sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
É, sempre vai ter um motivo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
E quem? Quem acreditaria?
O menino de blusa sem cor observa nos olhos de sua avó, de sua bela avó, a avó mais bonita, o ser humano mais bonito, observa a sinceridade, ele entende perfeitamente que ela está ali por convenção, que ela atura aquilo por ser boa, mas sabe que ela preferiria estar rezando em família, afinal ele sabe que ela não para de pensar no aniversariante, no esquecido aniversariante, os olhos mergulham em um ponto de desfoque, e o menino sem cor, o menino da blusa sem cor, não gosta do sorriso alcoólico, não gosta da situação como um todo, ele não sabe beber vinho. E quem acreditaria que o vinho acabou, que restou água gaseificada, que começaram a brindar sem vinho, sem tinta, sem renovação... quem? quem acreditaria?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
-tudo bem, não estava me importando com as coisas pequenas, as coisas que prego serem de fundamental importância, as coisas mais importantes.
talvez e indiferença exista.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
(deveria ser) para esquentar
diferente do que parece acontecer, meus olhos estão secando, secos. algumas vezes a maré sobe, até chegar na borda, samba para fazer espetáculo e some, como se fosse éter evaporando pra dentro de mim. continuo sangrando, cada vez mais, parece que não vou ter sangue suficiente, continuo sangrando, mesmo tendo dentro de mim pouco sangue, ele continua indo embora, e nem sei porque, não sei porque ele quer ficar longe de mim, sendo ele parte de mim, sendo que sou ele.
queria poder cantar pra ele, pra ele poder ficar comigo, mas continua saindo, indo.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Joana estudou até o dia em que percebeu que sabia muito pouco e resolveu não se importar em saber mais, cansou de olhar para as coisas e começar a nomear, a calcular, a tirar o mistério que antes fora inerente a tudo que via. A suposta fogosa Joana frequentava três igrejas e não sabia em que deus acreditar, enquanto os desinformados pensavam: "é um só Deus, ela apenas o vê com mais frequência e em perspectivas diferentes", ela realmente se divertia com tal pensamento, pois era ciente da existência dos vários deuses e que a religião proibida de fato era a falta dela, ser atéia, no seu caso.
Joana nunca deu espaço a homem nenhum, suas opulências inibiam-na e atiçava-os. Não desistiu de viver, sabia que tinha preguiça do dia, mas por falta de informação decidiu não morrer, só tinha pai e o amava como o padre finge amar o celibato (mas não era amor fingido, era inclusive reservado), anunciava tal sentimento duas vezes ao ano e temia que um dia não pudesse fazer cara feia para ele, a cara que ele nunca resistiu sem devolver-lhe com um sorriso, o único homem que amara, até morrer do coração.
sábado, 6 de dezembro de 2008
minhavisão.
As coisas boas não podem ser completadas, é o vazio delas que fazem elas se tornarem realmente boas, realmente necessárias, saborosas. Não apenas alimentos, todas as coisas existentes, e até as que haverão de existir. O vazio é tão bonito, é preciso sim ver a beleza do vazio, é ele que dá importância as coisas, dá vida. A vida cheia deve ser sem graça, sem sabor.
Os cheiros, as cores, são sempre constantes, são sempre amplificadas, e o vazio? o vazio faz a infinidade das pequenas coisas, das grandes coisas, das coisas.
Enamorado pela indiferença, principio um gostar pelo vazio, um admirar. Um gostar é pouco, seria um admirar mais adequado.
O vazio é tão importante que muitas pessoas já quiseram se esvaziar ao menos um dia, esvaziar outras pessoas, evadir uma invasão.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
nosso estranho amor
são tantos os cálices que entornas em minha existência,
tanto vinho, tanta tinta, tantas e tantas. "apenas te peço..."
deixo pra ti toda minha pontuação, apenas pontuações, todas as pontuações. "...e sigamos juntos..."
SE
talvez seja bom sentir a instabilidade, na verdade tenho que me livrar desse vício, viver esse vício, ser.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
são coisas que não quero, nem espero que apliquem à partir de qualquer leitura. apenas o desejo de compartilhar, salvar, talvez, relembrar.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Sentia-me tão menor quanto uma formiguinha em meio aos macacos multifuncionais. Os dias foram fluindo...finalmente encontrei mais animaizinhos...menores, maiores. Então percebi que vale a pena viver em comunidade.
Um zoológico total. Independente do tamanho, vivíamos um único drama. Áreas distintas, sonhos iguais: Uma profissão! Olhos perdidos em letras e cálculos. Computadores ambulantes. Ainda bem que sobrou um espacinho para o sentimento.
Então, grandes amizades surgiram, professores nos encantaram e até alguns romances (rs*)....NADA PERFEITO...Ainda falta muito...Mentes cansadas, esquecimentos momentâneos, como aprendemos e regredimos a cada instante, não é?....
Ahhh!!! Uma notícia: Alguém anda nos chamando de seres humanos, dizem que essa é a nossa espécie.
Que loucura!!!...Éramos pequenos e grandes, hoje somos seres humanos? Como será que vai terminar essa história?....
Hum...infelizmente ela nem começou....porém, o mais importante é que ela acaba de ser fecundada, agora é só acreditar em seu nascimento... E quando vingar, chamaremos de ESPERANÇA!
Milla, 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Sim, volúvel.
Ele tinha uma meia vida, e o restante ficava para mais tarde, esperava o que não ia acontecer sentado, ficar em pé lhe causava tontura, e não era sempre que ele apreciava tal sensação. Conhecia dúzias de pessoas, ele era um estranho que se sentia comum, tinha o drama na sua cabeça, mas tinha o mundo a percorrer com seus pés descalços e por hora sujos de poeira. Quando paro e penso nas coisas que sei dele, chego a suspirar um "conheço ele tão bem", mas na verdade não se conhece quem não se compreende na existência. Na verdade não é que ele não compreendesse a sua existência, ele não entendia a existência como um todo, e a cada trinta minutos ele mudava de idéia sobre o que pensar sobre a vida. Acordava católico, com o passar da manhã perdia parte da fé e ficava cético, o ateu mais estranho dos que não conhecia, depois budista e quando ia dormir rezava com a fé de um evangélico (cego e sem reservas bancárias). Não conseguia ser mulçumano, porque o que conhecia de tal religião não era suficiente, e as demais religiões lhe atraiam, mas a proximidade de conhecimento era distante demais ainda.
Ah, ele era o antipático mais simpático, costumava acreditar nas pessoas, e o fato delas mentirem para testar a esperteza das pessoas o irritava um pouco, ele não queria fazer parte de uma experiência, mas sorria de leve.
Quanto mais sabe das coisas, se conscientiza que sabe pouco demais, mas não traçou ainda um objetivo: se vai querer saber mais a cada minuto e meio, ou se vai tentar se livrar de tanta informação. Por tudo que ele não sabe, e por tudo que muda, ele conta para as pessoas de sua instabilidade, de sua volubilidade, de sua evasão, todos ouvem com atenção, ele se sente bem por ter pessoas para ouvir o que pensa, as pessoas dizem que compreendem, lidam relativamente bem com suas mudanças de comportamento e de pensamento (principalmente de comportamento), até que o tempo passa e ele descobre que as pessoas, todas que ele conhece, não entendem de volubilidade, que não entendem de instabilidade, ele não sabe como conviver com isso, não sabe como conviver em uma sociedade na qual todos que ele conhece querem pessoas previsíveis, mesmo as pessoas que rezam às 20:30 pedindo um amor instável, pedindo o que não sabe lidar, pedindo o que não quer ter. Mas ele? Ele é instável, ele se irrita com isso por alguns momentos, depois acha que é o melhor jeito de viver, antes pensa em mudar, pensará em ser assim, pensou em ser pedaços, acaba por não definir. Sim, volúvel.
sábado, 8 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
não faz bem acordar de uma alucinação que faz a 'realidade' parecer o pesadelo da história.
será que o dourado é apenas simbólico, e se for, será que significa o que? (isso eu sei, suponho, e tento desviar a atenção para o caderno)
sábado, 1 de novembro de 2008
carta não enviada
sinto tudo tão igual que não me vejo mudando, sentimentalista sempre fui."
(o gosto da carta não enviada é diferente, estou cansado para escrever qualquer idéia, desta vez ficarão descansando comigo)
escolhas, amores.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
eternidade
Rotina impecável, assim como sua respiração provincial. Não estava cansada do trabalho, não sabia se poderia se cansar de algo que nem percebia mais, os dias escorriam e as horas eram apenas nomeações do tempo. Estranhamente era a única que não fazia questão de ter dias mais longos ou mais curtos, estranhamente bela e estranhamente parda, sentia a cor saindo pouco a pouco, a cada banho. Nunca parara pra pensar sobre as coisas, as coisas que sempre lhe eram estranhas, as coisas realmente eram banais, sua cidade grande não fugia muito do padrão de seu interior.
Entendia pouco de muitas coisas, e das outras entendia por extensão de uma religião. Sua religião era lembrar da capela que frequentava quando morena menina pequena, coisa muito simples, era a melhor religião de todas, chegava a suspirar ao ver seus metros refletidos, era sim alta e sonhava bem pouco, acredita-se que só queria crescer na vida, e ela acreditava que os metros a roubaram crenças.
Acreditavam demais nela, pobre moça, não precisava de tanta responsabilidade.
Ao acordar pensava em dormir, na verdade seu grande sonho era dormir sempre, e ter aquelas visões irreais a todo momento, nunca ficara "alta".
No dia 07/12/2008 às 22:00 saiu do trabalho e com seu sapato de couro de jacaré e cerca de 12 cm de salto na bolsa, no pé usava uma sandália de dedo muito gasta, foi pacientemente para o ponto de ônibus. A paciência não era sinal de qualquer reflexão sobre o dia ou sobre qualquer atitude, era apenas reflexo do seu descaso com qualquer coisa. O ônibus estava atrasado, já tinha quarenta e cinco minutos que esperava e finalmente cansara de algo, ao menos fez cara de cansada. Logo depois fez cara de nada, um semblante totalmente neutro, resolveu andar até o outro ponto, e até o próximo, até adiante, resolvera de alguma forma não esperar por nada, e paradoxalmente não era consequência de qualquer cansaço, apenas andava por existir. Chegou em uma rua escura, estreita e úmida, teve dois calafrios e não perdeu a pose de vice-campeã. Havia um homem encostado no poste tragando algo, de forma desajeitada sorriu para ele, estava desacostumada a rir. Ele rapidamente se abaixou para pegar o isqueiro e olhou para ela, apenas olhou, desviando seus olhos dos olhos da morena moça.
Ah moça, você realmente me faz suspirar ao lembrar de sua forma quadrada de andar. Entrou em casa, apertou todos os botões e parecia dia, parou e resolveu pensar, mas pensar muito, pensar como quem tinha a obrigação de pensar, pensou por um momento que pensar tanto fazia isso parecer uma tarefa que o patrão a havia incubido. Pensou nas coisas que apenas tinha conhecimento da existência, pensou no seu corpo e no seu personagem trivial. Ela, tão bela, a morena dos olhos gélidos e da pele macia se perdeu nos pensamentos, chorou cinco lágrimas, dormiu para sempre tentando sonhar nesse breve tempo o qual denominaram: eternidade.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
As pessoas se auto-escravizam com o conceito de sexo, é bizarro. Pode rir velho bonachão, o mundo não é teu, e teu charme está escondido em passos, é melhor não rir tanto.
Os velhos, aqueles de idade, são legais. Quero ser velho. ser velho é ter todas as histórias em filmes pessoais, é ter conhecimento mais amplo do mundo, é ter cicatriz.
Se não consegue ver a beleza nas coisas pequenas e simples, onde mais verá? O maior prédio do mundo é nada ao lado do menor sapo de todos os brejos. "Os brancos são confusos", isso sim.
Tenho uma proposta: que tal largarmos as canetas, os teclados e os conceitos teóricos para fazer vida, realidade, arte? Não diga que o mundo precisa de mais amor e humanidade... Seja humano e ame.
Mas a vida vai bem, o velho e o quase-moço tem me ensinado macetes decomo ver situações, fico abestalhado com algumas frases. O moço (ou quase) me ensina a rir, a refletir meus eternos pensamentos de momento, que por hora julguei ser o único ser a tê-los. Um, dois, três suspiros. O velho me ensina das coisas mais bonitas de um jeito bonito: não pega na mão, não sorri facilmente, decifra gestos como quem flutua, ah se não pesasse... O tal velho me fez ter algumas certezas (o que é sempre bom ter: algumas, poucas, certezas), mas tais certezas são falhas, já começam com anotações e interrogações.
Minhas mãos pardas deslizam sobre qualquer superfície, em um rítmo envolvente, meu corpo segue, minha mente muda.
E se eu desistir dos poemas e sussurrar-te minha não decisão dos dezoito anos? Sim, não decidi muita coisa. Acabo de decidir que preciso de decisões, mas é tão perene. Era mais fácil decidir se tentava dormir ou se tentava permanecer acordado durante a noite, mas até essa não decisão foi roubada pelo passar das horas. Sei que invariavelmente irei dormir, certeza rala na infância que me fazia esperançoso.
Estar sem credo facilita a mente, mas dificulta decisões.
Sabe o que eu gosto mesmo? É de não ter tempo para pensar, mesmo contando segundos para isso. Quem é total estável? Afaste-se de mim, ou amarei toda distância passível.
domingo, 14 de setembro de 2008
ele (o doro), o Doce bRUTAMONTE
(final modificado, no original seria: ia para o quarto e chorava, não aguentava era de saudade.)
domingo, 7 de setembro de 2008
tenho que trabalhar, tenho que ganhar muito dinheiro, tenho que inventar desculpas para poder guardar todo esse dinheiro, tenho que economizar em pról do futuro de vocês. vocês bem vão me entender quando fizerem a mesma coisa, e descobrirão que todo dinheiro que suamos para ter é para não gastar, vamos crianças, não chorem, não me façam essa desfeita, vocês estão bem crescidinhos já, nem parece que já foram do tamanho de um botão de rosa.
Nesse momento já havia me esquecido que também fui um botão, que o mundo era tão "bão".
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Te absorvo na evasão dos atos, as palavras se tornam cansativas, estarás com disposição para um corpo que se movimenta como em comunicação?
Disposição para se esvaziar até cair em abismo inomeável.
Estou desejando que a janta fique no prato, que a taça quebre em alguns pedaços irreconstituíveis. O amado som ficaria zumbindo em cada ouvido, e todos os aparelhos movidos por eletricidade estariam eternamente desativados, estaríamos sugando cada fonte de energia.
As pequenas dores do dia-a-dia seriam ignoradas, assim como se ignora as dores pequenas ao se ter uma dor maior, uma dor insensível.
Vamos nos evadir, nos deixar acontecer, nos formar e disformar, desforrar, deformar.
Esperando só uma coisa, o não. ansiosamente espero, só não me venha com um sorriso e um sim.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
dabocavermelha
Ela tinha sangue a mais de 40ºc nas ancas, e suas coxas, reluzentes como seu sorriso (imperceptível), pulsavam disfarçadamente. As pessoas costumavam reparar nela, mesmo sem interesse algum de se aproximar, era apenas olhar, raramente desejar, mas seria pecado demais sentir o cheiro de sua pele queimando por baixo de seus panos baratos.
Era toda média, medida, toda disfarçada. Não fazia questão de disfarçar, por vezes tentava demonstrar, coisas que nem ela sabia.
Descobriu-se por fim, estava andando em círculos desde que tinha consciência, ficou inconsciente por algum intervalo de tempo, o suficiente para o Sol esfriar e dar lugar a alguma coisa sem luz própria. Deparou-se em um lugar muito branco, muito limpo, o cheiro era desconhecido, mas seu pano barato estava com alguns borrões de sangue. Chorou por um tempo, como de lá não se via o Sol, não se sabe o quanto chorou, sabia que havia chorado por não ter o que fazer. Não sabia andar mais, nunca gostou de escândalo, preferia chorar quando não havia muito o que se fazer. Achou estar no céu, assim deduziu.
Acorda com a cara marcada de asfalto, estava na rua, sente um gosto de planta, havia uma flor branca na sua boca, com o caule firme e frágil, lutando para permanecer com a raiz entre concretos. Pensou, muito que rapidamente, em cuspir e se livrar daquela situação, se lembrou que era uma flor, não era uma pedra, resolveu pôr para fora com a língua, delicadamente, para não machucar a simples elegância. Ouviu conscientemente o roçar da língua nos lábios secos e na flor macia, seca. sentiu que iria ficar surda com tanto barulho, mexeu os braços em posição de flexão e se livrou da dor de ter o poder de matar tão íntegra espécie. Seu pano de cobrir o corpo estava com os mesmos borrões vermelhos que havia notado no local onde chorara, suspeitou que estava reencarnando, suspirou. Cuidadosamente percorreu com as mãos sujas de areia boa parte de seu corpo, agora acinzentado, limpou-o como pôde, não levantou a cabeça, não abaixou a cabeça, andou pensando nos seus pensamentos.
Decidiu uma coisa: não iria se casar. Conhecia o bastante a si mesma para saber no que daria um casamento, tal pensamento a tranqüilizou, mais suspiros do batom borrado, não sabia o que era relógio, a felizarda.
domingo, 24 de agosto de 2008
Geni, ninguém bem te amou, por você mesma não deixar, não ter tempo.
um afago de quem te entende, um beijo.
sábado, 23 de agosto de 2008
quando tudo parece em ordem,
(desordem) insisto sempre em fazer essa rima pobre,
mesmo sem a intenção de rimar sons.
acredito que nunca quis ter dezoito anos (por ser a idade das decisões decisivas),
quando penso em dizer que não estou pronto pra isso, olho ao meu redor e sinto que ninguém está inteiramente pronto, alguns apenas fingem melhor... a cada dia fica mais claro que os que fingem ser mais fortes são os mais sensíveis e frágeis. fica mais claro, brilha, mesmo que não seja.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
mania nacional
é o que se quer ouvir rezando para não ser verdade, para não ouvir. é um pedaço de fruta madura, podre, é mais do que o fruto de um acontecimento. Interferências pessoais fazem parte da verdade? O quão verdadeiras duas versões díspares podem ser? (são?)
Entre as mil vertentes do mundo, em uma vejo a verdade, ao menos o que considero verdade, vejo verdade transbordando nos olhos de uma criança, se formol não fizesse mal (apenas conservasse) colocaria todas as crianças para dormirem em banheiras preenchidas com tal.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
..."
EU TENHO UM SONHO (Martin Luther King)
ao escrever algumas coisas, notei o quanto me expresso mal, normalmente não me importaria muito com isso, contudo, existem assuntos sérios. não sou fã de seriedade, mas às vezes é preciso, mais que preciso: necessário.
apesar do que eu escrevi ontem (o que me refiro acima) não ter nada a ver com isso: hoje acordei com saudade do gilberto.
domingo, 17 de agosto de 2008
o mais
minhas tremedeiras repentinas começaram a tomar conta do meu amanhecer, meu durante, meu crepúsculo.
ao vento que percorre os quilômetros, mesmo sabendo o quão covardes eles são. ao vento que se espreme para passar pela delícia dos milímetros, metros tão pequenos que dá falta de ar, ofegância do ser. ao vento que me tira do ar,
os milímetros, se o vento não me amasse tanto, me entregaria aos milímetros, se eu não amasse tanto o vento, poderia gostar dos pequenos metros.
e quando o vento, resolver que me ama, resolver chover, me ensopar, rasgando cada pedaço de meu rosto franco, rompendo um semblante de preocupação qualquer. queimar toda placa, fazer do meu mundo o mais primitivo, o mais humano, o mais. e quando o vento ventar...
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
bomsentir(vivo)
chega faminto, nojento, fica entre a cozinha e o banheiro... não decide de imediato qual é sua prioridade, mal sabe escolher entre prioridades e coisas secundárias (como se não existissem coisas secundárias). decide por qualquer coisa, que nem importa, escolha feita baseada no tempo, no possível atraso. acontece tudo rápido e como quem nada quer, aparece na portaria, na rua, na calçada, no supermercado, no estacionamento, na rua, na rua, na rua, na chuva. apreciou as gotas da chuva e logo se preocupou com o couro, preocupação breve. milhões de charmes no ponto, no ponto exato! pensa-se que iriam acompanhá-lo, mas é deixado de lado, sem perder um breve sorriso. espera (quase que pacientemente), entra, observa as expressões, algumas familiares, outras rústicas, nenhuma indiferente (indiferença alguma). tenta concentração, recorre ao remédio receitado pelo doutor dos olhos, nada. é a dor querendo que pense, pense, pense, em tudo que não seja alheio à ele mesmo, ao seu "eu". pensa tanto que dorme, acorda, tenta abrir os olhos preguiçosos, tenta fazer os músculos da face reagirem depois de anestesiados. vai embora, é calor, chuva, vozes, "send", voz, "end", gritos, estardalhaço, fila. tédio. fila. chega, senta, levanta, ri, pirraça, sem suspiro, sem goiaba, sem jujuba.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
sempre que há tempo e oportunidade você começa a rondar por minhas palavras fracas, poucas. fui construindo conceitos, o que não é necessário, mas os criei como se cria filhos. mas fui um monstro, eu não agregava os filhos: os substituía, era impossível conciliar João com Maria, dolorosamente tinha sempre que escolher um em detrimento do outro. Hoje uma boca me disse que acreditava piamente em você, eu apenas duvidava de sua existência, tenho argumentos convincentes, até ganho debates, mas não convenço ninguém, nem a mim mesmo.
chego ao pensamento onde quem é (se é que existe esse alguém) indiferente não o sabe, nem o pensa, nem ninguém sabe, nem pode saber. quando alguém souber perde o encanto, o significado, a significância.
no fim do dia, após dormir enquanto o sol estava no ponto mais alto que poderia alcançar (de acordo a algum referencial que ignoro), descubro que esse foi tema de reflexão em uma sala de aula. o sono e a dor de cabeça me impediram de sentir um arrepio de momento, mas rasgaram minha boca em sorriso.
ai indiferença, se tu existir de verdade, me mande uma carta. e um beijo: de despedida.
domingo, 3 de agosto de 2008
se te der (por engano/não) um limão
sei que vens aqui na rotina, que nem percebe mais o que fazes, estou simplesmente escrevendo o que queres ler. você tenta sugar minhas palavras, minha falta de rima, minha mente que nem sente o que tu quer. está tentando destruir coisas ao seu redor, está definhando, fingindo lucidez e perdendo os segundos a cada tragada. está apodrecendo, esperando, perecendo por nada, afogado no ar, afogado em cada litro de ar.
-reage! está tudo acontecendo, sei que não é o começo. mas o fim está longe. és capaz de mudar o mundo. querer nunca foi o bastante. seria bonito pro texto me dizer indiferente, mas não o sou. nem quero ser, apenas "faça uma limonada".
é por isso que deixei de querer, deixei de muitacoisa.
---------outrotexto------------------------------------
as pessoas que precisam (ou apenas o fazem) utilizar as palavras do próximo para demonstrar o quão errados estão, estão certas?
dizem que "a palavra tem poder", prefiro a idéia de que a palavra não tem poder algum, a intenção e o momento sim.
se as pessoas (donas das suas próprias palavras) perecem, porque suas palavras tem de ser perenes?
fim de cerimônia, findou-se: confetes.
pura desordem
volta no tempo, nove minutos apenas. se encontra pesquisando significados de palavras e expressões para tentar entender o que de forma mascarada querem dizer, de repente (como sempre é tudo tão de repente, tudo tão parecido, repetitivo, chato, quem sabe monótono) a subjetividade vem abaixo, as palavras se tornam objetivas, sólidas.
descobre coisas, você. se sente mal, as pessoas acham. que só vê o seu lado, sem lados. achados e perdidos, achados sem perdidos, quem saberá escolher as palavras e sua devida ordem (?)
(e tudo depende de 'por onde leio', cada canto tem seu desencanto, sua dose letal de objetivismo, mesmo quando o local parece ser o mais propício para ser evasivo)
sábado, 2 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Consigo recordar àqueles olhos sem vida (estaria ele com morte?). cada característica dele se juntou na minha mente, não formou homem nem sombra, era um enorme e obscuro ponto de interrogação sem seu ponto; sem apoio. (talvez)
terça-feira, 29 de julho de 2008
a demissão do Hassan que ganhava pouco
-Não sei. (Talvez) De todas as perguntas que me faço, e que já me fiz, essa é a que me deixa mais aéreo, terreno, me deixa perdido em minha mente, em meus atos... completamente enigma.
Como de súbito, mudou. Deixei de ser um Hassan, sem perceber ao menos, deixei de ser o que não nasci para ser, o que nunca gostei de ser, não sei bem se estou melhor. Sei que Amir dispensou seu Hassan, e espero que não viva com dor no sentimento
:
sexta-feira, 25 de julho de 2008
culpado ou inocente?
me faz cada pergunta que me deixa a questionar a mente. a mente. a mente. a mente. a mente. a mente.
chego a nenhuma conclusão. não sou apaixonado por nenhuma conclusão, muito menos desgosto. a indiferença é algo que nem sei fazer, nem sei se já entendi o que significa, nem sei...
quarta-feira, 23 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
mente e amor, efemeridades casuais... ou não (14/07/2008)
A mente... os temas não são tão "ão", o sangue ferve em certas aulas e se certas palavras não fossem tão bem pronunciadas, não saberia mais o objetivo de estar ali, aqui, por todo lugar-nenhum. Não gosto dos Estados Unidos, mas amo Israel. Como? -interação intencional sem intenções. Se eu digo que amo alguém, logo questionam: em tão pouco tempo? Sim. Para explicar o que de fato não precisa ser explicado, precisaria de muito tempo, água, talvez álcool e uma mente parecida com a minha. Normalmente diria "mente evoluída", mas não por me considerar ter uma mente evoluída, por pura mania de síntese. Mas como tenho um tempinho, prefiro deixar cada idéia clara, mesmo que não seja possível. Não seja passível, passe nem que seja por lugar nenhum, mas passe independente de recomendações, pois assim você iria estar obedecendo a uma mente. E mentes mentem. Acho necessário estudar mentes, não para todos, pra mim. Sei de algumas sedes minhas, mesmo sem saber de suas sedes. É confortante saber algumas coisas, conceitos, idéias, mas tem limite. Mesmo que não seja "limite" a palavra mais adequada. Preferência pela inconstância. Enjôo passageiro e eterno (faltam palavras! não sei ainda se acredito no eterno, mas se alguém me dissesse isso a anos atrás eu diria que este era um leso. diria que como estava em dúvida era porque não acreditava e ponto. Hoje sei que posso não definir um conceito. e me pergunto: quando todos vão deixar os conceitos e suas obrigatoriedades de lado?)
domingo, 13 de julho de 2008
Quero ver o mundo vermelho do sétimo andar.
Mas como não é, me sinto feliz.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
pronto, agora tem mais confete pra festa nenhuma.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
para que tantas palavras?
minha mente parecia ser a mais confusa
de modo que as outras mentes ficariam fáceis de lidar
O estranho, estranho...
confundo mentes,
não sei lidar,
e se mentes, não sente.
o fato de minhas idéias serem confusas,
o fato apenas,
não diz nada,
sei muita coisa, por não saber de muitas outras.
ter umas certezas conforta,
conforto?
sábado, 5 de julho de 2008
"I Don't Know, I Don't Know"
é chato explicar esse blog, é impossível na verdade... porque é um mundo sem regras, metas e medidas. Sem passado e sem futuro. e o presente... se torna a única opção nesse mundo de definições.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
II
Como saber sem tentar?
Como tentar se é tão
fácil
conformar-se de saída
com a idéia de fracasso?
Pois fracassar justifica
o não se ter nem sequer
admitido não querer-se
aquilo que mais se quer.
É um beco sem saída,
mas sempre é melhor que a rua:
mais estreito. Acolhedor.
Vem, entra. A casa é tua.
Tarde - Paulo Henriques Britto
É um beco sem saída, é tua casa, é sempre melhor que a rua, é mais estreito, é o não tentar que evita o fracassar. Comentar poesia é quase doença, mas não quero esquecer o que esse poema faz de minhas sinapses, da falta de chão que ele me dá, prefiro a doença, é preferência. Enquanto ser doente for não ser igual a todos, serei doente, serei menos um (todo mundo já é nada e já é tudo).
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Hoje, após ter essa ideia formada, carimbada e repensada, de repente, como de pirraça, como algo que queria me tirar do sério, descobri outra coisa. um choque, uma queda e um pulo; descobri dentro de mim que a sociedade esta em todos os cantos, não tem como fugir dela, e o pior... todas elas (as sociedades) apesar de diferentes se parecem bastante.
então restam embaraços: como se faz psicoteste se os que não passarem não tem para onde ir?
segunda-feira, 23 de junho de 2008
_Quero amigos novos! Os velhos tem me dado trabalho, veja só que desatino! eles marcam horários que nunca chegam, e se chegam reclamam da programação da TV, do dominó arranhado e do baralho cheirando mofo.
_Meu senhor, isso faz parte. Mas eu também quero amigos novos...
_Assunte só o que me ocorreu na noite derradeira: um rapazinho, meio que em mudança de fase ainda, sugeriu ir para uma churrascaria no horário do jantar de hoje, mas oxente! temos um amigo vegetariano. Ó meu senhor, não dá para conviver assim... vou abandonar costumes? não pode, mas devo.
_Você é também!?
_Eu não moço, eu até gosto dos bichinho tudo, tudinho mesmo, mas a água inunda a boca quando vejo todo aquele tipo de bichinho numa travessa na mesa com aquele aviso em vermelho que ninguém vê e todo mundo sente: "alimente-se".
E então o velho fica só, não tinha percebido a deixa de uma possível amizade sólida. Suas olheiras já rastejavam no chão e seus ossos pesavam toneladas quando na última queda ele desaba bruscamente como uma pluma numa brisa, desaba bruscamente como uma pluma numa brisa.
domingo, 22 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
-comentários sobre o texto, sobre minha vida, sobre meus atos... dispenso.
romance Alemão (1945)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
o transversal
nunca se tocam,
Sempre se tocam no
infinito.
pontas e pontes,
ligações independentes,
dependem,
independem:
domingo, 25 de maio de 2008
por prioridade-importância nostálgica, creio.
famosa: "tudo mudou",
nada muda, nem bermuda,
na verdade é só, apenas e somente uma nova versão (mais real)
mais próxima da verdade,
isto é, a depender do que é realidade.
MARINA! amar ao próximo,
não se deixe vencer pela (desculpem) realidade.
sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Excelentíssimo colunista da Veja, sempre acreditei que apesar do cunho "direitista" da revista para qual escreve, seria esta uma revista que emitisse informações confiáveis. Contudo, a conduta tomada por sua pessoa na coluna a respeito do "escândalo" da UFBA, foi totalmente equivocada, ao meu parecer. Como colunista de uma revista que goza de certo prestigio nacional deveria saber o mínimo sobre o que escreve. O Coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia não disse apenas as palavras escolhidas por sua pessoa que constam na coluna. Muito me comove ver na capa da Veja desta mesma semana a história de vida de um jogador de futebol que estava em um quarto com travestis e centenas de vezes o caso de Isabela, como se esse fosse o único, e ao mesmo tempo ter o senhor dizendo na sua nobre coluna que o caso do coordenador do curso de medicina da UFBA é algo que não se deve dar importância.
Onde estão os colunistas que pesquisavam antes de escrever?
Obrigado pela provável atenção.
-email enviado para o senhor escritor de tal coluna.
[que isso pareça confete,
afinal, é sempre festa]
domingo, 4 de maio de 2008

Sensação de estranheza, tenho colocado em prática inúmeras sugestões, tenho me sentido estranho.
As coisas começaram a mudar bruscamente, ou eu mudei demais.
é o cansaço que o corpo sente mesmo estando disposto, as mãos fracas e a cabeça constantemente em queda.
-seria o prenuncio de um novo romântico que despreza rótulos?
não não, os rótulos são tão necessários quanto temporários; tenho agonia das pessoas que dizem coisas do tipo: "tenho personalidade, não vou mudar nunca de opinião." é realmente inacreditável que as pessoas ainda associem uma mente inerte à uma coisa boa. se é que é boa... desconfio que não.
todos gritam: filho da puta sem personalidade!
poucos associam a mudança a algo inerente ao humano, é tudo que tu és... instável! bruto.
O que há de se esperar de alguém que tem uma personalidade congelada? que ela refaça alguns ciclos o tempo todo? Bom dia, Boa tarde, Boa noite, Boa morte. não podem sonhar... são estáveis demais.
me amo, dizem que só se pode amar uma pessoa de cada vez, mas eu nunca acreditei no que dizem.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
a pontuação é sempre pensada, mais do que palavras
todo mundo joga bola, calça bota e esquece o botão fora de sua casa. (Se acaso a frase terminasse em "botão fora" rimaria, mas a rima sonora é pobre, uso às vezes por eu não ser rico)
;é difícil ser espontâneo quando se tem que medir palavras,
domingo, 20 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008

estava com (uma infinita) saudade da sensação de conhecer boas pessoas, sem esperar nada. nem delas, nem das horas, nem qualquer sorriso... era a saudade que nem percebia, esteve sempre aqui, sempre. a vontade de atirar, sem descanso, palavras e mais palavras, aleatoriamente, até cansar. e sem descanso, sem reclamações, o cansaço some a cada surpresa.
viver sem espera; uma reza, crença, fita, nenhum desejo e muito axé.
sábado, 5 de abril de 2008
-amanhã? _reler e rir.
domingo, 30 de março de 2008
é muito tosco viver cantando um mundo que não acontece, que nunca vai acontecer... ficar falando do tempo, de verdades, de pessoas, coisas eternamente iguais. Sempre haverão pessoas para escrever sobre tais "objectos". Meus pensamentos vão além, do que eu posso escrever, do que eu posso falar, do que existe. Tão banal... a intensidade do "tão" não é tão completa quanto deveras. Nem tenho grandes sonhos, ou apenas não os considero grandes... acho que sonhos são limitados, por mais que os programas de domingo digam que não.
Admito ser demagogo as vezes, é preservar pequenas vontades, sonhos.
sábado, 15 de março de 2008
das coisas vazias
[12/03/2008]
limpeza
Palavras metódicas, duras, imiscíveis, estáticas, formuladas, límpidas, inodoras e sujas! Sujas por falta de sujeira, por falta de tudo e por excesso de limpeza.
[10/03/2008]
domingo, 9 de março de 2008
sorriso
sábado, 8 de março de 2008
o que pode fazer com uma Beleza que se equilibra numa linha tão tênue, além de versos?
Ela não esta lá por vontade...
Borboletas tem em média 24 horas de vida,
e Deus! Ela já está desenvolvida.
Ventos! infames brutamontes, não a impeçam de conhecer o mundo
Brisa-Tufão! Ela quer estar no resto de verde-musgo
Ajuda! além de poema, o que fazer?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
roubos.
Após o ápice do imaginário, após o evaporar, resta apenas figuração... dejetos de um delírio.
A moça clamou por uma caneta, havia uma entre meus lábios.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
mais uma adição
E ela observava a parede azul, e ela se coçava, e ela ria, e ela olhava para o lado, e fazia cara de vitima, ela fazia cara de sonsa, e fazia cara de grande dama. Ela olhava pro vaso de água, azul feito a parede, e ria... fazia do azul um riso. Espantosamente olhava para todas as direções que o pescoço permitia enquanto corpo inércia. Era um bicho assustado, inquieto, sorridente. Era demente, era ela, era eu.(sentiu sono, fez careta, esperou) E quando o vento soprava, ela admirada.
[toda vez que olhava para o canto, tinha mais uma adição]
sábado, 19 de janeiro de 2008
"foi engraçado, as mulheres lá da locadora ficaram olhando pra minha blusa e tentando ler, e ficaram tentando entender 'os opostos se distraem, os dispostos se atraem' rsrs, devem colocar no nick do msn, rsrs. Só que um menino disse: 'ou colocar no orkut, saopkpsoak'. Que lástima, estava no meu orkut."
(mudar não faz parte só da vida, faz também da escrita)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
-ôps, nããããaao!!!!
está tudo errado. tudo errado. errado. estou.
Cem forças alheias
Sem forças estou.
Mas é tudo invenção de uma noite com melodia,
a falta de força é apenas um pretexto para se aproximar dos românticos,
os eternos doentes apáticos. Sofrem por respirar, sofrer por sofrer.
Ficando surdo com doces acordes.
A luz amarela do poste ofusca o brilho das estrelas,
é constrangedor perceber que precisa-se que falte energia para observar o céu.
Cores amargas, está tudo fora de moda. (a moda não é a moda)
e escorrem lentamente, e sofridamente, e fatalmente, como um rio no sertão
as poucas palavras gentis que se sente.
então sente-se, daí vive-se.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
31/12/2007 -> 01/01/2008

_bom dia meus queridos, que reveillon foi esse, em?
Achei melhor escrever aqui, para em hipótese alguma eu me esquecer dessa tarde/noite/manhã! porque foi tempo.
Chega Bam e Mirns, só alegria e agitação, chega Liz bem gordinha e cheia de movimento [hahaha]. Chegam os Cover's e depois Saulo e Amigas*. Todo mundo feliz da vida, só alegria e curtição na Bahia, e Saulo fomentando o ódio à ele mesmo chama todo mundo pra rave, dizendo que é ótima e que é entrada free, super felicidade e agitação. Como, segundo Saulo não era muito longe, fomos andando-e como andamos!valhaminhanossenhora!!- Chegando lá, a galerê anima geral, descobre que é pago! tipo 250 reais a mesa pra 4 pessoas. Daí deixamos Saulo e Amigas* na rua e fomos atrás de taxi, encontramos Care... Careca, Marcos, e foram as 7 pessoas num uno [vale lembrar que hoje descobriu-se que o careca é um traficante, ou seja: não tinha necessidade de cobrar tão caro por exceder o limite de pessoas, rsrs-MIRNA FALA MEEEEIXMO] No taxi vem aquela sensação de que iríamos passar a virada ali, num taxi lotado, e o Felipe começa a falar inexoravelmente: "Vamos fingir que somos do Acreee, e ainda são 10 horas!uiashiasuh". Chegamos em casa [aeaeaeooh] ainda faltavam 5 minutos pra meia noite, e todo mundo naquela alegria [tipo: pula sai do chão!].
Tivemos contagem própria, após todos os fogos cessarem e ainda ficamos rindo de meia dúzia de fogos que soltaram umas 00:30 tipo: "ESSE AI TÁ PIOR QUE A GENTE, IUASHDIUHDSAIUHDSA". Mirns Dançando Velvet Underground foi algo pra eternidade [audshuisahdsda-vide foto] Liz e suas manias de mímica-caras e bocas a vontade- Pessoal engraçadê tiop Felipe e o Juliano [o qual Mirns tinha desejo de chamar de julian!], os silenciosos Maicon e Tiago, Pizza queimada e o escambau!
O Sol nascendo tava muito "foda", e girar com o óculos de Mirns e seu mundo à la Amelie Poulain foi bom demais -foi tudo bom! ótimo!- obrigado por tudo Mirns e pessoal aê.
*8888*****888*8**AS MELHORES FESTAS NÃO TEM CAMERA, ENTÃO AS FOTOS SÃO MÍNIMAS E DE PÉSSIMA QUALIDADE!!11!1!111111!!11


