sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Ver o mar através de uma rede desgastada.


quando algo soar poesia
estarei bombardeando, realidade.

sábado, 8 de dezembro de 2007

um sei lá


As coisas mudam. engraçado, engraçado demais... tenho medo de não me lembrar do real significado do "engraçado" que agora digo.
olhos cheios de lágrimas acompanhadas por bocejos sem fim, me fazem bem. estou tranqüilo por poder fechar os olhos, por poder ver imagens se formando -sejam reais ou virtuais, que sejam sempre vivas-.
as lágrimas são quentes, falsas, secas, que somem, evaporam, antes que possa sentir na pele os cílios úmidos.
Os desejos, passam feito sopro. os que ficam considero amores, mas esses são tão raros, ralos, tão rasgantes, que rasantes passam em tentativas desesperadas de pouso, posa, repousa.
As falsas promessas são sempre as mais atraentes, e todas me atraem, me perco diariamente. "eu não gosto"... de me derreter em olhares congelados.
e foi no gosto/não gosto que comecei um sei lá.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007


o que te restou do sopro?
além do sufoco, além da saudade do que tu pode ter, além do que nunca sai de perto de ti. Imperialismos permanecem porque todos se mostram raquíticos, insuficientes, não-cidadãos-ambulantes. Cabeças, braços, pernas, há falta de fibra. Falta boca útil, fútil.
Relógio de ópio não informa horário, desinforma a vida -como a "vida" passa rápido, de palavra completa à mais um cliché-
Não é nenhuma novidade, em meio a tanta confusão, focarmos em uma pessoa qualquer todas as coisas que nos façam esquecer desse mundo sem fim. Fim-Do-Mundo.

domingo, 18 de novembro de 2007

é engraçado quando passamos a nos conhecer. Quem sempre fugia do dualismo admite sem medo e sem compromissos, sem quaisquer compromissos, a consequência de ser. E sendo, o que quer ser, as vezes o que não quer, mas sendo antes de tudo, antes de ser as vezes.
As vezes, as vezes... são vezes únicas de mudar o que se pode mudar depois. depois depois depois.
Depois é tão distante, mas tão distante que nunca chega. nunca nunca. as palavras nem sempre ficam. é bom se lembrar disso.




Quase tudo é relativo! Menos a velocidade da luz no vácuo

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

o mais comum


mais cliché do que se chamar de "o rei do cliché" acredito não existir. mas seria ainda mais cliché (no meu eu) começar esse texto com: "o engraçado é que..." porque tudo tem sua graça, afinal graça é uma palavra tão bela e singela... (sente o eco).


Acabou-se ensino médio, acabou o que sempre acreditei ser pra sempre, ou tão longínquo que seria eterno num certo espaço de tempo. Não é o fato de me sentir mais "pressionado" que me deixa tão nostálgico. Existem pessoas que não queria que fossem embora de minha rotina, o tempo é muito relativo, relativo demais as vezes.
Fica um beijo na testa e uma promessa de estar sempre em contato, ou nem promessas ficam. Quando ficam, rezamos pra não serem apenas promessas, pedimos para que seja uma realidade próxima, pedimos com muita fé, na hora da aflição e do medo a fé parece ser tão grande que é capaz de comportar todas as emoções de uma solenidade.
"amigo é coisa pra se guardar..." foi essa a parte da música que consegui ouvir perfeitamente, após essa melodia, me afogaram em rios de nostalgia, uma saudade prévia, um medo de enfrentar outro mundo embaçado.
O Mundo é grande demais, não nos afastemos muito. não nos afastemos Drummond, pai, mãe, irmão, amigo do peito, amiga de alma. Pois se grande é esse Mundo, vasto é meu coração, que teme por vós e erra em vão.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

uma linha,
tem raciocínio no ar.
tem promessa na gaveta,
tem verbo na boca.
tem verme no mato,
velho sapato

domingo, 14 de outubro de 2007

uma historinha meio veridica

No ar existia um conto de fadas, algo mais bem elaborado que "Romeu & Julieta" e até mesmo que o casal principal da novela das oito, foi algo irreal que começou a acontecer e a situação foi perdendo o controle, ninguém mais sabia distinguir o certo do errado e o fato do questionável, foi crescendo e ficando cada vez mais utópica tal situação. Um certo dia um diz te amo e o outro corresponde, selado o compromisso o conto começa a fazer mais sentido, os personagens apaixonados e os locais eram típicos de cinema norte americano. Tudo ia bem, muito bem, mas naquele conto também havia ciúmes, ciúmes é inevitável, ciúmes é amor, ciúmes é zelo, ciúmes é um relacionamento, e esse ciúme nunca atrapalhou nada, até porque ciúmes é mais comum do que amar e querer o bem de quem se ama, mas esse ciúme causou desconfiança, a desconfiança não é amiga de uma relação saudável, mas fazer o que se o compromisso estava selado? então um personagem procura esclarecer sua desconfiança, e após meses de sonhos e ilusões um balde de água congelada é jogado no livro de contos de dormir mais bonito, mais singelo e original, o conto que as crianças poderiam ouvir antes de dormir e que os adultos gostariam de ler, mas o seu fim foi muito repentino, era um beijo sonhado que se transformou em lágrimas que jorravam sem maiores explicações, se transformou em dor que não parecia ter fim, as páginas bem caprichadas com detalhes estavam pichadas por marginais da infelicidade alheia, de fim por fim, quem erra chora e quem chorou pelo erro sente fervor de viver, restando apenas cicatrizes, com ou sem dor, com ou sem mágoas, mas sempre com boas e más lembranças;




um dos meus preferidos, tem sentimento nele, sentimentos alheios. mas foi assim que escrevi.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

deitar e sonhar (2006)

Um garoto andava por uma estrada, era no ano de 1945 e o mundo estava em conflito, mas para ele era apenas mais um dia, no qual ele estava caminhando sem destino e com sua companhia de todos os momentos, sua imaginação!

Ele pensava em coisas grandes, como virar um grande fazendeiro, poder ajudar os mais necessitados e ter um pasto verdinho cheio de caprinos, seus olhos brilhavam ao imaginar tal futuro, algo surreal para aquele garotinho, filho de pais pobres e que morava numa roça, que tinha espaço apenas para a pequenina casa e uma plantação que servia de sustento, mas ele sonhava... e se sonhava, sonhar era de graça nessa época. Mas assim como ele tinha sonhos colossais, ele também tinha sonhos de garoto, as vezes ele pensava em casar, ter filhos, ter um trabalho que desse pra sustentar o lar e um cachorro que ele sempre cuidaria como um membro a família. Daí ele pensou que seu futuro não ia dá em nada, se desesperou e começou a correr pela estrada, era visível a velocidade que os matos passavam por ele, o vento de tão forte causava dor e às vezes entrava areia nos seus olhos, seus pensamentos iam à mesma velocidade que ele estava, estavam a mil por hora e o seu coração acompanhava o movimento freneticamente, ele para e olha a sua volta, só vê mato, as pequenas casinhas tinham ficado para trás e seu cabelo estava assanhado, ele foi ate um pequeno lago que estava ali perto e quando foi lavar o rosto ‘de suor’ e riu de seu cabelo, estava realmente engraçado, viu no sorriso de seu reflexo uma razão pra não deixar que as coisas ruins o abalassem, pensou que quando nada desse certo ele iria virar “hippie” e arranjaria uma “tribo”, se imaginou viajando com um grupo de pessoas desconhecidas e riu mais ainda, ele seria chamado de louco, e ao lembrar do estado de seu cabelo, olhou para o seu reflexo e gritou: “Eu sou louco de fato” e ficou rindo da situação, o sol estava quase se pondo e ele tinha de voltar pra casa, ele estava com muita vontade de ver o sol se pôr atrás das montanhas, porque ele brincava com o sol, dizia que o sol estava se escondendo pra vê se alguém o achava, e sabia que ninguém acharia o sol, já que ele é o melhor pra se esconder, se achava esperto também por saber disso, estufou o peito e levantou-se, começou a andar novamente, só que dessa vez na direção oposta, ele estava voltando pra casa, e sua imaginação começou a maquinar coisas incríveis e assustadoras, primeiramente ele imaginou que ia virar cantor sertanejo, cantou umas duas musicas, pensou bem e desistiu da ideia, aborrecido pela desafinação, pensou em outras coisas também e sentiu que estava escurecendo rápido demais, olhou para trás e falou consigo mesmo assustado: “Sol? Como ele ta rápido hoje, é melhor me adiantar pra ganhar a corrida, porque aí empata já que ele ganhou ontem” e assim ele enche os pulmões e sai correndo com a sensação de que o mundo esta passando por ele, sente o universo correr os pés, e um frio na barriga pelo medo de chegar em casa após o pôr-do-sol, corre mais rápido, chega, senta, espera o sol ir embora de vez, levanta, vai jantar, toma um banho rápido porque ta tarde e ele ta cansado, deita e sonha com um mundo livre de guerras.

minha utopia mais completa (2006)

Os livros não contam mais nossa historia, você alterou um ciclo que poderia ser eterno e preferiu ter uma historia única, sem maiores ou menores comparações, minhas córneas visualizam imagens que meu cérebro tenta decifrar. Na noite volto para casa ouvindo musicas melancólicas e bobas, encontro no céu uma promessa, estrelas e mais estrelas, milhões de estrelas que brilham mais forte quando tomas conta de meus pensamentos, percebo que é mais que uma ilusão quando as nuvens tornam minhas promessas embaçadas e sem sentido, tento adiar minha chegada, e quando paro a distancia diminui, toca em mim sua canção e a vontade é de parar o tempo e ouvir aquela melodia que me faz lembrar de tudo que aconteceu, mas nada aconteceu, é apenas imaginação, minha utopia mais completa.

coisas de 2006

Maldita incerteza que congela momentos que talvez não sejam mais revistos.


27 de Agosto, mais uma tentativa frustrada de me definir, que sempre acabam em frases sem nexo e comentários sem fundamentos. Sou aquele que se ilude com o mundo, principalmente com as pessoas, sou até esperto às vezes, bobo outras vezes, e assim vou enfrentando desafios e aproveitando oportunidades. Não diria que o Mundo é ruim comigo, tenho tudo que quero {nem sempre perto mas tenho} e isso me deixa confuso.


02 de Setembro, as vezes sinto que uma auto-análise é preciso. Para se justificar os erros e também ser premiado pelos acertos, talvez sair perdido por alguns atos inconsequentes ou centrado numa busca incomum que só pertence a você. Penso que o Mundo não foi feito para viver demasiadamente. Ele foi feito apenas para vivermos, felizes, tranquilos, talvez intactos
como estátuas que nunca serão tocadas por mãos sujas. Há muita dor nesse Mundo, talvez dor de mais para um só Deus, muita discórdia e mentira. Despolua sua mente, plante nela uma semente azul.


10 de Setembro, umas gotas d'água batem na janela e um som novo é criado[chuva na janela]. É um domingo chato, daqueles que voltamos de viagens divertidas, estamos exaustos e temos uma atividade do colégio pra fazer, um domingo do qual entramos na Internet e não tem ninguém pra conversar com você. Um domingo realmente tedioso. Um grupo de amigos eternos está se desconjuntando em algum lugar do universo e ninguém pode interferir. Daí eu estou escrevendo meu perfil novo e meu irmão chega e diz: _"Vou dormir, desliga o computador". Dia
feliz não?


18 de Setembro, eu estou pensando em mim enquanto no mundo pessoas morrem sem saber o porque, e eu sinto que cada vez mais, com mais e mais frequência, isso vai acontecer, eu sou mais, mais mais e mais, um que pensa na miséria alheia e fica acomodado, sinto raiva de mim por isso, mas estou com as mãos presas, são paredes, portas, escadas e mais degraus, uma serie de coisas que não me elevam em nada, agora eu saio daqui, vou na natação, canso, esqueço de tudo, esquecer de mim talvez.


19 de Setembro, um garoto escreve em um lugar inadequado seus sentimentos, mas não será por isso que ele ira adequar seu lingüajar, deixando o mundo mais feliz. Ele escreve o que ele pensa em qualquer lugar, seja numa questão aberta de física ou numa redação de tema estranho, ele escreve neste momento que está feliz e que essa sensação lhe faz bem ao mesmo tempo que ele escreve uma lágrima cai de seu olho, e numa agilidade incrível ele enxuga com a mão, e continua a escrever do que se passa em sua cabeça, coisas como amizade, amor, sentimentos fortes que nele causam arrepios e sensações estranhas, nesse momento ele vira para o lado e se
depara com um casal deitado a beira da piscina, ele olha novamente para confirmar a informação e observa que se equivocou, eram apenas duas amigas se divertindo numa terça, ele acha isso tão admirável, e começa a lembrar dos amigos que estão longe, então ele para de escrever, liga o som e fica sozinho lembrando de momentos que nunca serão esquecidos.

28 de Setembro, chuva na tela do computador, sinal de que o mundo está feliz, ou melhor, sinal de que eu estou feliz. Semanas de liberdade provisória, de risos clandestinos e piadas secretas,
são dias perfeitos para se olhar pro lado e descobrir alguém especial, alguém que valha a pena dividir o espaço de um banco ou uma bala de iogurte. Enquanto ouço musicas que me fazem viajar por um mundo imaginário jogo palavras em um espaço com caracteres contados, são atos inconsequentes de um adolescente comum, mas não tão comum, não serei eu mais um pacifico
observador de um mundo caótico. Eu vou até a África para me encontrar, e que o futuro não me reserve nada, será tudo por conta dos impulsos de um sonhador.


6 de Outubro, hoje eu estava fazendo um trabalho, ou mais um trabalho.
O tema era a prostituição infantil, um tema difícil de ser abordado, já que as pessoas
gostam de sair de casa, do trabalho, do cotidiano pra se divertir, e com esse tema não
há condições de fazê-los rir, nem uma única vez. Ao receber o tema, semanas atrás, pensei o que todos pensamos ao ouvir dizer: prostituição infantil, crianças que se prostituem por dinheiro e ponto final. Mas acontece que a realidade é assustadora, é um mundo de miséria, sofrimento e perda (da inoscencia, da infância, perda dos bens mais preciosos de uma criança). Isso me fez olhar para o espelho e me perguntar: "Quem vai mudar essa situação? "
São meninas de 12 anos com filhos, ou bonecos como algumas apelidam!
Escrevo isso não para alguém ler, chorar e dormir? Não. Já tem-se choro o bastante! Ajudem.


08 de Outubro, num domingo, mais um, afogado num tédio lendo um livro, luzes se apagam e gritos ecoam pelo quarto, olho pela janela e vejo estrelas limitadas a brilhar no infinito animando esse fenômeno, vou para o Hall e de lá as estrelas não estavam mais enquadradas, elas brilhavam livremente, passa um avião, dois, três, e uma nuvem surge, uma nuvem sem formas. Desta vez a nuvem não escondia as estrelas somente, ela estava brincando com uma constelação inteira, enquanto um garoto bobo ouvia musicas deitado numa rede esperando a nuvem passar, ele estava atento aquele momento, nada o fazia piscar, existiam apenas 3 coisas ali: nuvens, estrelas e um garoto a se divertir com aquela brincadeira. Ele neste momento só não queria que a luz voltasse a iluminar aquele local, nada de televisão nem computador, e o seu mundo por um instante estava perfeito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

faz um tempo que penso em escrever,
de tanto tempo esqueci o tema,
esqueci as frases,
esqueci palavras.
Planejei fazer simetrias modernas,
fazer rimas sinceras
fazer com que tudo pareça ocasional,
resolvi não escrever.
Porque tem um tempo,
que no tempo,
não haverá tempo,
apenas bocas, pianos e spectros.

domingo, 9 de setembro de 2007

-Havia uma história, em algum lugar,
dedos e gargantas, vozes e palavras, todos faziam-se ausentes.
Num intervalo de tempo como aquele, tudo era restrito, tudo.




-sua beleza emana das palavras,
dos gestos,
tudo que vejo, não mudará.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

conceitos.

as coisas são tão eternas quanto merecem ser. os olhares que se encontram são sentimentos silenciosos, feelings!
Ah saudosismo, como me gusta tú. Tua brisa, beirando tufão me acalma os pensamentos. Mas nem sei se te gusto por fazer chegar a calmaria, é melancólico te sentir. 1, 2, 3, 4 na verdade 3, a 4 não vive, não transborda, existe. Milhões de retas se cruzam formando imperfeitos 90º, é ruim saber "muitas" coisas, o mundo parece chato, talvez nomeado demais, demasiadamente nomeado-como queira, não há tempo para questionar o porque do porquê da explicação, apenas absorção sem mudanças, nem brigas (eu disse NEM BRIGAS!). Bastaria à felicidade ser criança, mas de que vale a a felicidade se acaso pode-se ter poder sobre os semelhantes. Nos ensinam a comprar a felicidade, nós ensinamos a comprá-la. Nos vendendo a cada compra.




às vozes que trazem o silêncio,
têm um doce amargo;
têm um amargo doce.
Trazem beijos surdos
vontade fugaz, incolor.

domingo, 29 de julho de 2007


Estapafurdio é o número de informações
Todas as minhas ideias estão corrompidas,
violadas mesmo antes de se fazerem concretas.
Perde-se a vontade de rabiscar.
Boa tarde, vim falar do que não entendo. Quem sabe te fazer entender não faça sentido pra mim, minhas reações são tão simples quanto energéticas. Uma mensagem muda, tudo! Eu sei esquecer as pessoas, mas não sei querer esquecê-las. É com uma caneta que faço rabisco no almoço, enrolando meu estômago e engolindo sentimentos a seco. O bom é que não sofro por sentimentos -vinte e quarto horas no máximo- puro escapismo romântico e nervos trabalhando. Enfim, minhas ideias parecem desorganizadas, pois então, se organizadas fossem elas entendê-las-ia. Acabo os desabafos após um espirro de palavras -me desejem saúde- e um enfim que nada resume.

As coisas presentes,
serão sem importância na finitude temporal
Olhar-me-ia se o olhar agarrasse às ideias
seria um simples egoísmo supérfulo
minh'alma clama simplicidade.
Já basta de verde! Agora peço por vida.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Quem sabe essa seja a primeira história do novo museu, para uma boa história precisa-se de um bom personagem, ou melhor, de uma boa personagem.
Marta era uma jovem senhora, não comportava nenhum mistério (aparentemente). Mas como de aparência vive o mundo, ela de fato não tinha peculiaridades. Era solteira, tinha seus 36 anos de glória e um cachorro chamado "minky", desculpem o erro: era um gato! afinal nossa moça tinha alergia a cachorros.
Desde pequena sonhou ser uma grande advogada, diferente do resto do mundo ela queria advogar e não virar uma juíza. Os seus conceitos de futuro era um tanto humanista, nunca pensou em ter filhos, mas nunca houve ninguém que pensasse no futuro com tanto zelo quanto ela. E foi pensando no futuro dos demais que ela deixou de viver...
Um dia, quando ela voltava do escritório de advocacia, me apressei e entrei com ela na sua residência. Era tudo organizado, me arrisco em dizer que era milimetricamente equilibrado, ela mesma não podia desorganizar o forro do sofá amarelo.
Fazia tempo que não via seus pais, que estavam a algumas centenas de km daquele lugar, a desculpa era sempre a falta de tempo, dizia ela que o mundo precisava muito da colaboração de todos. Ela esquecia que seus pais faziam parte do mundo que sofria, esqueceu que em 24 horas poderia fazer dois idosos ganharem vida, esqueceu de sua vida. O que ela lembrava, e jamais se esqueceu é que sentia saudades do que nunca foi, irresponsável. Um dia, mais um dia, quando ia pro trabalho passou por um cachorro e fez algo que nunca imaginou que fosse fazer: se render a um desejo. O acariciou e seu narizinho, que de tão pequeno mais parecia um botão não ficou vermelhinho como de costume e nenhum ataque de espirros espalhafatosos veio a tona, ela havia conseguido imaginar as bombas ecoando pelas ruas, mas não havia nada. Havia um sorriso de quem se rendeu ao desejo mais bobo.

sábado, 21 de julho de 2007

Final de semana, aquela alegria matinal de acordar sem sono algum às 7 da manhã e continuar deitado somente por se negar a cumprir rotinas -eu diria: "oooh que aventuura HEIM mocinho!" hahaha sou uma piada- levantar e receber visitas com uma camiseta com metros de folga e um shortinho de seda que mais parece uma cueca samba canção -oown, estou omitindo a parte do cabelo assanhado, vocês não leram isso- e ficar rindo de como é bom ler historia em quadrinho com os olhos fechando de preguiça -porque sono é algo que não tinha mais como ter- e rindo do Calvin e do Haroldo.
Também é bom reclamar com a mãe que não tem mais paciencia de rodar no shop - e eu dizia: "aaah mulher! pra que olhar essa blusa de novo? ja viu 27832 vezes u.u' um tanto comico se não fosse tragico - compras, alimentação, e tál. Queria escrever sobre outras coisas... mas estou com preguiça de pensar, aah sim o livro que comecei a ler antes de ontem é fabuloso A Menina Que Roubava Livros, realmente fabuloso. como so estou aqui pra um dia no futuro ler isso e dizer: oow aquele dia foi tão boom -sendo que nem foi, foi comum... é que no futuro acabamos mudando a dimensão das coisas, segredo viu!? - beijo pro bam, te amo
posaksapoksapoksapsaokaspoasksa, isso me lembra o Calvin :~ uishiush

sábado, 14 de julho de 2007

Sinto que não vou viver muito, estranho, é como me sinto. Enquanto diminuo no finito infinito cresce a vontade de mudar objectos de lugar, queria inclusive que medicina não desse dinheiro, seria muito melhor um mundo onde quem cuida do próximo não estar interessado em si próprio. Não me atrai a ideia de fugir da realidade, costumo me machucar no mundo paralelo, no mundo real! -pra que tanto realismo?- Contradizendo todos os meus ideais, afirmo que egoísmo é qualidade (de vida).

sexta-feira, 29 de junho de 2007

é permitido proibir


Agora é permitido proibir, ofender, mandar... nossa! pura ditadura, em pleno século XXI (estilo jornalistico, rs) pessoas ainda são submissas a regras ditadas pelos machistas, há quem diga: "mas é a vida". Enquanto houver quem obedeça, haverá quem comande, ou não, podemos ser dementes acreditando que tudo é na base da boa vontade.
Mas não vamos falar desse mundo caduco, onde a tirania marcou à bala um futuro presente, ainda existem rosas nos jardins, jardins artificiais e feito para serem comercializados, jardins... antes ver ervas cultivadas ao fundo da casa de uma jovem velhinha.
Velhinha, jovem, jardins, ervas, fundo da casa, palavras que fazem bem. Pena que, quem nos ensinou isso não nos ensina a sentir a natureza.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

lero-lero do bam

Fazendo tudo ao avesso, escolho a foto pra depois pensar no texto. De fato o mundo está ao avesso, mas há a vontade de descobrir esse avesso tão contrario, e quem sabe tão mais belo. Numa crise de temperatura, estou me sentindo derretido, assim como tantas e tantas pessoas se sentem, pois é, febre é algo incomodante, só pelo fato de ter seu corpo frágil e dolorido, chega a doer. Mas meu dia tá tão bom, que brigas, confusões e febres incomodantes não vão alterá-lo de forma significativa. Eu sei lá o que quero dizer a vocês que estão lendo, dizem que sou louco, mas de louco todo mundo tem um pouco e todos somos normais, oras! Amanhã vou estar com os amigos, tanta saudade meu bem. na foto mínima no canto da foto desse texto ta a vesga. Quem sabe os nossos heroes sejam aqueles que não estão em historia alguma, aquele que não está em historia alguma.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

-do tipo fácil



quero provar que o mundo só é mundo porque um dia alguém assim quis, e se, por acaso, assim for, querer tornar-se sinonimo de transformar; unir-se-ão os extremos, fazendo cargas de mesmo sinal se atraírem e que bombas nucleares exalem um aroma de morango (que não provoque náuseas) se perpetuasse por onde os campos mais férteis seria. assim, e só assim, se forma o novo mundo, do mesmo modo que me transformo em um desejo, um singelo momento onde por meios "capitalistas" prego a utopia.

domingo, 10 de junho de 2007

no more


eu não deixaria de escrever, seja uma frase ou um poeminha sem rimas.
não abandonaria meus sonhos por contratempos quaisquer, as palavras aliviam muito e não fazem efeito algum.
as "coisas" não são confusas, é puro egoísmo. Eu diria -desegoíste-se - eu diria pare, diria ande, diria que te amo até. só que não existe amor, HAHAHA. no more, no more ;D

domingo, 27 de maio de 2007

um dia,

Gosto de ouvir minha mãe repetindo a mesma historia dezenas de vezes, e de ver meu irmão fazendo cara de impaciente com um riso escondido por detrás do bico, além do meu pai sorridente imitando personagens de um programa qualquer, do tipo "chulo-legal". Foi exactamente assim, algo mais que surreal, era uma terça-feira, antes do meio dia esperando um almoço na churrascaria, inacreditável momento. Na volta para casa éramos somente a família mais completa, a mãe fala, o pai ri e os filhos ficam entre muchichos e gargalhadas.

coisas e coisas

Naqueles dias em que eu queria ser mais um na multidão, faz falta. Desejos fáceis são vontades e os sonhos são distantes, quando paro por quatro segundos chego a outra conclusão: Os sonhos são distantes demais, ironia ou não... eles só acontecem quando estamos inconscientes e não emconsciencia. Seria irrelevante fazer comentários como: abrir os olhos é destruir sonhos.
Todos sabem de tudo, e todos sonham... seja com uma cama de couro ou com riquezas, entre outras parnafenálias modernas. Eu? não faço questão de tanta coisa - é! esse é um sonho- onde todos querem tudo e eu mal quero coisas e mais coisas. que coisa!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

pluft, plaft.

Eu não consigo mais escrever,
as antigas palavras que deslizavam grafite abaixo:
morreram!
Assim como morrerão os grafites, as tintas e as vontades.
O novo brilho vem do poste, luz amarela e cansativa. Mecânica.

domingo, 13 de maio de 2007

um texto do ano passado

Mais um dia da semana,
um dia a mais num alendário que já tinha marcas,
eram mãos, dedos, digitais.
Um relógio na parede era verde, mas era íntegro,
indicava um horario, exatas 14:00
hora de voltar para o serviço
mas nesse dia, justamente neste dia,
ele não havia levantado do sofá amarelo manchado
ele podia ter uma família, podia ter um cachorro de uma raça qualquer
mas naquele momento nada o importava, era um momento estranho
era a situação da qual ele nunca se imaginou.
Nesse momento ele tinha os olhos petrificados e as mãos gélidas,
no seu rosto se sentia uma expressão de dor, ou de ódio,
não dava para identificar o sentimento daquele rapaz
o homem não se movia, era como uma caneta
que depois de tanto trabalhar, falhara e parara.
Mas nos seus olhos ainda havia um brilho,
um brilho fosco de quem nada quer ver e que nada sente.
Ele era determinado, tinha fibra, talvez até fibra demais.
O relógio marcava 14:35 , e o homem não havia feito nenhum movimento.
Era simples, frio e forte.
Era uma história.
Era uma vida.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

28-03-07

Passar por pessoas sem senti-las tornou-se rotineiro pra mim, mas hoje eu não senti corpos nem almas, eram incognitas pensantes que me atravessavam às seis da manhã, eu não arrisquei o velho sorriso sem graça, fingir simpatia, talvez dele partice um pranto interno que não cessaria tão cedo. Continuei andando com a música me mandando parar e chorar em qualquer ombro, e nesse momento percebi que não há ombros onde estou, estão todos longe demais, estou sentindo minhas mãos tremendo e um incomodo dolorido dentro de mim, A caneta me guia para me libertar de tal estado sem-ti-men-tal.
Vivendo fantasias e criando realidade, meu pulsar revela além de saúde e a minha respiração, ofegante, fazem com que todos entendam a ausencia do sorriso tão comum... músicas lentas me lembram bons momentos,
------------------------------------------28/03/2007

Senhor! sem titulo, por favor.


Ótimo mau humor, o mau humor é um sentimento que tanto você pode amanhecer com ele quanto pode adquirir com o fluir dos acontecimentos...
to com taaanto mau humor que poderia fechar os olhos e explodir.
Isso não é bom, mas melhora.

sábado, 5 de maio de 2007


Para, pensa.
Pensa, para.
Não faça, mas não deixe de fazer.
Tenha sem ter o que queria ter tido.
tô sem logica, sem conteudo e sem humor =)

sexta-feira, 4 de maio de 2007

tinha outras coisas em mente, mããs...



Comecemos com uma caixa, e é preciso informar antes de qualquer coisa que ela está vazia, vazia diante de qualquer ideia e de qualquer hipótese, repito qualquer hipótese.
Existiam quatro princípios no local, o qual o nome já de dissipou no finito mais infinito, e todos os princípios estavam voltados para um só propósito: amar. Chegava a ser um desafio, muitos preferiram fugir dos princípios e outros se tornaram invisíveis, tudo porque só quem poderia amar, poderia ver a caixa e seu conteúdo, até então inexistente.
O primeiro principio era o do respeito, considerado por todos algo fácil, desprezando o real valor do sentimento. Então foi descoberto que apenas um a cada quinhentos homens tinha esse sentimento real dentro de si, então das duas mil pessoas apenas quatro tinham o respeito como algo à primar.
O segundo principio era o da amizade, e como uma forma de apoio aos outros mil novecentos e noventa e seis pessoas de continuarem na "jornada", todos passaram por um regresso e descobriram que cinquenta pessoas realmente cultivaram amizades sinceras e as outras voltaram para casa desconsolados, já que foram poucos que desfrutaram de uma real amizade. Mas o "jogo" continuava...
O terceiro principio era o da confiança, novamente houveram testes e regressões de tempo, e assim dos cinquenta apenas quinze confiaram piamente em alguém, e isso deixava cada vez mais a comunidade desconfiada, as pessoas passaram a se olhar de canto de olho, sem saber em quem elas podiam confiar, quem podiam cultivar uma amizade, e o circulo foi se estreitando.
O quarto, e último, principio era o da humildade, e todos passaram pela etapa do regresso ao tempo e avaliação dos atos passados, mas quando chegou nas provas todos apresentavam um ego de herói e um ímpeto incomparável, fazendo com que todos voltassem a condição de viver com os demais da comunidade.
o amor nunca existiu :)
ele é nosso maioor neologismo, digo e repito^^

quinta-feira, 3 de maio de 2007

é, não é. se fosse... não seria,



Toda quinta... mesma rotina, mesmas felicidades, mesmos momentos, acaso ou destino, momento fugaz de completa sintonia. exatamente quando paro para analisar o mundo e toda sua engrenagem "fantástica"...É justo proibir?
Então, quinta de manhã aulas de física comediantes e de redação. Redação... poderia fazer milhões de criticas nesse momento, mas direi apenas uma palavra: FUNDAMENTAL! É justo proibir? porque todos os conceitos distorcidos do mundo que crio durante a semana são destruídos nestas aulas, depois? eu saio do colégio pensando no que o professor disse, maquinando um modo de mudar algo, de tirar um peixe das areias sociais, vou andando, andando, um salgadinho de sabor artificial se torna meu companheiro de pensamentos e o caminho continua, ate associar tudo que ele me disse com meu cotidiano! É justo proibir? então eu vejo pessoas se esforçando pra parecer com pessoas que nem admiram, matar a alma. É justo proibir? Sei que minhas ideias são confusas, e palavras em negrito deixam o texto com uma anomalia visual, mas são convenções, conveniências, CONTUMÁCIA! oras, deixe estar...
Deixe o dia parecer mais longo, deixe de viver uma tristeza, pegue a melancolia e a deixe escorrer pelo ralo, porque não é justo proibir, não é.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

tempos

Há tempos penso em fazer um blog, assim como há tempos eu queria passar um final de semana com amigos e aproveitar um dia inteiro para as minhas vontades. Estou vivendo minha confusão, por não saber o que se passa pela cabeça de cada pessoa, ou melhor, pelo que as pessoas gostariam que se passassem nelas mesmas. Estapafúrdia confusão de sentidos e momentos, estou vendo o céu e meus olhos estão pesados, a engrenagem da minha visão está danificada e isso não me deixa cego, apenas com dores constantes.
Eu fiz muita coisa que quis fazer, e as que não quis simplesmente não fiz, penso em escrever muito numa "postagem", penso em por apenas uma frase criada no caminho de casa, pensar, pensar, pensar...
Humanos, perdi em 'redação' mas eu gostei dos textos que apresentei ao colégio, convenções...