quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.
Wait, They don't love you like I love you.



tão difícil criar uma redoma tentando não machucar ninguém, quantos sacrifícios no meio do caminho, quantos artifícios, quanta dificuldade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

começo te contando que sei que está tarde. o dia ainda está longe de terminar, mas é tarde, muitas pessoas estão dormindo, muitas pessoas estão tentando se manter acordadas, estamos aqui como gatunos, sempre conversamos sobre essas coisas a essa hora, mas estou achando que não há mais muito tempo como sempre houve. sei que é muito tarde em diversas questões, talvez o relógio esteja adiantado, mas posso dizer que terás tempo, o mundo é normalmente inverso à nossa disponibilidade. me desculpe a desatenção, estão me pedindo conselhos, preciso dá-los, preciso dizer o que já fiz por aí, estou sempre tentando fazer com que as pessoas não cometam os mesmos erros que eu. penso que seria perda de tempo, seria desgaste em vão, cada erro deveria ser cometido apenas uma vez. yo quiero contarte qué lo siento mucho. há tempo para esclarecimentos? sei que o sol logo se ajeitará no azul que tanto varia. seu rosto está ficando embaçado, como meu próprio corpo pode ficar de brincadeira comigo? que bobagem, me desculpe se eu errar seu nome, é que seu rosto não para de mudar, e sua pele continua tão macia, queria continuar sentindo esse cheiro ao sair daqui, ao nascer do sol. queria, como da outra vez, dormir tranquilo e acordar com uma nuvem de pedacinhos seus. que música é essa que está tocando? me lembra nossa primeira briga. foi tão estranho brigar com você sem saber porque. gritávamos tão para dentro que só sobrou o silêncio no telefone. me diga, você está mesmo acordado? é como no telefone, não responde. olha, o céu está começando a clarear, nosso tempo sempre acaba antes do fim.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

verbalizar, antes de existir, é contrário a algo que por ventura há de ter vindo antes do mesmo. verbalizar é inversamente proporcional a amar. verbo sempre foi faca cega. sempre há de ser. para tanto, assim como para armas de fogo, armas químicas, prosas, há treino, dedicação, prática.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

uma saudade do vazio. saudade da queda das folhas. dos intervalos vazios dos potes cheios.

domingo, 12 de dezembro de 2010

é, foi surreal. nunca imaginei tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo e me confundindo em tempo, espaço e dimensão. foi como ter sonhado, numa noite em claro. foi como transcender, transbordar. respirar. respira: o peito sobe, o peito desce. um barulho estranho, talvez seja um toque fantástico. e tudo acontece, tudo se mistura e tudo parece ter sentido.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

monólogo

_Sim, foi abandono. Não sei porque fiz isso, minhas dúvidas variam de vingança à altruísmo. Vou sempre fazendo as coisas. Apenas depois: paro, penso. Ao pensar acabo buscando alguns significados, explicações, quase sempre não são verdadeiras, busco as mais convincentes. Seria exaustivo explicar muito. Penso no abandono como algo sagrado, velado. Algo que se deve ser pensado, mesmo quando não, confesso, penso. O abandono é tão bonito, percebe? O abandono não exige aviso, não é precedido de promessa, consagrado de pureza. Ele é apenas o esquecimento acompanhado de muita lembrança. O abandono é o que dá vida. Quem já foi vitima dessa fonte de vida não mais o faz com o mais puro esquecimento. Passa a existir suor, fadiga, esforço físico. Abandono é água, morna.