segunda-feira, 23 de novembro de 2009

show, pier, mar.

Traços finos:
Quebra brusca de todas as regras,
expectativas,
convenções.
Todas as belezas em concentração.

Doçura simples, doçura.
Encanto doce, leve,
encanto dos cantos de sereia,
suavidade:
as delicadezas, a maciez.

O tempo, o tempo, o tempo que vagueia em toda a sua inexistência. Quando, quanto o tempo? O não-tempo, o fim, sem-fim.

domingo, 15 de novembro de 2009



permaneço olhando fixamente para lugar nenhum.
como se fosse uma questão de tempo,
como se o tempo pudesse me fazer ver.
confundindo óculos, tempo e interpretação:
ora de tudo sei, de tão simples,
ora é tudo confusão, de tão bobo.
Aves, nuvens, sóis, luas, vão passando
vão se repetindo, vão nunca mais aparecendo:
vejo a beleza de uma voz,
vejo a miopia se estabilizando,
vejo embaçado, vejo nítido.
meu sorriso, que vai, que vem, meu riso.
as coisas são tão infinitas, mas resumo tudo agora:
o tempo, o tempo, o tempo.

domingo, 8 de novembro de 2009

faz tempo que não falo de mim, não tenho sentido essa necessidade. o dia-a-dia segue embalado por alarmes e alarmantes, exceto por algumas pausas nas quais tudo é desligado inconscientemente e é permitido se guiar pelo sol. algumas musicas embalam alguns momentos, outros são embalados por tombos. mas tem coisa nova, estou entendendo algumas coisas de quase-que outra vida, coisas bem-mal passadas. estou no limbo, por não saber onde estou ao certo: momentos bons e ruins sempre existem, mas para quê tanta intensidade em ambos? um tantinho de equilíbrio cairia bem, e como cairia!