2021, um ano após uma catástrofe - ainda estamos nela, estamos presos nele. Utilizamos datas atuais muitas vezes no intuito de supor amadurecimento quando comparado com tempos passados. Me deparei com uma camisa com os dizeres “diga em quem tu votas e eu te direi quem tu és”, e só consigo pensar no tamanho da redução que isso torna o todo. Eu tenho tempo, eu prefiro que me diga quem és tu com muitas outras firulas. Não sou rico das paciências, mas tento. Entre dois pontos fixos existe um infinito. Entre dois pontos móveis existem muitos infinitos. O fardo do passar dos anos é viver o presente como se ele fosse presente, e tendo a ciência de que o amanhã é mais do que uma promessa - é uma certeza. E quem tem certeza de qualquer coisa que seja em 2021? Sei lá, não seria de 2020?