Maria da boca vermelha, a desfilar palavreados sem sentido, coisas que não faziam sentido para qualquer cidadão, nem para sua própria boca febril. Descia pelos morros, sem reparar nas horas, o Sol era seu único referencial, e mesmo assim, ela pouco dava atenção a ele.
Ela tinha sangue a mais de 40ºc nas ancas, e suas coxas, reluzentes como seu sorriso (imperceptível), pulsavam disfarçadamente. As pessoas costumavam reparar nela, mesmo sem interesse algum de se aproximar, era apenas olhar, raramente desejar, mas seria pecado demais sentir o cheiro de sua pele queimando por baixo de seus panos baratos.
Era toda média, medida, toda disfarçada. Não fazia questão de disfarçar, por vezes tentava demonstrar, coisas que nem ela sabia.
Descobriu-se por fim, estava andando em círculos desde que tinha consciência, ficou inconsciente por algum intervalo de tempo, o suficiente para o Sol esfriar e dar lugar a alguma coisa sem luz própria. Deparou-se em um lugar muito branco, muito limpo, o cheiro era desconhecido, mas seu pano barato estava com alguns borrões de sangue. Chorou por um tempo, como de lá não se via o Sol, não se sabe o quanto chorou, sabia que havia chorado por não ter o que fazer. Não sabia andar mais, nunca gostou de escândalo, preferia chorar quando não havia muito o que se fazer. Achou estar no céu, assim deduziu.
Acorda com a cara marcada de asfalto, estava na rua, sente um gosto de planta, havia uma flor branca na sua boca, com o caule firme e frágil, lutando para permanecer com a raiz entre concretos. Pensou, muito que rapidamente, em cuspir e se livrar daquela situação, se lembrou que era uma flor, não era uma pedra, resolveu pôr para fora com a língua, delicadamente, para não machucar a simples elegância. Ouviu conscientemente o roçar da língua nos lábios secos e na flor macia, seca. sentiu que iria ficar surda com tanto barulho, mexeu os braços em posição de flexão e se livrou da dor de ter o poder de matar tão íntegra espécie. Seu pano de cobrir o corpo estava com os mesmos borrões vermelhos que havia notado no local onde chorara, suspeitou que estava reencarnando, suspirou. Cuidadosamente percorreu com as mãos sujas de areia boa parte de seu corpo, agora acinzentado, limpou-o como pôde, não levantou a cabeça, não abaixou a cabeça, andou pensando nos seus pensamentos.
Decidiu uma coisa: não iria se casar. Conhecia o bastante a si mesma para saber no que daria um casamento, tal pensamento a tranqüilizou, mais suspiros do batom borrado, não sabia o que era relógio, a felizarda.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Geni, me confundiram com você. utilizaram um nome da moda, como se o seu fosse algo incompreensível. o fato de não terem utilizado de teu nome, de tua sina, me faz repensar se estavam a me comparar contigo ou com qualquer outra pessoa, ruim. e se acaso estão a me confundir/comparar contigo, fico feliz, se não... fico preocupado (com nem sei o que).
Geni, ninguém bem te amou, por você mesma não deixar, não ter tempo.
um afago de quem te entende, um beijo.
Geni, ninguém bem te amou, por você mesma não deixar, não ter tempo.
um afago de quem te entende, um beijo.
sábado, 23 de agosto de 2008
as decisões parecem pesar mais
quando tudo parece em ordem,
(desordem) insisto sempre em fazer essa rima pobre,
mesmo sem a intenção de rimar sons.
acredito que nunca quis ter dezoito anos (por ser a idade das decisões decisivas),
quando penso em dizer que não estou pronto pra isso, olho ao meu redor e sinto que ninguém está inteiramente pronto, alguns apenas fingem melhor... a cada dia fica mais claro que os que fingem ser mais fortes são os mais sensíveis e frágeis. fica mais claro, brilha, mesmo que não seja.
quando tudo parece em ordem,
(desordem) insisto sempre em fazer essa rima pobre,
mesmo sem a intenção de rimar sons.
acredito que nunca quis ter dezoito anos (por ser a idade das decisões decisivas),
quando penso em dizer que não estou pronto pra isso, olho ao meu redor e sinto que ninguém está inteiramente pronto, alguns apenas fingem melhor... a cada dia fica mais claro que os que fingem ser mais fortes são os mais sensíveis e frágeis. fica mais claro, brilha, mesmo que não seja.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
mania nacional
"joguei verde e colhi maduro". cada palavra proferida me faz ter mais dúvida do que é verdade e do que é puro confete de jornal. A verdade é o que queres dizer ou o que diz forçado? É silêncio, gritaria, valsa, tango. É o que afinal?
é o que se quer ouvir rezando para não ser verdade, para não ouvir. é um pedaço de fruta madura, podre, é mais do que o fruto de um acontecimento. Interferências pessoais fazem parte da verdade? O quão verdadeiras duas versões díspares podem ser? (são?)
Entre as mil vertentes do mundo, em uma vejo a verdade, ao menos o que considero verdade, vejo verdade transbordando nos olhos de uma criança, se formol não fizesse mal (apenas conservasse) colocaria todas as crianças para dormirem em banheiras preenchidas com tal.
é o que se quer ouvir rezando para não ser verdade, para não ouvir. é um pedaço de fruta madura, podre, é mais do que o fruto de um acontecimento. Interferências pessoais fazem parte da verdade? O quão verdadeiras duas versões díspares podem ser? (são?)
Entre as mil vertentes do mundo, em uma vejo a verdade, ao menos o que considero verdade, vejo verdade transbordando nos olhos de uma criança, se formol não fizesse mal (apenas conservasse) colocaria todas as crianças para dormirem em banheiras preenchidas com tal.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
" ...
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
..."
EU TENHO UM SONHO (Martin Luther King)
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
..."
EU TENHO UM SONHO (Martin Luther King)
ontem fiquei com medo. na verdade suspirei profundamente, o que me deu medo.
ao escrever algumas coisas, notei o quanto me expresso mal, normalmente não me importaria muito com isso, contudo, existem assuntos sérios. não sou fã de seriedade, mas às vezes é preciso, mais que preciso: necessário.
apesar do que eu escrevi ontem (o que me refiro acima) não ter nada a ver com isso: hoje acordei com saudade do gilberto.
ao escrever algumas coisas, notei o quanto me expresso mal, normalmente não me importaria muito com isso, contudo, existem assuntos sérios. não sou fã de seriedade, mas às vezes é preciso, mais que preciso: necessário.
apesar do que eu escrevi ontem (o que me refiro acima) não ter nada a ver com isso: hoje acordei com saudade do gilberto.
domingo, 17 de agosto de 2008
o mais
agradeço ao vento, por me amar demais, por me beijar suavemente a qualquer horário. cada pedaço de seu inteiro sabe me envolver, me deixar desenvolvido, ultra-humano.
minhas tremedeiras repentinas começaram a tomar conta do meu amanhecer, meu durante, meu crepúsculo.
ao vento que percorre os quilômetros, mesmo sabendo o quão covardes eles são. ao vento que se espreme para passar pela delícia dos milímetros, metros tão pequenos que dá falta de ar, ofegância do ser. ao vento que me tira do ar,
os milímetros, se o vento não me amasse tanto, me entregaria aos milímetros, se eu não amasse tanto o vento, poderia gostar dos pequenos metros.
e quando o vento, resolver que me ama, resolver chover, me ensopar, rasgando cada pedaço de meu rosto franco, rompendo um semblante de preocupação qualquer. queimar toda placa, fazer do meu mundo o mais primitivo, o mais humano, o mais. e quando o vento ventar...
minhas tremedeiras repentinas começaram a tomar conta do meu amanhecer, meu durante, meu crepúsculo.
ao vento que percorre os quilômetros, mesmo sabendo o quão covardes eles são. ao vento que se espreme para passar pela delícia dos milímetros, metros tão pequenos que dá falta de ar, ofegância do ser. ao vento que me tira do ar,
os milímetros, se o vento não me amasse tanto, me entregaria aos milímetros, se eu não amasse tanto o vento, poderia gostar dos pequenos metros.
e quando o vento, resolver que me ama, resolver chover, me ensopar, rasgando cada pedaço de meu rosto franco, rompendo um semblante de preocupação qualquer. queimar toda placa, fazer do meu mundo o mais primitivo, o mais humano, o mais. e quando o vento ventar...
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Ah Israel, ninguém sabe o quanto tuas palavras amaciam minha vida. as coisinhas que tu diz, a qualquer momento, aconchegam minha alma, e acolho... como filhos, sem precisar escolher entre uma e outra, acolho todas em meus braços compridos e magros. tens me ensinado a (con)viver (com) as coisas, antes mesmo de saber que se vive de tal forma, me apresenta soluções para situações até então ocultas. enquanto estou lá, aos seus pés, absorvendo as palavras, me misturo com o som, e vou flutuando pelo chão. boquiaberto é meu estado, cada vez que enfrento uma situação solucionada pelo teu semblante.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
bomsentir(vivo)
suor, fadiga e aperto. dorme, acorda, nem percebe que a gasolina queimou, não percebe que seu meio de transporte polui (mesmo que seja menos que os demais), esquece do que não precisa pensar, e pensa nas coisas que devem ser (esquecidas). se fosse seguir as regras, seria um projecto, e não um pedaço biológico.
chega faminto, nojento, fica entre a cozinha e o banheiro... não decide de imediato qual é sua prioridade, mal sabe escolher entre prioridades e coisas secundárias (como se não existissem coisas secundárias). decide por qualquer coisa, que nem importa, escolha feita baseada no tempo, no possível atraso. acontece tudo rápido e como quem nada quer, aparece na portaria, na rua, na calçada, no supermercado, no estacionamento, na rua, na rua, na rua, na chuva. apreciou as gotas da chuva e logo se preocupou com o couro, preocupação breve. milhões de charmes no ponto, no ponto exato! pensa-se que iriam acompanhá-lo, mas é deixado de lado, sem perder um breve sorriso. espera (quase que pacientemente), entra, observa as expressões, algumas familiares, outras rústicas, nenhuma indiferente (indiferença alguma). tenta concentração, recorre ao remédio receitado pelo doutor dos olhos, nada. é a dor querendo que pense, pense, pense, em tudo que não seja alheio à ele mesmo, ao seu "eu". pensa tanto que dorme, acorda, tenta abrir os olhos preguiçosos, tenta fazer os músculos da face reagirem depois de anestesiados. vai embora, é calor, chuva, vozes, "send", voz, "end", gritos, estardalhaço, fila. tédio. fila. chega, senta, levanta, ri, pirraça, sem suspiro, sem goiaba, sem jujuba.
chega faminto, nojento, fica entre a cozinha e o banheiro... não decide de imediato qual é sua prioridade, mal sabe escolher entre prioridades e coisas secundárias (como se não existissem coisas secundárias). decide por qualquer coisa, que nem importa, escolha feita baseada no tempo, no possível atraso. acontece tudo rápido e como quem nada quer, aparece na portaria, na rua, na calçada, no supermercado, no estacionamento, na rua, na rua, na rua, na chuva. apreciou as gotas da chuva e logo se preocupou com o couro, preocupação breve. milhões de charmes no ponto, no ponto exato! pensa-se que iriam acompanhá-lo, mas é deixado de lado, sem perder um breve sorriso. espera (quase que pacientemente), entra, observa as expressões, algumas familiares, outras rústicas, nenhuma indiferente (indiferença alguma). tenta concentração, recorre ao remédio receitado pelo doutor dos olhos, nada. é a dor querendo que pense, pense, pense, em tudo que não seja alheio à ele mesmo, ao seu "eu". pensa tanto que dorme, acorda, tenta abrir os olhos preguiçosos, tenta fazer os músculos da face reagirem depois de anestesiados. vai embora, é calor, chuva, vozes, "send", voz, "end", gritos, estardalhaço, fila. tédio. fila. chega, senta, levanta, ri, pirraça, sem suspiro, sem goiaba, sem jujuba.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
ai indiferença, penso no dia em que tu era uma palavra em um dicionário. penso no dia em que uma flor, como quem canta com o corpo, me disse que tu era o pior sentimento, que tu era o avesso do amor. isso foi marcante indiferença, desde então não paro de pensar em ti.
sempre que há tempo e oportunidade você começa a rondar por minhas palavras fracas, poucas. fui construindo conceitos, o que não é necessário, mas os criei como se cria filhos. mas fui um monstro, eu não agregava os filhos: os substituía, era impossível conciliar João com Maria, dolorosamente tinha sempre que escolher um em detrimento do outro. Hoje uma boca me disse que acreditava piamente em você, eu apenas duvidava de sua existência, tenho argumentos convincentes, até ganho debates, mas não convenço ninguém, nem a mim mesmo.
chego ao pensamento onde quem é (se é que existe esse alguém) indiferente não o sabe, nem o pensa, nem ninguém sabe, nem pode saber. quando alguém souber perde o encanto, o significado, a significância.
no fim do dia, após dormir enquanto o sol estava no ponto mais alto que poderia alcançar (de acordo a algum referencial que ignoro), descubro que esse foi tema de reflexão em uma sala de aula. o sono e a dor de cabeça me impediram de sentir um arrepio de momento, mas rasgaram minha boca em sorriso.
ai indiferença, se tu existir de verdade, me mande uma carta. e um beijo: de despedida.
sempre que há tempo e oportunidade você começa a rondar por minhas palavras fracas, poucas. fui construindo conceitos, o que não é necessário, mas os criei como se cria filhos. mas fui um monstro, eu não agregava os filhos: os substituía, era impossível conciliar João com Maria, dolorosamente tinha sempre que escolher um em detrimento do outro. Hoje uma boca me disse que acreditava piamente em você, eu apenas duvidava de sua existência, tenho argumentos convincentes, até ganho debates, mas não convenço ninguém, nem a mim mesmo.
chego ao pensamento onde quem é (se é que existe esse alguém) indiferente não o sabe, nem o pensa, nem ninguém sabe, nem pode saber. quando alguém souber perde o encanto, o significado, a significância.
no fim do dia, após dormir enquanto o sol estava no ponto mais alto que poderia alcançar (de acordo a algum referencial que ignoro), descubro que esse foi tema de reflexão em uma sala de aula. o sono e a dor de cabeça me impediram de sentir um arrepio de momento, mas rasgaram minha boca em sorriso.
ai indiferença, se tu existir de verdade, me mande uma carta. e um beijo: de despedida.
domingo, 3 de agosto de 2008
se te der (por engano/não) um limão
me sinto bem porque sei que declaras teu ódio e usa meus escritos como martírio próprio,
sei que vens aqui na rotina, que nem percebe mais o que fazes, estou simplesmente escrevendo o que queres ler. você tenta sugar minhas palavras, minha falta de rima, minha mente que nem sente o que tu quer. está tentando destruir coisas ao seu redor, está definhando, fingindo lucidez e perdendo os segundos a cada tragada. está apodrecendo, esperando, perecendo por nada, afogado no ar, afogado em cada litro de ar.
-reage! está tudo acontecendo, sei que não é o começo. mas o fim está longe. és capaz de mudar o mundo. querer nunca foi o bastante. seria bonito pro texto me dizer indiferente, mas não o sou. nem quero ser, apenas "faça uma limonada".
é por isso que deixei de querer, deixei de muitacoisa.
---------outrotexto------------------------------------
as pessoas que precisam (ou apenas o fazem) utilizar as palavras do próximo para demonstrar o quão errados estão, estão certas?
dizem que "a palavra tem poder", prefiro a idéia de que a palavra não tem poder algum, a intenção e o momento sim.
se as pessoas (donas das suas próprias palavras) perecem, porque suas palavras tem de ser perenes?
fim de cerimônia, findou-se: confetes.
sei que vens aqui na rotina, que nem percebe mais o que fazes, estou simplesmente escrevendo o que queres ler. você tenta sugar minhas palavras, minha falta de rima, minha mente que nem sente o que tu quer. está tentando destruir coisas ao seu redor, está definhando, fingindo lucidez e perdendo os segundos a cada tragada. está apodrecendo, esperando, perecendo por nada, afogado no ar, afogado em cada litro de ar.
-reage! está tudo acontecendo, sei que não é o começo. mas o fim está longe. és capaz de mudar o mundo. querer nunca foi o bastante. seria bonito pro texto me dizer indiferente, mas não o sou. nem quero ser, apenas "faça uma limonada".
é por isso que deixei de querer, deixei de muitacoisa.
---------outrotexto------------------------------------
as pessoas que precisam (ou apenas o fazem) utilizar as palavras do próximo para demonstrar o quão errados estão, estão certas?
dizem que "a palavra tem poder", prefiro a idéia de que a palavra não tem poder algum, a intenção e o momento sim.
se as pessoas (donas das suas próprias palavras) perecem, porque suas palavras tem de ser perenes?
fim de cerimônia, findou-se: confetes.
pura desordem
por um segundo, esquece-se nome, senha, código e fé. das coisas esquecidas algumas são recuperadas (recuperáveis), outras escorrem por um ralo, tão ralo quanto os brancos e íntegros fios de cabelo de um idoso sorridente.
volta no tempo, nove minutos apenas. se encontra pesquisando significados de palavras e expressões para tentar entender o que de forma mascarada querem dizer, de repente (como sempre é tudo tão de repente, tudo tão parecido, repetitivo, chato, quem sabe monótono) a subjetividade vem abaixo, as palavras se tornam objetivas, sólidas.
descobre coisas, você. se sente mal, as pessoas acham. que só vê o seu lado, sem lados. achados e perdidos, achados sem perdidos, quem saberá escolher as palavras e sua devida ordem (?)
(e tudo depende de 'por onde leio', cada canto tem seu desencanto, sua dose letal de objetivismo, mesmo quando o local parece ser o mais propício para ser evasivo)
volta no tempo, nove minutos apenas. se encontra pesquisando significados de palavras e expressões para tentar entender o que de forma mascarada querem dizer, de repente (como sempre é tudo tão de repente, tudo tão parecido, repetitivo, chato, quem sabe monótono) a subjetividade vem abaixo, as palavras se tornam objetivas, sólidas.
descobre coisas, você. se sente mal, as pessoas acham. que só vê o seu lado, sem lados. achados e perdidos, achados sem perdidos, quem saberá escolher as palavras e sua devida ordem (?)
(e tudo depende de 'por onde leio', cada canto tem seu desencanto, sua dose letal de objetivismo, mesmo quando o local parece ser o mais propício para ser evasivo)
sábado, 2 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
E lá vinha Ele, completamente desconhecido, completamente nebuloso, cada centímetro de sua vestimenta preta parecia dizer em segredo (sussurrando): "trago um bilhete das profundezas". a falta de vermelho não evidenciava onde era tal profundeza e ele continuava a caminhar normalmente, como rotina (muito natural). Assustado, olhei pra mim mesmo e me perguntei (como em um questionário): "ROTINA?". Isso realmente me assustava, paralisei por dois segundos, tempo suficiente para que ele desaparecesse completamente, não como mágica, como coisa comum.
Consigo recordar àqueles olhos sem vida (estaria ele com morte?). cada característica dele se juntou na minha mente, não formou homem nem sombra, era um enorme e obscuro ponto de interrogação sem seu ponto; sem apoio. (talvez)
Consigo recordar àqueles olhos sem vida (estaria ele com morte?). cada característica dele se juntou na minha mente, não formou homem nem sombra, era um enorme e obscuro ponto de interrogação sem seu ponto; sem apoio. (talvez)
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