terça-feira, 31 de março de 2009

12 de março de 2009

as coisas estranhas costumam ser mais naturais do que deveriam
muito que provavelmente a causa há de ser o pequeno,
ou grande desespero de uma espera, mas não importa o que aconteça:
se por acaso for como se espera a graça se esvai, se evade forçadamente,
exala por cada greta, cada possibilidade de fuga.
Espera-se pelo previsível e despreza-se o previsível, que povo é esse?
é uma questão de costume, educação, é possível mudar, acostumar com certas coisas
apenas com certas e por isso mesmo tem-se que ficar atento,
o certo e o errado são conceitos duvidosos, então cuida das coisas estranhas.

domingo, 8 de março de 2009

07 de março de 2009

Escrevo muito sobre o vazio, talvez eu possa (tentar) explicar, me desjustificar: já falei da beleza do vazio, ele é cheio, cheinho! As palavras, por mais que sirvam de adjetivo, não explicam as coisas (exceto as objetividades mundanas. Mas também não me interessa falar das objetividades do mundo). Gosto de palavras vazias, elas dão espaço às reais dimensões das não-objetividades, é o vazio delas que as preenche. Provavelmente já disse isso algumas vezes, já que está próximo de solidificar-se em mim como um conceito, mesmo que contra a minha vontade, meu tempo livre é para mudar conceitos, me mudar, então é melhor que nada disso se solidifique, ainda mais uma idéia que me faz evadir.
Fujo do tema, me perco nos pensamentos (são infinitos), mudo palavras e pontuo errado -cada um desses atos tem sua impotância- isso é porque não tenho que explicar, não tenho que ganhar nada, nem vou perder, apenas idéias [muito bem (des)organizadas].

07 de março de 2009

Vou evadindo, lembrando e esquecendo, vivendo novamente as novas facetas cotidianas. Já disse uma ou mais vezes, repito como quem nunca comunicara outrora: vou esquecer, vou arriscar não saber. Culpa da objetividade, essa mania besta que se costuma cultivar. Em mim ela não cria raiz, sou quase deserto de sentido, como um vale (evoluindo por um abismo).

07 de março de 2009

Quando se pensa,
pena,
cantar eternamente:
a, velha,
mesma (uma palavra vicária)
Resiste ao sono,
entrega-se,
dormir,
acelerar,
mover o que se move.
Inomeável descompasso, inqualificável.

04 de março de 2009

Pensar nunca é em vão, pensamento crítico é redundância e as pessoas pregam igualdade enquanto guardam centenas de centenas de coisas (inutilizadas-dinheiro também é coisa, mercadoria). Tudo isso parece ser demasiadamente comum (porque de fato é), contanto qualquer pessoa que utilize o "pensar" logo percebe que são atos falhos do ser humano, ou seria um não-ato, uma busca pela inércia sempre: os que estão estagnados não 'querem' se movimentar e os que estão em movimento não querem parar (ainda bem que não querem parar, não se pode parar nesta roda viva



{apesar da repulsa, os parênteses ficarão abertos}

03 de março de 2009

Há limite para a tolerância (o título passou a ser questionado por mim durante a digitação do texto)

Volta Joana sorrindo após meses de desaparecida, casou-se, foi infeliz e viveu solteira para sempre.
não, não, não: Joana volta viúva, nunca pensou em separação, era apaixonada pela mente do marido, que carecia de outras qualidades (coisa sem importância diante do cérebro). Admirava-o dormindo, de perto, de longe, ela admirava a maciez de seu sorriso, não tinha medo de sua mão, gostava de sua fé, sorria como o pôr-do-sol e sonhava ao se esquecer da finitude da vida. Acreditou na união eterna, mesmo que por alguns segundos e alguns abraços. Talvez por ter tido medo, morreu sem ninguém saber realmente a causa da morte, e os médicos disseram em uníssono: "Joana, nem ele explicaria". Mas Joana continuou viúva-viva, às vezes sofria (pouco), chegou a pensar no céu e no inferno, na verdade era atéia de coração, as pessoas não lembravam se ela sempre o fora, mas agora sabiam o que ela era. Pensava no passado demasiadamente, não sofria sempre mas chegou a se arrepender sete vezes por não ter levado "sua mente" ao médico do décimo nono andar, teve receio da sociedade e odiou a sociedade até ser tolerante novamente. Fingia que nada mudara, sabia que agora era outra pessoa e pensou em se mudar novamente, pensou em vão: pensou por não haver o que fazer na sua situação.

03 de março de 2009

Se não gostares de algo, não gostar de ter sido, tem que aprender a gostar do "ser", ou engolir o mundo, mudando para o que te agrada. Ninguém está (realmente) tentando te agradar: agrade-se, o mundo é uma queda infinita onde parece mais fácil viver agradando trilhões de seres, mas você pode agradar um, agradar quem pode ter certeza do agrado, agradar-se.

05 de março de 2009

Arrepio

Sensação-levitar,
frio infernal:
doce como morrer no mar.

Eriçado despista,
descontrolado fingimento.
Nervosa calmaria.
Mente que age pulsando, palpitando.

Fluxo inerte; frio interno,
eterno.
Quatro segundos,
Volta
Tudo aquilo que não foi-se embora.

domingo, 1 de março de 2009

09 de fevereiro de 2009

A ganância de certas pessoas costumam refletir em consequências a outras pessoas. Os médicos. Eles não podem ficar três minutos com a sala vazia, preferem que seus clientes esperem trinta, quarenta, oitenta minutos, eles se acham importantes, prepotência enjoativa. Tem que perguntar, fazer com que pensem, mesmo que isso custe correr levemente, no que isso se tornou? ou melhor, já foi diferente? não deixar estar.

09/02/2009

Queria conhecer as Alziras, a musa mór de Lenine, sair da rede, Alzira está em alguma rede? Alziara, a dona da beleza desfigurada, dona dos olhos expressivos, de olhos vazios. Seria Alzira uma conhecida? uma humana... Alzira é humana, e não existe, não há de existir mulher mais bela que Alzira, quem não se apaixona por Alzira? Muitas perguntas. Me preparei para uma pergunta, mas irei afirmar, quem quiser que discorde; OS, DITOS, LOUCOS SÃO CRIANÇAS COM MAIOR IDADE. E me explico: quando uma criança vê um ser "inexistente", dizem que é seu amigo imaginário, contudo... se a pessoa é mais velha, tiram-lhe o direito de ter certas amizades. Acredito que as pessoas não se dão conta de que tanta idiotice pode dar nos nervos. As crianças são lindas, um instante! A sociedade diz isso o tempo todo, mas odeiam os "loucos", que sociedade mais... louca!? Alzira deveria morrer várias vezes, morrer sempre que chegar a adolescência, assim seria sempre criança, mas as crianças não são levadas a sério. Esse raciocínio cíclico-cínico é cansativo. Não quero ser vencido pelo cansaço, dá medo, Alzira! me salva.