domingo, 16 de agosto de 2009
amada verde:
mistura: não se define nem com dias de repouso, não decantarás, é como uma limpidez turva, fruto de nuvens verdes que nunca se assentam em água. estranhamente tudo que não se assenta, a mancha verde que dança, vários sons, vários tons, é o que faz a limpidez ser mais transparente, como a beleza de uma pequena flor que em meio a uma floresta não a torna confusa, apenas a embeleza suavemente, sem a necessidade de forçar a existência, ostenta simplicidade. a mistura de belos tons não se deixa confundir apesar da não definição, expira características próprias sem a necessidade de provar qualquer coisa, não precisa de conceitos formados. É coisa de pele, minha cara transparência, coisa de calor, afago. Coração palpita em verde, em ver-te, e saudade é quando meus olhos não te alcançam, e doem de tentar.