quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu sou dois.

E agora, o céu, meu bem, o Sol, a lua, as estrelas e as constelações. Agora, meu bem, o dia nasce para comemorar nosso riso, porque até o sol avermelha-se de inveja frente ao brilho de meus olhos, e se esconde de tão rubro, enraivecido. E quando a lua vem consolá-lo, ele já se foi, meu bem, ele já se escondeu, e volta depois de algum tempo, quando a lua ja cansou de procurar. E assim continuam brincando, seriamente brincando, meu bem, e admirando o riso que entornaste em mim.
Agora é cedo, para tanto tempo ainda que nos resta. Agora é tarde, para o tempo que já estamos longe, léguas. Agora é dia, é noite, é riso suave, peito arritimado, é hipóxia, anóxia, é suor, frescor e saudade. É saudade, mesmo quando estou contigo, pois qualquer milímetro são como mares intransponíveis, posto que qualquer distância é dor.
Sim, meu mais doce pôr-do-sol, eu, agora, não apenas um. Agora, não apenas mais um, outro, qualquer, sou dois. Sou dois porque agora tenho par.

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