ponho
nos
versos
o
que
vejo: beleza.
Fracos raios de luz,
doces assobios,
brusca queda solar
(encoberta por nuvens).
Travas, fechaduras,
todas-as-coisas ansiando por implosão
todas-as-coisas precisando ver:
a tarde brilhando sem-sol.
sábado, 31 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
pequeno infinito.
bicho-do-mato foge do gato e sobe no espaço de uma frase sem fim.
menina dengosa se encosta danosa e pula no espaço.
menina dengosa se encosta danosa e pula no espaço.
sábado, 3 de outubro de 2009
minha saudade
Saudade é bicho,
bicho do mato, que se esonconde
entre entranhas
e passeia livremente
(em dias de sol)
Saudade é parasita
sugando tudo que há de elaborado,
boca seca
(em dias de chuva)
Cria-se,
crio,
bicho-parasita
(dia-a-dia).
bicho do mato, que se esonconde
entre entranhas
e passeia livremente
(em dias de sol)
Saudade é parasita
sugando tudo que há de elaborado,
boca seca
(em dias de chuva)
Cria-se,
crio,
bicho-parasita
(dia-a-dia).
29/09/2009
Salvo raro:
preciosos, poucos.
Todos se repetem,
em mim,
Salvo raros.
Salvo preciosos.
Os poucos que sobrevivem,
Aos poucos que reagem,
Aos poucos que regressam inteiros,
Os íntegros.
preciosos, poucos.
Todos se repetem,
em mim,
Salvo raros.
Salvo preciosos.
Os poucos que sobrevivem,
Aos poucos que reagem,
Aos poucos que regressam inteiros,
Os íntegros.
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