sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

14/ 01/ 2010

Desagua em mim São Francisco,
me arrasta na areia do sertão,
lava este pranto contido que goteja.

Arrasta estas pernas inertes
que o sangue fugiu, que o vento gelou.
Rasga nas pedras mãos pálidas.

Se eu tivesse boca, Francisco.
Se eu tivesse chão,
seriam mais oito bilhetes,
sem cor, desta vez.
Uma passagem na mão.

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