sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

É, sempre vai ter um motivo.

Pois então, agora vou ler, porque estou um pouco cansado de ser lido (tudo errado).

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

E quem? Quem acreditaria?

Meia noite, começava a ser viável pensar no passado como algo muito próximo, muito presente. Mas é meia noite, é natal, é o marco de um calendário, é hora de comer, hora de sentar, hora de cochilar, hora de começar as discussões, justamente porque é natal.
O menino de blusa sem cor observa nos olhos de sua avó, de sua bela avó, a avó mais bonita, o ser humano mais bonito, observa a sinceridade, ele entende perfeitamente que ela está ali por convenção, que ela atura aquilo por ser boa, mas sabe que ela preferiria estar rezando em família, afinal ele sabe que ela não para de pensar no aniversariante, no esquecido aniversariante, os olhos mergulham em um ponto de desfoque, e o menino sem cor, o menino da blusa sem cor, não gosta do sorriso alcoólico, não gosta da situação como um todo, ele não sabe beber vinho. E quem acreditaria que o vinho acabou, que restou água gaseificada, que começaram a brindar sem vinho, sem tinta, sem renovação... quem? quem acreditaria?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

assim, não sei quem lê isso, se é que alguém lê. se lê, deve enlouquecer por falta de maiores consequências, ou entender: tudo errado. a gente pensa que não tem nenhum sinal, quando de repente surgem todos de uma só vez, porque?
-tudo bem, não estava me importando com as coisas pequenas, as coisas que prego serem de fundamental importância, as coisas mais importantes.


talvez e indiferença exista.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

eu amo meu bom humor.

(nada como dormir e uns beijinhos de amor.)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

(deveria ser) para esquentar

quanto mais escrevo, mais me sinto aberto, mais vulnerável, alvo fácil. e gosto de escrever, sem gostar de ser invadido, de me tornar mais vulnerável. me pergunto se sempre haverá duas idéias opostas me rodeando, como em harmonia, como uma música lenta que fala de dor, como quem quer que doa mais, que sangre.
diferente do que parece acontecer, meus olhos estão secando, secos. algumas vezes a maré sobe, até chegar na borda, samba para fazer espetáculo e some, como se fosse éter evaporando pra dentro de mim. continuo sangrando, cada vez mais, parece que não vou ter sangue suficiente, continuo sangrando, mesmo tendo dentro de mim pouco sangue, ele continua indo embora, e nem sei porque, não sei porque ele quer ficar longe de mim, sendo ele parte de mim, sendo que sou ele.
queria poder cantar pra ele, pra ele poder ficar comigo, mas continua saindo, indo.
quando você muda para poder ser visto começa a ter uma certeza na vida: jamais será visto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Joana da roupa colada, decotada, lábios vermelhos, ninguém viu. Ninguém viu a pureza de Joana, ninguém viu sua unha não-pintada, seu cabelo festivo de natureza, todos nunca viram Joana. Joana da Conceição vai à igreja aos domingos para servir de comentário, aprendeu a não se importar demais (descrente da indiferença, e bela). Boca carnuda, ancas largas, tetas fartas, olhos incompreensíveis, "tão bela a Joana"- era o que moço, adulto, velho, ou qualquer outro animal dizia sem censura.
Joana estudou até o dia em que percebeu que sabia muito pouco e resolveu não se importar em saber mais, cansou de olhar para as coisas e começar a nomear, a calcular, a tirar o mistério que antes fora inerente a tudo que via. A suposta fogosa Joana frequentava três igrejas e não sabia em que deus acreditar, enquanto os desinformados pensavam: "é um só Deus, ela apenas o vê com mais frequência e em perspectivas diferentes", ela realmente se divertia com tal pensamento, pois era ciente da existência dos vários deuses e que a religião proibida de fato era a falta dela, ser atéia, no seu caso.
Joana nunca deu espaço a homem nenhum, suas opulências inibiam-na e atiçava-os. Não desistiu de viver, sabia que tinha preguiça do dia, mas por falta de informação decidiu não morrer, só tinha pai e o amava como o padre finge amar o celibato (mas não era amor fingido, era inclusive reservado), anunciava tal sentimento duas vezes ao ano e temia que um dia não pudesse fazer cara feia para ele, a cara que ele nunca resistiu sem devolver-lhe com um sorriso, o único homem que amara, até morrer do coração.

sábado, 6 de dezembro de 2008

minhavisão.

As coisas boas não se completam.

As coisas boas não podem ser completadas, é o vazio delas que fazem elas se tornarem realmente boas, realmente necessárias, saborosas. Não apenas alimentos, todas as coisas existentes, e até as que haverão de existir. O vazio é tão bonito, é preciso sim ver a beleza do vazio, é ele que dá importância as coisas, dá vida. A vida cheia deve ser sem graça, sem sabor.
Os cheiros, as cores, são sempre constantes, são sempre amplificadas, e o vazio? o vazio faz a infinidade das pequenas coisas, das grandes coisas, das coisas.
Enamorado pela indiferença, principio um gostar pelo vazio, um admirar. Um gostar é pouco, seria um admirar mais adequado.
O vazio é tão importante que muitas pessoas já quiseram se esvaziar ao menos um dia, esvaziar outras pessoas, evadir uma invasão.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

o que restou do meu mundo; uma pergunta. Quando penso em escolher algo, já está escolhido, mundo pré-parado, um saco. Até as luzes irritam, coisa boa não há de ser. Nunca vi agonia com bons olhos, nem dor nos ossos, dá uma preguiça do tamanho de um elefante, daqueles de filme norteamericano, dá tanta coisa. Inclusive, no meio de tantas coisas, dá vontade de nada, deitar e ouvir alguma respiração, sem música, sem programas de televisão, sem filmes.
vejo a menina rodar,
sem carir, sem cantar.
Eu vejo a menina sorrir,
sem foco, sem dentes.
e vejo a chuva cair, encobrir,
a menina que dança, a menina
que balança.
Me perco na dança, embolo as pernas e
a menina rodopia.
fico tonto, tenho
dores, coisa de encanto.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

nosso estranho amor

são tantos os cálices que entornas em minha existência,
tanto vinho, tanta tinta, tantas e tantas. "apenas te peço..."
deixo pra ti toda minha pontuação, apenas pontuações, todas as pontuações. "...e sigamos juntos..."

SE

Estou pedindo não sei o que. é bom o gosto amargo e nem sempre gostei. Me contaram que é melhor a dor à indiferença, não sei bem se concluí algo, afinal não acredito na indiferença, talvez por ser muito distante de mim. Vai tudo pelos ares, vem à terra, é o ciclo acíclico, enebriante. O esforço é pouco, essa é a melhor parte, mas não é bem assim, não é assim tão simples, nem tão complexo, é o que (quase) todos vivem. Eu tenho saudade dos gritos, apelos, empurrões e gargalhadas que o silêncio me traz.
talvez seja bom sentir a instabilidade, na verdade tenho que me livrar desse vício, viver esse vício, ser.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

o tempo vai passando assim, de modo tranquilo, leve. as descobertas costumam auxiliar no melhor aproveitamento do viver, resultando em sorrisos. É gratificante perceber que é preciso "perder tempo" para "ganhar tempo". faz bem perceber que algumas atitudes alheias incomodam, mas que a falta delas incomoda muito mais.
são coisas que não quero, nem espero que apliquem à partir de qualquer leitura. apenas o desejo de compartilhar, salvar, talvez, relembrar.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

No primeiro dia tudo parecia tão diferente. Outro mundo. Talvez fosse inútil abrir a boca diante daquela gente.
Sentia-me tão menor quanto uma formiguinha em meio aos macacos multifuncionais. Os dias foram fluindo...finalmente encontrei mais animaizinhos...menores, maiores. Então percebi que vale a pena viver em comunidade.
Um zoológico total. Independente do tamanho, vivíamos um único drama. Áreas distintas, sonhos iguais: Uma profissão! Olhos perdidos em letras e cálculos. Computadores ambulantes. Ainda bem que sobrou um espacinho para o sentimento.
Então, grandes amizades surgiram, professores nos encantaram e até alguns romances (rs*)....NADA PERFEITO...Ainda falta muito...Mentes cansadas, esquecimentos momentâneos, como aprendemos e regredimos a cada instante, não é?....
Ahhh!!! Uma notícia: Alguém anda nos chamando de seres humanos, dizem que essa é a nossa espécie.
Que loucura!!!...Éramos pequenos e grandes, hoje somos seres humanos? Como será que vai terminar essa história?....
Hum...infelizmente ela nem começou....porém, o mais importante é que ela acaba de ser fecundada, agora é só acreditar em seu nascimento... E quando vingar, chamaremos de ESPERANÇA!



Milla, 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Sim, volúvel.

Nem magro, nem gordo, cabelo indefinido, gostava de poucas coisas, mas o que ele sabia mesmo era do que não gostava (era a única coisa que sabia, e era uma coisa que mudava com o mudar do tempo).
Ele tinha uma meia vida, e o restante ficava para mais tarde, esperava o que não ia acontecer sentado, ficar em pé lhe causava tontura, e não era sempre que ele apreciava tal sensação. Conhecia dúzias de pessoas, ele era um estranho que se sentia comum, tinha o drama na sua cabeça, mas tinha o mundo a percorrer com seus pés descalços e por hora sujos de poeira. Quando paro e penso nas coisas que sei dele, chego a suspirar um "conheço ele tão bem", mas na verdade não se conhece quem não se compreende na existência. Na verdade não é que ele não compreendesse a sua existência, ele não entendia a existência como um todo, e a cada trinta minutos ele mudava de idéia sobre o que pensar sobre a vida. Acordava católico, com o passar da manhã perdia parte da fé e ficava cético, o ateu mais estranho dos que não conhecia, depois budista e quando ia dormir rezava com a fé de um evangélico (cego e sem reservas bancárias). Não conseguia ser mulçumano, porque o que conhecia de tal religião não era suficiente, e as demais religiões lhe atraiam, mas a proximidade de conhecimento era distante demais ainda.
Ah, ele era o antipático mais simpático, costumava acreditar nas pessoas, e o fato delas mentirem para testar a esperteza das pessoas o irritava um pouco, ele não queria fazer parte de uma experiência, mas sorria de leve.
Quanto mais sabe das coisas, se conscientiza que sabe pouco demais, mas não traçou ainda um objetivo: se vai querer saber mais a cada minuto e meio, ou se vai tentar se livrar de tanta informação. Por tudo que ele não sabe, e por tudo que muda, ele conta para as pessoas de sua instabilidade, de sua volubilidade, de sua evasão, todos ouvem com atenção, ele se sente bem por ter pessoas para ouvir o que pensa, as pessoas dizem que compreendem, lidam relativamente bem com suas mudanças de comportamento e de pensamento (principalmente de comportamento), até que o tempo passa e ele descobre que as pessoas, todas que ele conhece, não entendem de volubilidade, que não entendem de instabilidade, ele não sabe como conviver com isso, não sabe como conviver em uma sociedade na qual todos que ele conhece querem pessoas previsíveis, mesmo as pessoas que rezam às 20:30 pedindo um amor instável, pedindo o que não sabe lidar, pedindo o que não quer ter. Mas ele? Ele é instável, ele se irrita com isso por alguns momentos, depois acha que é o melhor jeito de viver, antes pensa em mudar, pensará em ser assim, pensou em ser pedaços, acaba por não definir. Sim, volúvel.

sábado, 8 de novembro de 2008

m'mmmmm, a vidinha vai ficando boa, nervosa, energética, gratificante. Os dias ficando ralos, os sorrisos mais prazerosos, as ruas mais povoadas, está acontecendo.
invasão, consentimento, evasão, continuidade.

domingo, 2 de novembro de 2008

Com dor distribuída, dormências, inflamações, descamações... dormir faz bem.
não faz bem acordar de uma alucinação que faz a 'realidade' parecer o pesadelo da história.
será que o dourado é apenas simbólico, e se for, será que significa o que? (isso eu sei, suponho, e tento desviar a atenção para o caderno)

sábado, 1 de novembro de 2008

carta não enviada

"não, não é que eu tenha mudado tanto. sim, mudei, me mudei algumas vezes. o drama.
sinto tudo tão igual que não me vejo mudando, sentimentalista sempre fui."





(o gosto da carta não enviada é diferente, estou cansado para escrever qualquer idéia, desta vez ficarão descansando comigo)
Isso aqui que estamos vivendo não é feito apenas de escolhas e prioridades, mas estas fazem parte. ontem caí do cavalo, energia potencial altíssima. Parado, não sabia o que fazer, não sabia mesmo, não sabia cem, duzentas e quinze vezes. decidi uma coisa pra tudo isso, e não apenas pro momento: iria sim errar várias vezes, mas é melhor deixar o vento me levar. o vento, o som, os tremores de dentro de mim- a calmaria.
escolhas, amores.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

domingo, 19 de outubro de 2008

eternidade

Pele macia, refletia o sol diariamente, e sorriso destacado, era exatamente assim que todos a descreviam. Sua família era pouco influente e esse fato roubara a característica de ser lembrada por seus ancestrais. Seu indomável cabelo, por vezes mal penteado, lhe dava um ar de desinteresse. O corpo mal cuidado exibia sinuosas curvas. Sua gengiva avermelhada refletia saúde, boa alimentação e hábitos de uma geração que já havia sido esquecida, assim como a geração em que se enquadrava, ela também estava sendo esquecida.
Rotina impecável, assim como sua respiração provincial. Não estava cansada do trabalho, não sabia se poderia se cansar de algo que nem percebia mais, os dias escorriam e as horas eram apenas nomeações do tempo. Estranhamente era a única que não fazia questão de ter dias mais longos ou mais curtos, estranhamente bela e estranhamente parda, sentia a cor saindo pouco a pouco, a cada banho. Nunca parara pra pensar sobre as coisas, as coisas que sempre lhe eram estranhas, as coisas realmente eram banais, sua cidade grande não fugia muito do padrão de seu interior.
Entendia pouco de muitas coisas, e das outras entendia por extensão de uma religião. Sua religião era lembrar da capela que frequentava quando morena menina pequena, coisa muito simples, era a melhor religião de todas, chegava a suspirar ao ver seus metros refletidos, era sim alta e sonhava bem pouco, acredita-se que só queria crescer na vida, e ela acreditava que os metros a roubaram crenças.
Acreditavam demais nela, pobre moça, não precisava de tanta responsabilidade.
Ao acordar pensava em dormir, na verdade seu grande sonho era dormir sempre, e ter aquelas visões irreais a todo momento, nunca ficara "alta".
No dia 07/12/2008 às 22:00 saiu do trabalho e com seu sapato de couro de jacaré e cerca de 12 cm de salto na bolsa, no pé usava uma sandália de dedo muito gasta, foi pacientemente para o ponto de ônibus. A paciência não era sinal de qualquer reflexão sobre o dia ou sobre qualquer atitude, era apenas reflexo do seu descaso com qualquer coisa. O ônibus estava atrasado, já tinha quarenta e cinco minutos que esperava e finalmente cansara de algo, ao menos fez cara de cansada. Logo depois fez cara de nada, um semblante totalmente neutro, resolveu andar até o outro ponto, e até o próximo, até adiante, resolvera de alguma forma não esperar por nada, e paradoxalmente não era consequência de qualquer cansaço, apenas andava por existir. Chegou em uma rua escura, estreita e úmida, teve dois calafrios e não perdeu a pose de vice-campeã. Havia um homem encostado no poste tragando algo, de forma desajeitada sorriu para ele, estava desacostumada a rir. Ele rapidamente se abaixou para pegar o isqueiro e olhou para ela, apenas olhou, desviando seus olhos dos olhos da morena moça.
Ah moça, você realmente me faz suspirar ao lembrar de sua forma quadrada de andar. Entrou em casa, apertou todos os botões e parecia dia, parou e resolveu pensar, mas pensar muito, pensar como quem tinha a obrigação de pensar, pensou por um momento que pensar tanto fazia isso parecer uma tarefa que o patrão a havia incubido. Pensou nas coisas que apenas tinha conhecimento da existência, pensou no seu corpo e no seu personagem trivial. Ela, tão bela, a morena dos olhos gélidos e da pele macia se perdeu nos pensamentos, chorou cinco lágrimas, dormiu para sempre tentando sonhar nesse breve tempo o qual denominaram: eternidade.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

testes, testes, testes, testes.
boa sonoridade, e além de músicalidade?
tomar banho e estudar, isso sim.
espero ficar um tempo sem escrever aqui (sim, eu sei o que isso significaria.)

domingo, 28 de setembro de 2008

um furacão.
furacões são barulhentos...
então não.
brisa leve, levanta o vestido e todos os sorrisos guardados.





(show Marcelo Camelo)

sábado, 27 de setembro de 2008

sábado, 20 de setembro de 2008

Vai na caixinha, pega três moedas. Suas cores imitam raridades, fortuna. Sorri feito criança, pensando como adulto, dentes velhos e neurônios falhos. Corre feliz, compra brilho encaixotado, em série, se sente único, acha que pode ser melhor do que sempre fora, e vai ser, mudança.
Cacto verde, espinhos macios,
cinza.
Imprecisão perecível,
um palmo além do chão,
um salto, pulo alto. Brilho em série.
O sabor azedo, doce feito mel.
enjôo.
Cama e luz,
pálpebras lutando, rendidas.
Perdi a rima do poema, tenho gostado pouco de solidão, acho que prefiro mesmo pele e suor, suor suado comigo, suor suado longe é estranho e desestimulante, gosto das bocas e dentes, os dentes são lindos.
As pessoas se auto-escravizam com o conceito de sexo, é bizarro. Pode rir velho bonachão, o mundo não é teu, e teu charme está escondido em passos, é melhor não rir tanto.
Os velhos, aqueles de idade, são legais. Quero ser velho. ser velho é ter todas as histórias em filmes pessoais, é ter conhecimento mais amplo do mundo, é ter cicatriz.
Se não consegue ver a beleza nas coisas pequenas e simples, onde mais verá? O maior prédio do mundo é nada ao lado do menor sapo de todos os brejos. "Os brancos são confusos", isso sim.
Tenho uma proposta: que tal largarmos as canetas, os teclados e os conceitos teóricos para fazer vida, realidade, arte? Não diga que o mundo precisa de mais amor e humanidade... Seja humano e ame.
tomando banho, de poros limpos, achei que me fizesse bem escrever. Para não variar, continua um certo ciclo de imprevisões, coisa que me excita cada vez menos. Teria eu envelhecido de tanto pensar? De tanto não querer tudo e escolher qualquer coisa utilizando critérios de qualquer pessoa. Via "qualquer" como uma palavra feia, hoje vejo verdade nela. Sei que ela não é charmosa, rimada, pomposa, ela é dura e precisa (quando bem pensada).
Mas a vida vai bem, o velho e o quase-moço tem me ensinado macetes decomo ver situações, fico abestalhado com algumas frases. O moço (ou quase) me ensina a rir, a refletir meus eternos pensamentos de momento, que por hora julguei ser o único ser a tê-los. Um, dois, três suspiros. O velho me ensina das coisas mais bonitas de um jeito bonito: não pega na mão, não sorri facilmente, decifra gestos como quem flutua, ah se não pesasse... O tal velho me fez ter algumas certezas (o que é sempre bom ter: algumas, poucas, certezas), mas tais certezas são falhas, já começam com anotações e interrogações.
Minhas mãos pardas deslizam sobre qualquer superfície, em um rítmo envolvente, meu corpo segue, minha mente muda.
E se eu desistir dos poemas e sussurrar-te minha não decisão dos dezoito anos? Sim, não decidi muita coisa. Acabo de decidir que preciso de decisões, mas é tão perene. Era mais fácil decidir se tentava dormir ou se tentava permanecer acordado durante a noite, mas até essa não decisão foi roubada pelo passar das horas. Sei que invariavelmente irei dormir, certeza rala na infância que me fazia esperançoso.
Estar sem credo facilita a mente, mas dificulta decisões.
Sabe o que eu gosto mesmo? É de não ter tempo para pensar, mesmo contando segundos para isso. Quem é total estável? Afaste-se de mim, ou amarei toda distância passível.
quando o céu não for mais promessa,
se acalme, beija o vento sem pressa.
Está tão calmo, respira fundo,
exprime nos dentes a falta de atrito.
Botão, gosto desse som.
Aveia e mel, logo enjôo.
-Irmão, te peço para não desistir do sonho, (e se, por acaso, ainda estiver acordado) te peço para esperar até o anoitecer, há muita esperança na espera. O amor é apenas mais uma vertente da vida, e a distância, o medo e o sol são temporários, por mais que me esforce para acreditar que o que vai acontecer já está escrito, não acredito, e tenho fé no tempo. No mousse de limão encontre a sensação de descanso, na partenogênese a beleza das coisas simples, nos balões um estímulo para voar, e na força centrípeta encontre o mundo, ele pode ser seu, mas ter o mundo em mãos é coisa muito da delicada, cuidado irmão. Sinto tanta falta de tanta coisa, mas tudo se ajeita cada vez mais, essas coisas só precisam de nossa paciência e de nossa persistência. Me orgulho tanto desse ser humano, que sangra por ter sangue, que chora por ter lágrimas, meus olhos brilham.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

ele (o doro), o Doce bRUTAMONTE

Em um ano que ainda não acabou, cansativo, me aproveito de certas aulas e de certas idéias para poder me esquecer do quão selvagem ter 18 anos é. O bicho do mato, que de assustador não tem nada, me deixa surpreso a cada história, mas dentre todas, uma é constantemente relembrada, sem enjôos. Era uma história, fato, de um estudante de cursinho que não morava com seus pais, estes viviam no interior, enquanto sua cria estava crescendo na capital. Em algum momento a cria disse que só gostava da mãe, e que isso se devia ao fato do pai não gostar e nem dar atenção a ele. Segundo a criatura, a mãe sempre atendia o telefone, e telefonava também algumas vezes, enquanto a figura paterna atendia raras vezes, e quando atendia passava logo o telefone para a esposa(mãe). Me deu um aperto no peito. No fim, o bicho do mato descobriu uma coisa, coisinha que nem precisava ser descoberta, e nem sei se deveria... O pai, esculpido em gelo, era o sorvete de morango no sol, ia para o quarto e chorava saudade.

(final modificado, no original seria: ia para o quarto e chorava, não aguentava era de saudade.)

domingo, 7 de setembro de 2008

corram crianças! o bolo está na mesa, o suco está esquentando, o leite está esfriando, as formigas tomam conta de mim enquanto vocês estão com sono. andem, rápido, não quero tanto trabalho em vão, não quero caretas nem gracejos de mal gosto, vocês são os meus anjinhos!
tenho que trabalhar, tenho que ganhar muito dinheiro, tenho que inventar desculpas para poder guardar todo esse dinheiro, tenho que economizar em pról do futuro de vocês. vocês bem vão me entender quando fizerem a mesma coisa, e descobrirão que todo dinheiro que suamos para ter é para não gastar, vamos crianças, não chorem, não me façam essa desfeita, vocês estão bem crescidinhos já, nem parece que já foram do tamanho de um botão de rosa.
Nesse momento já havia me esquecido que também fui um botão, que o mundo era tão "bão".

quinta-feira, 4 de setembro de 2008




Quando achou-se que aprenderia apenas as coisas além do cotidiano, ouve-se, em límpido som: "O coração é o gera-
dor"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Vim te convidar pra uma verdadeira evasão, esquecer dos poemas e cartas de amor. Te convidar para um jantar, comida fria e corpo quente, é apenas um convite. Intimar para uma noite clara, noite na qual a luz da lua assemelhar-se-á ao poder do Sol, uma noite sem mais presenças humanas.
Te absorvo na evasão dos atos, as palavras se tornam cansativas, estarás com disposição para um corpo que se movimenta como em comunicação?
Disposição para se esvaziar até cair em abismo inomeável.
Estou desejando que a janta fique no prato, que a taça quebre em alguns pedaços irreconstituíveis. O amado som ficaria zumbindo em cada ouvido, e todos os aparelhos movidos por eletricidade estariam eternamente desativados, estaríamos sugando cada fonte de energia.
As pequenas dores do dia-a-dia seriam ignoradas, assim como se ignora as dores pequenas ao se ter uma dor maior, uma dor insensível.
Vamos nos evadir, nos deixar acontecer, nos formar e disformar, desforrar, deformar.

Esperando só uma coisa, o não. ansiosamente espero, só não me venha com um sorriso e um sim.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

dabocavermelha

Maria da boca vermelha, a desfilar palavreados sem sentido, coisas que não faziam sentido para qualquer cidadão, nem para sua própria boca febril. Descia pelos morros, sem reparar nas horas, o Sol era seu único referencial, e mesmo assim, ela pouco dava atenção a ele.
Ela tinha sangue a mais de 40ºc nas ancas, e suas coxas, reluzentes como seu sorriso (imperceptível), pulsavam disfarçadamente. As pessoas costumavam reparar nela, mesmo sem interesse algum de se aproximar, era apenas olhar, raramente desejar, mas seria pecado demais sentir o cheiro de sua pele queimando por baixo de seus panos baratos.
Era toda média, medida, toda disfarçada. Não fazia questão de disfarçar, por vezes tentava demonstrar, coisas que nem ela sabia.
Descobriu-se por fim, estava andando em círculos desde que tinha consciência, ficou inconsciente por algum intervalo de tempo, o suficiente para o Sol esfriar e dar lugar a alguma coisa sem luz própria. Deparou-se em um lugar muito branco, muito limpo, o cheiro era desconhecido, mas seu pano barato estava com alguns borrões de sangue. Chorou por um tempo, como de lá não se via o Sol, não se sabe o quanto chorou, sabia que havia chorado por não ter o que fazer. Não sabia andar mais, nunca gostou de escândalo, preferia chorar quando não havia muito o que se fazer. Achou estar no céu, assim deduziu.
Acorda com a cara marcada de asfalto, estava na rua, sente um gosto de planta, havia uma flor branca na sua boca, com o caule firme e frágil, lutando para permanecer com a raiz entre concretos. Pensou, muito que rapidamente, em cuspir e se livrar daquela situação, se lembrou que era uma flor, não era uma pedra, resolveu pôr para fora com a língua, delicadamente, para não machucar a simples elegância. Ouviu conscientemente o roçar da língua nos lábios secos e na flor macia, seca. sentiu que iria ficar surda com tanto barulho, mexeu os braços em posição de flexão e se livrou da dor de ter o poder de matar tão íntegra espécie. Seu pano de cobrir o corpo estava com os mesmos borrões vermelhos que havia notado no local onde chorara, suspeitou que estava reencarnando, suspirou. Cuidadosamente percorreu com as mãos sujas de areia boa parte de seu corpo, agora acinzentado, limpou-o como pôde, não levantou a cabeça, não abaixou a cabeça, andou pensando nos seus pensamentos.
Decidiu uma coisa: não iria se casar. Conhecia o bastante a si mesma para saber no que daria um casamento, tal pensamento a tranqüilizou, mais suspiros do batom borrado, não sabia o que era relógio, a felizarda.

domingo, 24 de agosto de 2008

Geni, me confundiram com você. utilizaram um nome da moda, como se o seu fosse algo incompreensível. o fato de não terem utilizado de teu nome, de tua sina, me faz repensar se estavam a me comparar contigo ou com qualquer outra pessoa, ruim. e se acaso estão a me confundir/comparar contigo, fico feliz, se não... fico preocupado (com nem sei o que).
Geni, ninguém bem te amou, por você mesma não deixar, não ter tempo.
um afago de quem te entende, um beijo.

sábado, 23 de agosto de 2008

as decisões parecem pesar mais
quando tudo parece em ordem,
(desordem) insisto sempre em fazer essa rima pobre,
mesmo sem a intenção de rimar sons.
acredito que nunca quis ter dezoito anos (por ser a idade das decisões decisivas),
quando penso em dizer que não estou pronto pra isso, olho ao meu redor e sinto que ninguém está inteiramente pronto, alguns apenas fingem melhor... a cada dia fica mais claro que os que fingem ser mais fortes são os mais sensíveis e frágeis. fica mais claro, brilha, mesmo que não seja.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

mania nacional

"joguei verde e colhi maduro". cada palavra proferida me faz ter mais dúvida do que é verdade e do que é puro confete de jornal. A verdade é o que queres dizer ou o que diz forçado? É silêncio, gritaria, valsa, tango. É o que afinal?
é o que se quer ouvir rezando para não ser verdade, para não ouvir. é um pedaço de fruta madura, podre, é mais do que o fruto de um acontecimento. Interferências pessoais fazem parte da verdade? O quão verdadeiras duas versões díspares podem ser? (são?)
Entre as mil vertentes do mundo, em uma vejo a verdade, ao menos o que considero verdade, vejo verdade transbordando nos olhos de uma criança, se formol não fizesse mal (apenas conservasse) colocaria todas as crianças para dormirem em banheiras preenchidas com tal.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O meu peito cresce, alucinadamente,
não são metros, é sangue.
Vermelho, como teus lábios.

da porta aberta sinto uma coisa: trinco quebrado. não fecha, me impressiono como não fecha, me impressiono como fico surpreso, feliz. a porta não está aberta, escancarada: o que me deixa bem, ansioso, bem. (as outras coisas ficam subentendidas)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

" ...
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
..."


EU TENHO UM SONHO (Martin Luther King)
ontem fiquei com medo. na verdade suspirei profundamente, o que me deu medo.
ao escrever algumas coisas, notei o quanto me expresso mal, normalmente não me importaria muito com isso, contudo, existem assuntos sérios. não sou fã de seriedade, mas às vezes é preciso, mais que preciso: necessário.

apesar do que eu escrevi ontem (o que me refiro acima) não ter nada a ver com isso: hoje acordei com saudade do gilberto.

domingo, 17 de agosto de 2008

o mais

agradeço ao vento, por me amar demais, por me beijar suavemente a qualquer horário. cada pedaço de seu inteiro sabe me envolver, me deixar desenvolvido, ultra-humano.
minhas tremedeiras repentinas começaram a tomar conta do meu amanhecer, meu durante, meu crepúsculo.
ao vento que percorre os quilômetros, mesmo sabendo o quão covardes eles são. ao vento que se espreme para passar pela delícia dos milímetros, metros tão pequenos que dá falta de ar, ofegância do ser. ao vento que me tira do ar,
os milímetros, se o vento não me amasse tanto, me entregaria aos milímetros, se eu não amasse tanto o vento, poderia gostar dos pequenos metros.
e quando o vento, resolver que me ama, resolver chover, me ensopar, rasgando cada pedaço de meu rosto franco, rompendo um semblante de preocupação qualquer. queimar toda placa, fazer do meu mundo o mais primitivo, o mais humano, o mais. e quando o vento ventar...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ávida.

a vida boa,
ê vida mansa.manda,
a vida, perene, boa.
suada, gastada, tomada, imóvel.

domingo, 10 de agosto de 2008

-oi
-olá
-o que você faz?
-sou semeador.
-você semeia o que?
...
(lágrimas e chuva)
...

sábado, 9 de agosto de 2008

Ah Israel, ninguém sabe o quanto tuas palavras amaciam minha vida. as coisinhas que tu diz, a qualquer momento, aconchegam minha alma, e acolho... como filhos, sem precisar escolher entre uma e outra, acolho todas em meus braços compridos e magros. tens me ensinado a (con)viver (com) as coisas, antes mesmo de saber que se vive de tal forma, me apresenta soluções para situações até então ocultas. enquanto estou lá, aos seus pés, absorvendo as palavras, me misturo com o som, e vou flutuando pelo chão. boquiaberto é meu estado, cada vez que enfrento uma situação solucionada pelo teu semblante.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

e quando via, no meio do quase nada, uma poça d'água suja ou quase limpa, refletindo núvens e azuis, queria mergulhar, queria se afogar no céu, mesmo que precisasse pagar com a vida. Onde o ar se concentra tanto que vira água, decanta, finge limpeza, encanta, engana.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

bomsentir(vivo)

suor, fadiga e aperto. dorme, acorda, nem percebe que a gasolina queimou, não percebe que seu meio de transporte polui (mesmo que seja menos que os demais), esquece do que não precisa pensar, e pensa nas coisas que devem ser (esquecidas). se fosse seguir as regras, seria um projecto, e não um pedaço biológico.
chega faminto, nojento, fica entre a cozinha e o banheiro... não decide de imediato qual é sua prioridade, mal sabe escolher entre prioridades e coisas secundárias (como se não existissem coisas secundárias). decide por qualquer coisa, que nem importa, escolha feita baseada no tempo, no possível atraso. acontece tudo rápido e como quem nada quer, aparece na portaria, na rua, na calçada, no supermercado, no estacionamento, na rua, na rua, na rua, na chuva. apreciou as gotas da chuva e logo se preocupou com o couro, preocupação breve. milhões de charmes no ponto, no ponto exato! pensa-se que iriam acompanhá-lo, mas é deixado de lado, sem perder um breve sorriso. espera (quase que pacientemente), entra, observa as expressões, algumas familiares, outras rústicas, nenhuma indiferente (indiferença alguma). tenta concentração, recorre ao remédio receitado pelo doutor dos olhos, nada. é a dor querendo que pense, pense, pense, em tudo que não seja alheio à ele mesmo, ao seu "eu". pensa tanto que dorme, acorda, tenta abrir os olhos preguiçosos, tenta fazer os músculos da face reagirem depois de anestesiados. vai embora, é calor, chuva, vozes, "send", voz, "end", gritos, estardalhaço, fila. tédio. fila. chega, senta, levanta, ri, pirraça, sem suspiro, sem goiaba, sem jujuba.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ai indiferença, penso no dia em que tu era uma palavra em um dicionário. penso no dia em que uma flor, como quem canta com o corpo, me disse que tu era o pior sentimento, que tu era o avesso do amor. isso foi marcante indiferença, desde então não paro de pensar em ti.
sempre que há tempo e oportunidade você começa a rondar por minhas palavras fracas, poucas. fui construindo conceitos, o que não é necessário, mas os criei como se cria filhos. mas fui um monstro, eu não agregava os filhos: os substituía, era impossível conciliar João com Maria, dolorosamente tinha sempre que escolher um em detrimento do outro. Hoje uma boca me disse que acreditava piamente em você, eu apenas duvidava de sua existência, tenho argumentos convincentes, até ganho debates, mas não convenço ninguém, nem a mim mesmo.
chego ao pensamento onde quem é (se é que existe esse alguém) indiferente não o sabe, nem o pensa, nem ninguém sabe, nem pode saber. quando alguém souber perde o encanto, o significado, a significância.
no fim do dia, após dormir enquanto o sol estava no ponto mais alto que poderia alcançar (de acordo a algum referencial que ignoro), descubro que esse foi tema de reflexão em uma sala de aula. o sono e a dor de cabeça me impediram de sentir um arrepio de momento, mas rasgaram minha boca em sorriso.
ai indiferença, se tu existir de verdade, me mande uma carta. e um beijo: de despedida.

domingo, 3 de agosto de 2008

se te der (por engano/não) um limão

me sinto bem porque sei que declaras teu ódio e usa meus escritos como martírio próprio,
sei que vens aqui na rotina, que nem percebe mais o que fazes, estou simplesmente escrevendo o que queres ler. você tenta sugar minhas palavras, minha falta de rima, minha mente que nem sente o que tu quer. está tentando destruir coisas ao seu redor, está definhando, fingindo lucidez e perdendo os segundos a cada tragada. está apodrecendo, esperando, perecendo por nada, afogado no ar, afogado em cada litro de ar.
-reage! está tudo acontecendo, sei que não é o começo. mas o fim está longe. és capaz de mudar o mundo. querer nunca foi o bastante. seria bonito pro texto me dizer indiferente, mas não o sou. nem quero ser, apenas "faça uma limonada".


é por isso que deixei de querer, deixei de muitacoisa.
---------outrotexto------------------------------------

as pessoas que precisam (ou apenas o fazem) utilizar as palavras do próximo para demonstrar o quão errados estão, estão certas?
dizem que "a palavra tem poder", prefiro a idéia de que a palavra não tem poder algum, a intenção e o momento sim.
se as pessoas (donas das suas próprias palavras) perecem, porque suas palavras tem de ser perenes?
fim de cerimônia, findou-se: confetes.

pura desordem

por um segundo, esquece-se nome, senha, código e fé. das coisas esquecidas algumas são recuperadas (recuperáveis), outras escorrem por um ralo, tão ralo quanto os brancos e íntegros fios de cabelo de um idoso sorridente.
volta no tempo, nove minutos apenas. se encontra pesquisando significados de palavras e expressões para tentar entender o que de forma mascarada querem dizer, de repente (como sempre é tudo tão de repente, tudo tão parecido, repetitivo, chato, quem sabe monótono) a subjetividade vem abaixo, as palavras se tornam objetivas, sólidas.
descobre coisas, você. se sente mal, as pessoas acham. que só vê o seu lado, sem lados. achados e perdidos, achados sem perdidos, quem saberá escolher as palavras e sua devida ordem (?)



(e tudo depende de 'por onde leio', cada canto tem seu desencanto, sua dose letal de objetivismo, mesmo quando o local parece ser o mais propício para ser evasivo)

sábado, 2 de agosto de 2008

"...
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises

No alarms and no surprises
please

..."

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

E lá vinha Ele, completamente desconhecido, completamente nebuloso, cada centímetro de sua vestimenta preta parecia dizer em segredo (sussurrando): "trago um bilhete das profundezas". a falta de vermelho não evidenciava onde era tal profundeza e ele continuava a caminhar normalmente, como rotina (muito natural). Assustado, olhei pra mim mesmo e me perguntei (como em um questionário): "ROTINA?". Isso realmente me assustava, paralisei por dois segundos, tempo suficiente para que ele desaparecesse completamente, não como mágica, como coisa comum.
Consigo recordar àqueles olhos sem vida (estaria ele com morte?). cada característica dele se juntou na minha mente, não formou homem nem sombra, era um enorme e obscuro ponto de interrogação sem seu ponto; sem apoio. (talvez)

terça-feira, 29 de julho de 2008

a demissão do Hassan que ganhava pouco

Quando descobri que era Hassan, abaixei a cabeça, jurei por mil vezes, abaixei a cabeça. Sempre me perguntei: porque abomino tanto o ato de abaixar a cabeça, e o faço (às vezes)?
-Não sei. (Talvez) De todas as perguntas que me faço, e que já me fiz, essa é a que me deixa mais aéreo, terreno, me deixa perdido em minha mente, em meus atos... completamente enigma.
Como de súbito, mudou. Deixei de ser um Hassan, sem perceber ao menos, deixei de ser o que não nasci para ser, o que nunca gostei de ser, não sei bem se estou melhor. Sei que Amir dispensou seu Hassan, e espero que não viva com dor no sentimento


:

sábado, 26 de julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

culpado ou inocente?

meu professor de redação é mesmo uma graça. uma graça!
me faz cada pergunta que me deixa a questionar a mente. a mente. a mente. a mente. a mente. a mente.
chego a nenhuma conclusão. não sou apaixonado por nenhuma conclusão, muito menos desgosto. a indiferença é algo que nem sei fazer, nem sei se já entendi o que significa, nem sei...
o desconcerto está no concerto,
se tu se importa
em consertar (cada coisa),
tenho pena,
tenho dó,
tenho todas as coisas que não deveria ter.
Estás sendo grosseiro! Destruindo.
VERMELHOS.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Quando se sabe o que quer, ou ao menos se tem uma boa suposição do querer, não há motivos para desistir, se mostrar frágil quiçá: mas desistir... (humpf)





prefiro ser evasivo sim, mesmo que me custe (um dia) não ter um passado claro

segunda-feira, 21 de julho de 2008

tentaria postar apenas uma imagem, depois pensei em uma imagem e uma frase que juntas diriam mais do que um poema ou uma carta. preferi, por fim, não pensar tanto (não pensar tanto). me pergunto o que fazer, o que escrever, mas não quero pensar mais. fico sem resposta, portanto.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

daspoucascertezas: poucas pessoas podem(devem) ler esse blog.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

onde começam meus deveres? seus direitos? meus direitos? todos os deveres?
minha bandeira parece desgastada, o desenho, que mais parecia rascunho, parece desbotar. tudo parece, numa profusão de acontecimentos que não aconteceram, algo(que não sei o que é).

terça-feira, 15 de julho de 2008

Frio comedido é muita poesia.
Poesia medida e rimada!
Se é frio, que chova,
que quebre,
congele,
cause mal-estar.
Dê medo,
me dê vida.
faça fechar os olhos
e aproveitar cada pedaço que quebraste do eu.
Sentir o vento na cara,
gelado. Por vezes imoral.
Nem repara o sono, estampado!
Quebra em mil pedaços,
mil e treze!
Quebra, requebra, constrói.
Finge machucar na brincadeira,
pura besteira.
Faz cócegas quando sou vento
quando ele sou eu,
quando nada pode distinguir, eu... do vento.

mente e amor, efemeridades casuais... ou não (14/07/2008)

A mente humana, que mente, me seduz. Os meandros mal pronunciados, os segredos que nem foram pensados, os conceitos, a falta deles. Me seduz, me afoba. Não sei se essa profusão de não-acontecimentos me deixa bem, me deixa mal, sei que apenas me deixa instável. Morri quinhentas e doze vezes de medo de minha instabilidade, ainda hoje tenho meus sustos, mas amo. Amo porque odiar seria fácil. Sou culpado por ser inocente, estou roubando idéias, a mente que mente me fascina. Não toda mentira. Generalizar é erro primário, vamos avante. E se eu for o único certo em certos conceitos conceituais? Eu seria errado. Mesmo certo, seria errado. Errado, errado, errado, errado, errado, quanto faltar tempo... certo. Não me peça estabilidade, essa peça não faz parte de mim e não me apresento como personagem de uma peça qualquer.
A mente... os temas não são tão "ão", o sangue ferve em certas aulas e se certas palavras não fossem tão bem pronunciadas, não saberia mais o objetivo de estar ali, aqui, por todo lugar-nenhum. Não gosto dos Estados Unidos, mas amo Israel. Como? -interação intencional sem intenções. Se eu digo que amo alguém, logo questionam: em tão pouco tempo? Sim. Para explicar o que de fato não precisa ser explicado, precisaria de muito tempo, água, talvez álcool e uma mente parecida com a minha. Normalmente diria "mente evoluída", mas não por me considerar ter uma mente evoluída, por pura mania de síntese. Mas como tenho um tempinho, prefiro deixar cada idéia clara, mesmo que não seja possível. Não seja passível, passe nem que seja por lugar nenhum, mas passe independente de recomendações, pois assim você iria estar obedecendo a uma mente. E mentes mentem. Acho necessário estudar mentes, não para todos, pra mim. Sei de algumas sedes minhas, mesmo sem saber de suas sedes. É confortante saber algumas coisas, conceitos, idéias, mas tem limite. Mesmo que não seja "limite" a palavra mais adequada. Preferência pela inconstância. Enjôo passageiro e eterno (faltam palavras! não sei ainda se acredito no eterno, mas se alguém me dissesse isso a anos atrás eu diria que este era um leso. diria que como estava em dúvida era porque não acreditava e ponto. Hoje sei que posso não definir um conceito. e me pergunto: quando todos vão deixar os conceitos e suas obrigatoriedades de lado?)

domingo, 13 de julho de 2008

Quero ver o mundo vermelho do sétimo andar.

Se Manuel Bandeira fosse vivo, eu iria acusá-lo de plágio.
Mas como não é, me sinto feliz.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

pronto, agora tem mais confete pra festa nenhuma.

-acho muito engraçado, fico rindo comigo mesmo, é uma coisa muito pessoal, muito mesmo! fico pensando se devo escrever sobre, ou se devo enrolar, enrolar, enrolar e ficar por dizer mais tarde. quem sabe não dizer... é coisa boba, mas é pessoal. se eu contar aqui, toda vez que acontecer vai ser um espetáculo, não estarei mais rindo sozinho e lembrarei eternamente, a cada vez, de que pelo menos uma pessoa sabe disso. é, decidi. me convenci de que não devo contar o que não é de utilidade pública, é coisa minha ué.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

à noite um clarão,
tufão de pesadelos,
sensações,
pulsações.

acorda no vermelho,
um estado semi-sólido,
semi-acordado,
semi-disposto.

o resto é apenas resto,
coisinhas, pequenas,
dá dó
tanta "dor".

terça-feira, 8 de julho de 2008

"não importa contra o que se luta,
mas pelo que se luta."

David Petersen

segunda-feira, 7 de julho de 2008

embora, enrola, me engana e vai embora. a vontade, a dor nas costas e a falta de quatro coisas que nunca tinha visto. um silêncio e milhões de suposições, preferiria uma suposição para milhões de silêncios. uma noite mal dormida vale mais do que mil suspiros, dor de cabeça e restos de más acomodações, ameaças de vômito e chuva na saída. fim da nostalgia ao acordar em uma nova cidade, chutes e cabeçadas, minutos mal dormidos com interrupções por conversas (perguntas) sem cabimento. e volta a nostalgia, um cheiro estranho de lugar estranho, um espaço muito conhecido, não reformado, e totalmente diferente. os pés derrapavam a cada calçada nova, mas nova desde quando? faz tempo que repito os mesmos passos, mais apertados ou mais folgados. a cara amassada de lembranças rotineiras, fingindo não-novidade, e parecia que todos percebiam o quanto me sentia estranho. a moça olha como se perguntasse "esse é seu lugar?", se tivesse disposição para pensar e responder, diria: -não sei.

para que tantas palavras?

não parecia tão estranho.
minha mente parecia ser a mais confusa
de modo que as outras mentes ficariam fáceis de lidar

O estranho, estranho...
confundo mentes,
não sei lidar,
e se mentes, não sente.

o fato de minhas idéias serem confusas,
o fato apenas,
não diz nada,
sei muita coisa, por não saber de muitas outras.

ter umas certezas conforta,
conforto?

sábado, 5 de julho de 2008

"I Don't Know, I Don't Know"

esse blog é muito estranho. meu blog é muito estranho. as coisas (palavras) parecem transparentes... mas não são. são convenções, e quando falo assim me sinto discursando, feito um pateta.
é chato explicar esse blog, é impossível na verdade... porque é um mundo sem regras, metas e medidas. Sem passado e sem futuro. e o presente... se torna a única opção nesse mundo de definições.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

II

Como saber sem tentar?
Como tentar se é tão
fácil
conformar-se de saída
com a idéia de fracasso?

Pois fracassar justifica
o não se ter nem sequer
admitido não querer-se
aquilo que mais se quer.

É um beco sem saída,
mas sempre é melhor que a rua:
mais estreito. Acolhedor.
Vem, entra. A casa é tua.


Tarde - Paulo Henriques Britto

É um beco sem saída, é tua casa, é sempre melhor que a rua, é mais estreito, é o não tentar que evita o fracassar. Comentar poesia é quase doença, mas não quero esquecer o que esse poema faz de minhas sinapses, da falta de chão que ele me dá, prefiro a doença, é preferência. Enquanto ser doente for não ser igual a todos, serei doente, serei menos um (todo mundo já é nada e já é tudo).


segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

ou de nos calarmos com alguma coisa que nao deixe a boca capaz de falar qualquer bobagem
fechar os olhos aguçando o tato.
lembrar dos cheiros que mal decorei,
mal tive tempo e disposição para decorar.
talvez seria seco demais fingir saber,
preferi saber o que nunca se sabe.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

sempre pensei sobre a linha, a tal linha ténue, que separa a sociedade de seus integrantes. se espera sempre que todos estejam seguindo um padrão, o que seria chamado de "moda" se estivesse falando como um matemático. preferindo deixar tal matéria de lado nesse momento, volto a falar de sociologia e psicologia; a sociedade é composta por integrantes com as mais diferentes ideologias, alguns fogem totalmente da ideia central da tal sociedade, e a partir de então é isolado, para definhar com seus próprios ideais. Então, pensei, "se estes não aceitam a sociedade, basta sair dela, deixar de ser um integrante, e pronto." e logo parecia que os erros eram dos "diferentes", por pensarem diferentes e não agirem, logo era errado pensar fora do padrão e ficava evidente que os diferentes eram dessa forma para se aparecer, pois se fossem mesmo diferentes se mudariam para longe do que não suportavam, a sociedade.
Hoje, após ter essa ideia formada, carimbada e repensada, de repente, como de pirraça, como algo que queria me tirar do sério, descobri outra coisa. um choque, uma queda e um pulo; descobri dentro de mim que a sociedade esta em todos os cantos, não tem como fugir dela, e o pior... todas elas (as sociedades) apesar de diferentes se parecem bastante.
então restam embaraços: como se faz psicoteste se os que não passarem não tem para onde ir?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

...e o senhor desatinou a falar, como se fosse sua ultima chance de dizer tudo que sempre quis dizer, sentia ser a ultima chance, ou era apenas mais um ataque de um velho psicotico? isso ninguém nunca soube.
_Quero amigos novos! Os velhos tem me dado trabalho, veja só que desatino! eles marcam horários que nunca chegam, e se chegam reclamam da programação da TV, do dominó arranhado e do baralho cheirando mofo.
_Meu senhor, isso faz parte. Mas eu também quero amigos novos...
_Assunte só o que me ocorreu na noite derradeira: um rapazinho, meio que em mudança de fase ainda, sugeriu ir para uma churrascaria no horário do jantar de hoje, mas oxente! temos um amigo vegetariano. Ó meu senhor, não dá para conviver assim... vou abandonar costumes? não pode, mas devo.
_Você é também!?
_Eu não moço, eu até gosto dos bichinho tudo, tudinho mesmo, mas a água inunda a boca quando vejo todo aquele tipo de bichinho numa travessa na mesa com aquele aviso em vermelho que ninguém vê e todo mundo sente: "alimente-se".
E então o velho fica só, não tinha percebido a deixa de uma possível amizade sólida. Suas olheiras já rastejavam no chão e seus ossos pesavam toneladas quando na última queda ele desaba bruscamente como uma pluma numa brisa, desaba bruscamente como uma pluma numa brisa.

domingo, 22 de junho de 2008

mais estranho do que se identificar com a imagem do espelho é poder ser entendido nas entrelinhas (quando eu pensei ser impossível...)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

corpo-lugar errado.
língua-gestos imprecisos.
desconforto de ser.
Vige que agonia de ser. Ficar vendo cada coisa se tornando mais coisa. Mais número, mais mais mais um.
Pode-se tentar, Pode-se tudo. Mas a quebra do vínculo existente entre uma vida e seu passado, é nada. Não clama para esquecer as coisas que tu nem te esforça para bem lembrar.
Dançando o baião, entrelaça sem perceber a barra da calça nas coisas mais mundanas. as verdades, coisas que nem existem, são cores sofistas. 2, 3 capas, é bom sim... ouvir a música que mal tem som.
cimento, cimento, cimento, cimento
semente,
flor.
meu cereal matinal é devorado na calada da noite.
O que preservo do ontem?
o que quero preservar do ontem?
É tudo que sou hoje, é amanhã!

domingo, 8 de junho de 2008

sábado, 7 de junho de 2008

objetivos (subjetivos): excluir orkuts (plurais forçados sem apoio gramatical) por mais que pareça contraditório (excluir o que refaço, é cíclico?). Excluir fotos do flickr que não foram eternizadas por um ato meu, por mais que implique em excluir belas fotografias, lembrando que estão todas salvas no computador (estou chegando a conclusão de que quando penso em algo, e escrevo, acabo bombardeando minhas idéias mais convincentes para que não volte atrás). E por fim excluir myspace (de fato engoli o artigo) adicionando previamente a Ka no msn (estava cansado e siglas me auxiliam às vezes). Porque é hora da vida voltar a ser real, amar (faço drama comigo mesmo), beijar (me iludo, como se achasse que isso fosse fundamental, mesmo sabendo que isso não me deixa melhor nem pior) e sentir pessoas reais, ouvir vozes e sugar o calor alheio de olhos abertos (achei muito bonito no momento em que escrevi, agora me passa com um certo ar de indiferença). E excluir no flickr toda e qualquer fotografia que não quero que alguém veja (esse alguém é qualquer pessoa mesmo, disso me lembro, era essa a idéia central de quando escrevi à lapiseira o rascunho dessa anotação. Sim é o rascunho de uma anotação que não será passada à limpo), pois este é um site de compartilhamento (mesmo que se possa utilizar de ferramentas para que não sejam compartilhadas as fotografias. Mas assim o site perde a sua função, e se a perde, para que tê-lo?) de fotografias e se acaso desejo que alguém não veja (idéia repetitiva, ainda bem que nenhum corretor irá ler isso para dar uma nota. Afinal, qual será a nota do meu sentimento?) é porque está no lugar errado! (exclamei de fato, me sentiria ofendido se no dado momento terminasse com um ponto final, ou com uma vírgula, é uma anotação muito específica)



-comentários sobre o texto, sobre minha vida, sobre meus atos... dispenso.

romance Alemão (1945)


O que nos mantinha,
distantes,
eram os fogos escandalosos,
escandalizavam
e calavam; e ensurdeciam. e findavam




fotografia retirada do flickr: andyhoughton

quinta-feira, 5 de junho de 2008

faça pela sociedade o que sua célula, não cancerígena, faz por você.

Ter-se.
Ser-te.
O quão real é a realidade?

domingo, 1 de junho de 2008

sabe o que tu muda(ria) dos textos do ontem? .coisas,

sabe o que deveras mudar dos textos do ontem? (nada) .

(até o desenho das letras gravam o que de fato sentira. Rearranjos são para fábricas)
à procura de deuses
à distanciar semelhantes.
deuses, Deuses, joãos,

o transversal

retas paralelas que
nunca se tocam,
Sempre se tocam no
infinito.

pontas e pontes,
ligações independentes,
dependem,
independem:

domingo, 25 de maio de 2008

não por ser o 19º outono, 18º aniversário, ou por ter sido o melhor.
por prioridade-importância nostálgica, creio.
famosa: "tudo mudou",
nada muda, nem bermuda,
na verdade é só, apenas e somente uma nova versão (mais real)
mais próxima da verdade,
isto é, a depender do que é realidade.

MARINA! amar ao próximo,
não se deixe vencer pela (desculpem) realidade.

sábado, 24 de maio de 2008


o que é a vida além de uma espera entusiasmada de uma noite nostálgica?
me diga algo, se a tua foste diferente,

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Excelentíssimo colunista da Veja, sempre acreditei que apesar do cunho "direitista" da revista para qual escreve, seria esta uma revista que emitisse informações confiáveis. Contudo, a conduta tomada por sua pessoa na coluna a respeito do "escândalo" da UFBA, foi totalmente equivocada, ao meu parecer. Como colunista de uma revista que goza de certo prestigio nacional deveria saber o mínimo sobre o que escreve. O Coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia não disse apenas as palavras escolhidas por sua pessoa que constam na coluna. Muito me comove ver na capa da Veja desta mesma semana a história de vida de um jogador de futebol que estava em um quarto com travestis e centenas de vezes o caso de Isabela, como se esse fosse o único, e ao mesmo tempo ter o senhor dizendo na sua nobre coluna que o caso do coordenador do curso de medicina da UFBA é algo que não se deve dar importância.
Onde estão os colunistas que pesquisavam antes de escrever?
Obrigado pela provável atenção.



-email enviado para o senhor escritor de tal coluna.


[que isso pareça confete,
afinal, é sempre festa]

Não serei de extrema direita,
Não serei de extrema esquerda.
Sou, sim, extremamente descentralizado;
(e) mal nenhum há em sê-lo.

domingo, 4 de maio de 2008


Sensação de estranheza, tenho colocado em prática inúmeras sugestões, tenho me sentido estranho.
As coisas começaram a mudar bruscamente, ou eu mudei demais.
é o cansaço que o corpo sente mesmo estando disposto, as mãos fracas e a cabeça constantemente em queda.
-seria o prenuncio de um novo romântico que despreza rótulos?
não não, os rótulos são tão necessários quanto temporários; tenho agonia das pessoas que dizem coisas do tipo: "tenho personalidade, não vou mudar nunca de opinião." é realmente inacreditável que as pessoas ainda associem uma mente inerte à uma coisa boa. se é que é boa... desconfio que não.
todos gritam: filho da puta sem personalidade!
poucos associam a mudança a algo inerente ao humano, é tudo que tu és... instável! bruto.
O que há de se esperar de alguém que tem uma personalidade congelada? que ela refaça alguns ciclos o tempo todo? Bom dia, Boa tarde, Boa noite, Boa morte. não podem sonhar... são estáveis demais.


me amo, dizem que só se pode amar uma pessoa de cada vez, mas eu nunca acreditei no que dizem.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

e ela cheia de sotaque chegava e dizia: rodrigo aqui a foto que tirei, gostou?
Eu mal sabia o que responder porque ela sabe fazer as pessoas se sentirem bem, mas eu não sei demonstrar o quanto me senti bem :)

Sergipe, vestibular UFS 2008. te adoro lai/
Ah Deus, amado por temor. porque sempre 360º?
assim rotina. enjôo: .
pelos pêlos,
boca cabelo.
Olhos amargos,
sangue TV,
te vê,
me vê,
fumaça,
à tarde não é tarde.
o afago é cedo, a praia é cedo,
é cedo pra acordar,

sábado, 26 de abril de 2008

a pontuação é sempre pensada, mais do que palavras

todos sabem tudo, mas estão sempre aprendendo coisas novas. hora de acordar?
todo mundo joga bola, calça bota e esquece o botão fora de sua casa. (Se acaso a frase terminasse em "botão fora" rimaria, mas a rima sonora é pobre, uso às vezes por eu não ser rico)
;é difícil ser espontâneo quando se tem que medir palavras,
dois quartos,.. e a perfeição?
-humanos! (foi ela quem bebeu e comeu a Madonna)
na Carolina

sexta-feira, 25 de abril de 2008


tudo me parece clichê hoje;








puta que pariu, que ridículo!

domingo, 20 de abril de 2008

o professor ensinou que as pessoas usam máscaras lindas,
belas máscaras,
máscaras que só não são mais lindas do que os rostos que elas escondem.

sábado, 19 de abril de 2008


estava com (uma infinita) saudade da sensação de conhecer boas pessoas, sem esperar nada. nem delas, nem das horas, nem qualquer sorriso... era a saudade que nem percebia, esteve sempre aqui, sempre. a vontade de atirar, sem descanso, palavras e mais palavras, aleatoriamente, até cansar. e sem descanso, sem reclamações, o cansaço some a cada surpresa.
viver sem espera; uma reza, crença, fita, nenhum desejo e muito axé.

sábado, 5 de abril de 2008

pode-se ler calmamente, porque é dessa forma que escrevo. tenha uma agonia interna ao ler isso, eu convivo com essa sensação. passe as mãos nos cabelos, de um modo que dê para sentir uma certa dor, aproveite essa dor, estou aproveitando, sempre estou. segure o vento com força e não o deixe escapar, é assim que é.
-amanhã? _reler e rir.

pode-se ler calmamente, porque é dessa forma que escrevo. tenha uma agonia interna ao ler isso, eu convivo com essa sensação. passe as mãos nos cabelos, de um modo que dê para sentir uma certa dor

domingo, 30 de março de 2008

ainda há diversas descobertas a serem feitas, há verdades esperando para virar mentira. tsc, tsc, tsc.
é muito tosco viver cantando um mundo que não acontece, que nunca vai acontecer... ficar falando do tempo, de verdades, de pessoas, coisas eternamente iguais. Sempre haverão pessoas para escrever sobre tais "objectos". Meus pensamentos vão além, do que eu posso escrever, do que eu posso falar, do que existe. Tão banal... a intensidade do "tão" não é tão completa quanto deveras. Nem tenho grandes sonhos, ou apenas não os considero grandes... acho que sonhos são limitados, por mais que os programas de domingo digam que não.
Admito ser demagogo as vezes, é preservar pequenas vontades, sonhos.

sábado, 15 de março de 2008

Pode-se tentar, Pode-se tudo. Mas a quebra do vínculo existente entre uma vida e seu passado, é nada. Não clama para esquecer as coisas que tu não te esforça para bem lembrar.


[13/03/2008]

das coisas vazias

das coisas vazias e seus complementos. Seus preenchimentos também vazios. Não mais apologias ou gritos bravos, de guerras, clamantes por calor vazio. Só quando o vazio transbordar, só quando o vazio se fizer presente. Só quando esquecer o significado de hipocrisia, esquecer sem hipócrita. sem HIPÓCRITA! ...não sem hipocrisia.


[12/03/2008]

limpeza

EU gosto de palavras soltas. EU gosto do jeito que elas dançam, se arrumam, e tomam conta de cada mente de um jeito diferente, único. Quiçá. É o que EU gosto, é o que EU faço.
Palavras metódicas, duras, imiscíveis, estáticas, formuladas, límpidas, inodoras e sujas! Sujas por falta de sujeira, por falta de tudo e por excesso de limpeza.



[10/03/2008]

domingo, 9 de março de 2008

sorriso

é tanta coisa, é tanta falta, é tanta coisa, são bocas silenciosas prontas pra gritar, prontas pra tanta coisa que ensurdece. Aquelas mãos, tão mortas, tão frágeis, tão fingidas -fingindo amar o caderno que segura- são as mesmas mãos que apontarão com firmeza, com a firmeza que nunca tiveram, tudo-exatamente tudo- por nada. Nada por nada, há dentes, há falta de dentes, para simbolizar o que todos representam na vida particular, há dentes.

sábado, 8 de março de 2008

na aquarela das palavras sou escravo voluntário.

com um rangido qualquer-único da rede, delírios.

o que pode fazer com uma Beleza que se equilibra numa linha tão tênue, além de versos?

Há uma Borboleta na janela!
Ela não esta lá por vontade...
Borboletas tem em média 24 horas de vida,
e Deus! Ela já está desenvolvida.

Ventos! infames brutamontes, não a impeçam de conhecer o mundo
Brisa-Tufão! Ela quer estar no resto de verde-musgo
Ajuda! além de poema, o que fazer?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

roubos.

tanto no gosto lembrado quanto no súbito desejo há gosto de nicotina, formando em mente imagens de bocas "esfumaçantes", manchas sujas (pobres-luxos), totalmente fora do convencional. Desejar, fruta, pastilha, nicotina, discrição, evaporar.
Após o ápice do imaginário, após o evaporar, resta apenas figuração... dejetos de um delírio.



A moça clamou por uma caneta, havia uma entre meus lábios.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

mais uma adição

E ela observava a parede azul, e ela se coçava, e ela ria, e ela olhava para o lado, e fazia cara de vitima, ela fazia cara de sonsa, e fazia cara de grande dama. Ela olhava pro vaso de água, azul feito a parede, e ria... fazia do azul um riso. Espantosamente olhava para todas as direções que o pescoço permitia enquanto corpo inércia. Era um bicho assustado, inquieto, sorridente. Era demente, era ela, era eu.(sentiu sono, fez careta, esperou) E quando o vento soprava, ela admirada.
[toda vez que olhava para o canto, tinha mais uma adição]

sábado, 19 de janeiro de 2008

roubando historias alheias escrevo assim:
"foi engraçado, as mulheres lá da locadora ficaram olhando pra minha blusa e tentando ler, e ficaram tentando entender 'os opostos se distraem, os dispostos se atraem' rsrs, devem colocar no nick do msn, rsrs. Só que um menino disse: 'ou colocar no orkut, saopkpsoak'. Que lástima, estava no meu orkut."


(mudar não faz parte só da vida, faz também da escrita)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

...



como após um piscar de olhos, acordar pro sonho.




(há quem acredite que o sonho é algo que visualizamos quando estamos de olhos fechados. tsc)

domingo, 6 de janeiro de 2008

-ôps, nããããaao!!!!

{começar um texto logo após esbarrar em um balde de melancolia é bem comum. mas fica chato quando não há tempo para uma limpeza prévia e o texto fica repleto de manchas, nódoas}

está tudo errado. tudo errado. errado. estou.
Cem forças alheias
Sem forças estou.
Mas é tudo invenção de uma noite com melodia,
a falta de força é apenas um pretexto para se aproximar dos românticos,
os eternos doentes apáticos. Sofrem por respirar, sofrer por sofrer.
Ficando surdo com doces acordes.
A luz amarela do poste ofusca o brilho das estrelas,
é constrangedor perceber que precisa-se que falte energia para observar o céu.
Cores amargas, está tudo fora de moda. (a moda não é a moda)
e escorrem lentamente, e sofridamente, e fatalmente, como um rio no sertão
as poucas palavras gentis que se sente.
então sente-se, daí vive-se.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

31/12/2007 -> 01/01/2008


_bom dia meus queridos, que reveillon foi esse, em?
Achei melhor escrever aqui, para em hipótese alguma eu me esquecer dessa tarde/noite/manhã! porque foi tempo.
Chega Bam e Mirns, só alegria e agitação, chega Liz bem gordinha e cheia de movimento [hahaha]. Chegam os Cover's e depois Saulo e Amigas*. Todo mundo feliz da vida, só alegria e curtição na Bahia, e Saulo fomentando o ódio à ele mesmo chama todo mundo pra rave, dizendo que é ótima e que é entrada free, super felicidade e agitação. Como, segundo Saulo não era muito longe, fomos andando-e como andamos!valhaminhanossenhora!!- Chegando lá, a galerê anima geral, descobre que é pago! tipo 250 reais a mesa pra 4 pessoas. Daí deixamos Saulo e Amigas* na rua e fomos atrás de taxi, encontramos Care... Careca, Marcos, e foram as 7 pessoas num uno [vale lembrar que hoje descobriu-se que o careca é um traficante, ou seja: não tinha necessidade de cobrar tão caro por exceder o limite de pessoas, rsrs-MIRNA FALA MEEEEIXMO] No taxi vem aquela sensação de que iríamos passar a virada ali, num taxi lotado, e o Felipe começa a falar inexoravelmente: "Vamos fingir que somos do Acreee, e ainda são 10 horas!uiashiasuh". Chegamos em casa [aeaeaeooh] ainda faltavam 5 minutos pra meia noite, e todo mundo naquela alegria [tipo: pula sai do chão!].
Tivemos contagem própria, após todos os fogos cessarem e ainda ficamos rindo de meia dúzia de fogos que soltaram umas 00:30 tipo: "ESSE AI TÁ PIOR QUE A GENTE, IUASHDIUHDSAIUHDSA". Mirns Dançando Velvet Underground foi algo pra eternidade [audshuisahdsda-vide foto] Liz e suas manias de mímica-caras e bocas a vontade- Pessoal engraçadê tiop Felipe e o Juliano [o qual Mirns tinha desejo de chamar de julian!], os silenciosos Maicon e Tiago, Pizza queimada e o escambau!
O Sol nascendo tava muito "foda", e girar com o óculos de Mirns e seu mundo à la Amelie Poulain foi bom demais -foi tudo bom! ótimo!- obrigado por tudo Mirns e pessoal aê.


*8888*****888*8**AS MELHORES FESTAS NÃO TEM CAMERA, ENTÃO AS FOTOS SÃO MÍNIMAS E DE PÉSSIMA QUALIDADE!!11!1!111111!!11