segunda-feira, 21 de julho de 2014

Poema de agradecimento

Tua existência,
não cabe,
neste corpo que habito. 
Tua grandeza
não cabe
em tamanha pequenez.  
Tu
me transborda
por todos os poros. 
Me inundo,
por fim,
em teus risos,
-e me salvo no teu abraço.

segunda-feira, 31 de março de 2014

31/03/14

em meio a uma aula pesada (pela falta de conteúdo e excesso de firulas) foi noticiado que teríamos plantões diurnos e noturnos semanalmente por 6 meses. a noticia há muito já era velha, mas não tinha se conectado comigo ainda. foi então que percebi que não me importava em me dedicar a tal atividade semanalmente por 12 horas - pensei apenas que teria 12 horas a menos com você.

terça-feira, 18 de março de 2014

Jardim de Alah

olhar para você é perder a noção de que existe um entorno, um ao redor. não existe contexto, grama, formiga, mar. é o olhar mais cheio com o sentimento mais vazio. vazio de sentido, de firulas, de grandes acontecimentos - porque é de uma nudez em tal ponto que não me permito sair do mirar por admirar.
olhar para você é mergulhar nos olhos mais profundos, e me afogar.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Cânticos e Mares

Me afoga nos teus cânticos,
Me banha nos teus mares.
Sê minha poesia
  sem rima
  sem rosas
Sê pura carne e sangue
em mim.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

(sem título)

Quem nasceu para se rasgar ao meio não sabe ficar íntegro.
quem nasceu para?
é um eterno rasgar, um eterno
reconstituir.
Mas antes de re-constituir
há um novo rasgar
fé cega - faca amolada

há uma necessidade
não se sabe onde
não se sabe porque
não se sabe
não
de manter o sangue escorrendo.
Talvez seja de uma vida
ditada
O-Sangue-É-Vida.
e aprendeu
-como em prece-
que sangrar é provar que está vivo.
Para si mesmo.
Para acreditar em si mesmo.
Para acreditar que algo acontece por dentro.

É preciso ficar doente,
é preciso definhar,
é preciso perder:
dentes
cabelos
pele
sangue
sangue
sangue

Sangrar é preciso.