terça-feira, 30 de setembro de 2008

testes, testes, testes, testes.
boa sonoridade, e além de músicalidade?
tomar banho e estudar, isso sim.
espero ficar um tempo sem escrever aqui (sim, eu sei o que isso significaria.)

domingo, 28 de setembro de 2008

um furacão.
furacões são barulhentos...
então não.
brisa leve, levanta o vestido e todos os sorrisos guardados.





(show Marcelo Camelo)

sábado, 27 de setembro de 2008

sábado, 20 de setembro de 2008

Vai na caixinha, pega três moedas. Suas cores imitam raridades, fortuna. Sorri feito criança, pensando como adulto, dentes velhos e neurônios falhos. Corre feliz, compra brilho encaixotado, em série, se sente único, acha que pode ser melhor do que sempre fora, e vai ser, mudança.
Cacto verde, espinhos macios,
cinza.
Imprecisão perecível,
um palmo além do chão,
um salto, pulo alto. Brilho em série.
O sabor azedo, doce feito mel.
enjôo.
Cama e luz,
pálpebras lutando, rendidas.
Perdi a rima do poema, tenho gostado pouco de solidão, acho que prefiro mesmo pele e suor, suor suado comigo, suor suado longe é estranho e desestimulante, gosto das bocas e dentes, os dentes são lindos.
As pessoas se auto-escravizam com o conceito de sexo, é bizarro. Pode rir velho bonachão, o mundo não é teu, e teu charme está escondido em passos, é melhor não rir tanto.
Os velhos, aqueles de idade, são legais. Quero ser velho. ser velho é ter todas as histórias em filmes pessoais, é ter conhecimento mais amplo do mundo, é ter cicatriz.
Se não consegue ver a beleza nas coisas pequenas e simples, onde mais verá? O maior prédio do mundo é nada ao lado do menor sapo de todos os brejos. "Os brancos são confusos", isso sim.
Tenho uma proposta: que tal largarmos as canetas, os teclados e os conceitos teóricos para fazer vida, realidade, arte? Não diga que o mundo precisa de mais amor e humanidade... Seja humano e ame.
tomando banho, de poros limpos, achei que me fizesse bem escrever. Para não variar, continua um certo ciclo de imprevisões, coisa que me excita cada vez menos. Teria eu envelhecido de tanto pensar? De tanto não querer tudo e escolher qualquer coisa utilizando critérios de qualquer pessoa. Via "qualquer" como uma palavra feia, hoje vejo verdade nela. Sei que ela não é charmosa, rimada, pomposa, ela é dura e precisa (quando bem pensada).
Mas a vida vai bem, o velho e o quase-moço tem me ensinado macetes decomo ver situações, fico abestalhado com algumas frases. O moço (ou quase) me ensina a rir, a refletir meus eternos pensamentos de momento, que por hora julguei ser o único ser a tê-los. Um, dois, três suspiros. O velho me ensina das coisas mais bonitas de um jeito bonito: não pega na mão, não sorri facilmente, decifra gestos como quem flutua, ah se não pesasse... O tal velho me fez ter algumas certezas (o que é sempre bom ter: algumas, poucas, certezas), mas tais certezas são falhas, já começam com anotações e interrogações.
Minhas mãos pardas deslizam sobre qualquer superfície, em um rítmo envolvente, meu corpo segue, minha mente muda.
E se eu desistir dos poemas e sussurrar-te minha não decisão dos dezoito anos? Sim, não decidi muita coisa. Acabo de decidir que preciso de decisões, mas é tão perene. Era mais fácil decidir se tentava dormir ou se tentava permanecer acordado durante a noite, mas até essa não decisão foi roubada pelo passar das horas. Sei que invariavelmente irei dormir, certeza rala na infância que me fazia esperançoso.
Estar sem credo facilita a mente, mas dificulta decisões.
Sabe o que eu gosto mesmo? É de não ter tempo para pensar, mesmo contando segundos para isso. Quem é total estável? Afaste-se de mim, ou amarei toda distância passível.
quando o céu não for mais promessa,
se acalme, beija o vento sem pressa.
Está tão calmo, respira fundo,
exprime nos dentes a falta de atrito.
Botão, gosto desse som.
Aveia e mel, logo enjôo.
-Irmão, te peço para não desistir do sonho, (e se, por acaso, ainda estiver acordado) te peço para esperar até o anoitecer, há muita esperança na espera. O amor é apenas mais uma vertente da vida, e a distância, o medo e o sol são temporários, por mais que me esforce para acreditar que o que vai acontecer já está escrito, não acredito, e tenho fé no tempo. No mousse de limão encontre a sensação de descanso, na partenogênese a beleza das coisas simples, nos balões um estímulo para voar, e na força centrípeta encontre o mundo, ele pode ser seu, mas ter o mundo em mãos é coisa muito da delicada, cuidado irmão. Sinto tanta falta de tanta coisa, mas tudo se ajeita cada vez mais, essas coisas só precisam de nossa paciência e de nossa persistência. Me orgulho tanto desse ser humano, que sangra por ter sangue, que chora por ter lágrimas, meus olhos brilham.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

ele (o doro), o Doce bRUTAMONTE

Em um ano que ainda não acabou, cansativo, me aproveito de certas aulas e de certas idéias para poder me esquecer do quão selvagem ter 18 anos é. O bicho do mato, que de assustador não tem nada, me deixa surpreso a cada história, mas dentre todas, uma é constantemente relembrada, sem enjôos. Era uma história, fato, de um estudante de cursinho que não morava com seus pais, estes viviam no interior, enquanto sua cria estava crescendo na capital. Em algum momento a cria disse que só gostava da mãe, e que isso se devia ao fato do pai não gostar e nem dar atenção a ele. Segundo a criatura, a mãe sempre atendia o telefone, e telefonava também algumas vezes, enquanto a figura paterna atendia raras vezes, e quando atendia passava logo o telefone para a esposa(mãe). Me deu um aperto no peito. No fim, o bicho do mato descobriu uma coisa, coisinha que nem precisava ser descoberta, e nem sei se deveria... O pai, esculpido em gelo, era o sorvete de morango no sol, ia para o quarto e chorava saudade.

(final modificado, no original seria: ia para o quarto e chorava, não aguentava era de saudade.)

domingo, 7 de setembro de 2008

corram crianças! o bolo está na mesa, o suco está esquentando, o leite está esfriando, as formigas tomam conta de mim enquanto vocês estão com sono. andem, rápido, não quero tanto trabalho em vão, não quero caretas nem gracejos de mal gosto, vocês são os meus anjinhos!
tenho que trabalhar, tenho que ganhar muito dinheiro, tenho que inventar desculpas para poder guardar todo esse dinheiro, tenho que economizar em pról do futuro de vocês. vocês bem vão me entender quando fizerem a mesma coisa, e descobrirão que todo dinheiro que suamos para ter é para não gastar, vamos crianças, não chorem, não me façam essa desfeita, vocês estão bem crescidinhos já, nem parece que já foram do tamanho de um botão de rosa.
Nesse momento já havia me esquecido que também fui um botão, que o mundo era tão "bão".

quinta-feira, 4 de setembro de 2008




Quando achou-se que aprenderia apenas as coisas além do cotidiano, ouve-se, em límpido som: "O coração é o gera-
dor"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Vim te convidar pra uma verdadeira evasão, esquecer dos poemas e cartas de amor. Te convidar para um jantar, comida fria e corpo quente, é apenas um convite. Intimar para uma noite clara, noite na qual a luz da lua assemelhar-se-á ao poder do Sol, uma noite sem mais presenças humanas.
Te absorvo na evasão dos atos, as palavras se tornam cansativas, estarás com disposição para um corpo que se movimenta como em comunicação?
Disposição para se esvaziar até cair em abismo inomeável.
Estou desejando que a janta fique no prato, que a taça quebre em alguns pedaços irreconstituíveis. O amado som ficaria zumbindo em cada ouvido, e todos os aparelhos movidos por eletricidade estariam eternamente desativados, estaríamos sugando cada fonte de energia.
As pequenas dores do dia-a-dia seriam ignoradas, assim como se ignora as dores pequenas ao se ter uma dor maior, uma dor insensível.
Vamos nos evadir, nos deixar acontecer, nos formar e disformar, desforrar, deformar.

Esperando só uma coisa, o não. ansiosamente espero, só não me venha com um sorriso e um sim.