Eu tenho medo de acontecimentos. Me abro, porque muito antes já estava exposto. Medo do poder dos acontecimentos. Medo do que o alheio pode se tornar em mim. Temo as grandes obrigações, temo os grandes compromissos, temo toda e qualquer coisa que possa parecer imutável num futuro qualquer. Não dá para acreditar que tudo ficará bem. Inconscientemente, algo que vez em quando se torna muito consciente, me vejo lutando por uma rotina com pequenos, sensíveis, mirrados resquícios de novidade. Me vejo lutando contra mim mesmo para que nada mude. O quão pesada e irreversível pode ser uma pequena mudança? 5 minutos de atraso? O medo engessa. O medo cega. Minha essência pede silêncio. Meu subconsciente ordena rotina.
Como de costume algo aconteceu comigo e por isso precisei vir escrever. Aconteceu um filme. É surreal o quanto me tornei permissivo à invasão dos filmes ao meu corpo... E hoje não sei se há vantagem nisso.
é s-u-r-r-e-a-l.