domingo, 19 de abril de 2009

Bom mesmo pode ser uma loucura, ser Dom Quixote sem cavalo e sem Dulcinéia. Sancho Pança quando houver necessidade, mas Dom Quixote nas horas vagas. Mudar rapidamente, sem se lembrar que se é dois, sendo um, um apenas no pensamento, dois no viver de sempre. a Dulcinéia passa a ser objetivo e os livros de cavalaria hão de ser histórias em quadrinho, os prédios serão árvores imensas e monstros maiores ainda, os carros animais selvagens, dinheiro fruta, e fruta bônus para a longevidade. As pessoas são santos, quase intocáveis, semi-deuses que pecam, mas que amam. Os livros são os pais dos filmes que leem historinhas às 20:30 da noite, e nós, Dom Quixote, Calvins e Mafaldas com humor adulto e de resto infantilidade.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

15 de abril de 2009

Quando nasci a Alemanha estava se unificando, um sonho utópico estava deixando claro que fora só um sonho, de poucos -muito menos do que se pode imaginar. Comecei a andar com o fim do Apartheid, a Palestina estava velha, e continuava a envelhecer, virar cinzas. Desde então era claro o "fim" do meio ambiente, reuniram-se. Na terceira série, com nove anos, aprendi que o homem já havia feito do semelhante "algo menor", enquanto o exército sérvio fazia uma "limpeza étnica". Nesta época fazia poesia rimada, me preocupava com coisas realmente importantes (considerando-se época, local e idade), nesta mesma época acreditava que os "homens bons" já tinham morrido e que qualquer eventualidade, crise ou miséria fosse fruto de um passado, bem passado. Com o andar da carruagem fui percebendo que não tinha tanto tempo que os "homens bons" tinham morrido, e na quarta série decido me casar com a garota mais "histórica" da sala, ela era brilhante, seriam belos filhos. Depois descubro que não se pode (deve) casar só por uma questão de "melhoramento da espécie" e resolvo seguir até que os mortos parecem mais vivos do que os vivos que estão para morrer. Dois anos de insônia e muita assombração. Os ponteiros completaram centenas e centenas de voltas e vezes e vezes - que não são raras- fico atónito, afónico: esses "homens bons", o que querem? o que esperam? eles existem? são tão distantes? porque? seria o lobo mau da historinha, o super homem?
Uma vontade de ser só som.

15 de abril de 2009

Na ordem dos acontecimentos cada fato-notícia é dependente de tudo e a partir de tal dependência depreendem-se comentários. Se isto acontecer, logo aquilo some de vista e o próximo fato nem comentado há de ser, se isto esquece de acontecer aquilo aparece como notícia única e brilha em cada dente que tintila comentários vis. Vivendo do "se" esquece-se de viver, pois o "se" vive por si só sem saber o que acontece, de fato, sem notícia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

23 de março de 2009

A natureza traz seus benefícios, que a propósito não são muito finitos, porém a vida (civilizada) precisa, por ora, de contato com outra vida (civilizada). Tanta perseguição e enjaulamento são questionáveis, é difícil fugir das correntes, das adagas permanentemente a centímetros da jugular, sofreguidão vermelha. Não se vive na natureza selvagem plenamente feliz, por que o homem criou a felicidade com inúmeras dependências, arraigada nos lábios alheios, contudo tal felicidade ao ser comparada com a cidade há de ser céu e êxtase.

23 de março de 2009

"tudo parece o que é" assim escreveu (e publicou) Paulo Henriques Britto, como se para existir precisasse parecer ou não o que é. Ou pior, como se algo pudesse ousar parecer com o que de fato há de ser. As coisas simplesmente, de maneira complexa, são o que deveriam ser, ou puramente enganam quem vê o que tem que ser visto por alguns olhos desatentos. O "parecer o que é" é dizer o já dito, é repetir a dor que já se acostumou a doer, que não dói mais: Tudo é aquilo que só não é o que parece ser.

20 de março de 2009

esquecendo o azul


Tem um poço azul por detrás das entrelinhas que não mais se vê, pulso pulsando em meios termos, limitados, ofegantes, tênue coração de ser, de estar, afogar-se no ar, no meio de todos sentir-se deslocado, fingindo colocamento para nada. Tem-se que amar o lago azul, apenas por ser lago...

20 de março de 2009

FÉ NA RE INVENÇÃO
INTERVENÇÃO E...
(3.'S NO aR)
Peito que pulsa.a
dor que desatina, o silêncio
Gritaria. CORAGEM, LHOVARDE.