terça-feira, 5 de abril de 2011

poesia

Ela é poesia,
pura,
límpida,
leve poema sem carne.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

meu corpo, cansaço. sinto dorzinhas em todos os lugares que me competem. sinto meu corpo precisando de um abrigo, de um conforto.

sábado, 19 de março de 2011

em sussurro

As palavras são duras. Pedras pontiagudas com alta capacidade de fixação. Todo esse perigo não me fascina, porque dói, rasga, e permanece. Sei que tenho meus orgulhos de estranhezas, mas amar as palavras me dói, sempre me doeu, agora me dói ainda mais.
Sou um declarado amante do silêncio -gosto da vida. Mas é meu amor às palavras que me move, e é duro ser movido por dor.
Como eu poderia ouvir o resto das frases depois de algumas palavras lançadas previamente? Olha, as palavras se repetem, essa repetição se retroalimenta, torna-se eterno em eco em mim. Seria impossível, não cabe aqui (dentro de mim) tanta palavra em negrito. O que é mais curioso é a capacidade dessas armas de se armazenarem em mim, e florescer o vazio, incompletude, abandono.

Invasão, e vazio por completo. Nu como o vazio inicial do nada. Meu amor e apego pelas palavras, e seu significado cru, sempre se volta contra mim, se invagina, ramos secos. Meu peito é tão pequeno, eu juro que não tem espaço para tantas sementes. Me resta aqui, anunciar para mim mesmo uma nova meta: desamar as palavras, essas pedras duras.

segunda-feira, 7 de março de 2011

E sempre, sempre, sua pele macia me cobre em silêncio.