terça-feira, 27 de janeiro de 2009

São referenciais,
referenciais não-inerciais;
movimentos gélidos em uníssono com o sol
Incandescente vermelho, lábios brancos.


(26/02/2008)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

pontuações

todos os verbos escancarados, violados pela rotina, violados pela quebra repentina do cotidiano, após a quebra, a quebra vira rotina.
Os substantivos adjetivados, abusados, fazendo com que o sentido se perca, mas não o bastante.
As frases são simplórias, objetivas, secas, repetitivas, são disco arranhado.
Preocupa-se com os erros, os pequenos erros, a falta de sonoridade.
a agonia chega por conta da repetição que não se quer fazer. Mais uma mão digitando, mais um olho cansado, mais, mais, mais, mas
deveras ser a vida um painel, deveras... o homem diz que o homem tem que agir, mas é o homem que incentiva o homem a não agir. o homem diz que todo homem tem que ser livre, e o homem sabe que lidera todos os outros bichos, até esquecer ser homem, vê outros homens como bichos, ou vê outros homens como homens e se vê como super-homem. Mas o homem, o mesmo homem, escreve sobre o paraíso que pode-se viver, só que não sabe, o homem realmente não sabe, o que deve querer, se deve usar verbo como substantivo ou se adjetiva o sujeito, o homem, percebe que não está sonoro, quebra o disco arranhado, e arranha o próximo, antes de colocá-lo para tocar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

As mãos não mentem

Os olhos de cigana, os lábios pintados, os pêlos descoloridos, o toque intacto. Vai além da baixa compreensão. O calor não mente, a firmeza, todos os fatores denunciam, as mãos. O carinho, até a intensão do gesto, tudo denunciado, escancarado, crime descoberto, por vezes preso.

Um afago,
porque as mãos mentem
.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

nesse caso

Parei, mais uma vez, para tentar entender o porque de ter um blog, de escrever tantos desabafos, de tentar não ser entendido em nenhum desabafo por completo, de escrever muito para ser pouco entendido, sabendo que existem maneiras mais objetivas, mais simples, mais diretas, mas faço rodeios, explico situações que nem existem, faço a festa.
É isso, os problemas de uma semana atrás não existem mais, mas o problema do mês passado volta. Afinal, ele já foi o problema de seis meses atrás, de um ano atrás, de um ano e meio atrás, quem sabe quando é que ele vai sumir? eu bem queria saber, não para colocar um ponto final como se diz, mas para saber por quanto tempo terei que lidar com isso. desgasta.
Tudo bem, existem pessoas com problemas maiores, muito maiores, mas não hei de usar nenhuma teoria, não vou me sentir melhor porque existe alguém pior, não nesse caso.