"Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceberQue a estrada vai além do que se vê"
mostra-se que é de se entregar, e como uma rasteira interrompeu o resto da música. Sentia um peito pedindo ar, sensação de sufocamento, uma vontade sem tamanho de mergulhar ali dentro, ultrapassando célula-a-célula sem pedir qualquer licença. Às vezes não há tempo para pedidos, não há tempo para conter sangramentos, não há tempo para cerimonias, pois a dor é como flor, apenas nasce, mesmo quando se trata de asfalto, mesmo quando se trata de pedra nua, a flor, a dor, sempre acaba nascendo.