domingo, 21 de novembro de 2010

mês

os dezembros chegam rasantes. eles chegam calmos, cheios de responsabilidades e fogos. os dezembros chegam tão rápido quanto se vão. os dezembros sempre chegam, mas nunca é dezembro. antes de anunciar um fim, ele anuncia previamente um novo começo, atrapalhado, coitado, se desdobra em poucas e em muitas palavras, invertendo a ordem do que há de ser anunciado cronologicamente, metodologicamente, pacientemente. dezembro é muita água, é sol, é limbo. e assim como o limbo, não se sabe o que é o dezembro. não se sabe se é algo bom, quente, fresco. não há conhecimento pois os dezembros passam despercebidos. o dezembro existe apenas na saudade que chega no primeiro de janeiro. e no fim de cada dezembro nada se aprende, apenas dezembro, e sua saudade.

posto que nada, além dos dezembros, anunciam um começo, ates de terminar.