domingo, 17 de agosto de 2008

o mais

agradeço ao vento, por me amar demais, por me beijar suavemente a qualquer horário. cada pedaço de seu inteiro sabe me envolver, me deixar desenvolvido, ultra-humano.
minhas tremedeiras repentinas começaram a tomar conta do meu amanhecer, meu durante, meu crepúsculo.
ao vento que percorre os quilômetros, mesmo sabendo o quão covardes eles são. ao vento que se espreme para passar pela delícia dos milímetros, metros tão pequenos que dá falta de ar, ofegância do ser. ao vento que me tira do ar,
os milímetros, se o vento não me amasse tanto, me entregaria aos milímetros, se eu não amasse tanto o vento, poderia gostar dos pequenos metros.
e quando o vento, resolver que me ama, resolver chover, me ensopar, rasgando cada pedaço de meu rosto franco, rompendo um semblante de preocupação qualquer. queimar toda placa, fazer do meu mundo o mais primitivo, o mais humano, o mais. e quando o vento ventar...