo sem regras, metas e medidas. Sem passado e sem futuro. e o presente... se torna a única opção nesse mundo de definições.
é chato explicar esse blog, é impossível na verdade... porque é um mundo sem regras, metas e medidas. Sem passado e sem futuro. e o presente... se torna a única opção nesse mundo de definições.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
II
Como saber sem tentar?
Como tentar se é tão
fácil
conformar-se de saída
com a idéia de fracasso?
Pois fracassar justifica
o não se ter nem sequer
admitido não querer-se
aquilo que mais se quer.
É um beco sem saída,
mas sempre é melhor que a rua:
mais estreito. Acolhedor.
Vem, entra. A casa é tua.
Tarde - Paulo Henriques Britto
É um beco sem saída, é tua casa, é sempre melhor que a rua, é mais estreito, é o não tentar que evita o fracassar. Comentar poesia é quase doença, mas não quero esquecer o que esse poema faz de minhas sinapses, da falta de chão que ele me dá, prefiro a doença, é preferência. Enquanto ser doente for não ser igual a todos, serei doente, serei menos um (todo mundo já é nada e já é tudo).
Assinar:
Postagens (Atom)