E se até a água está sem gosto,
o que posso esperar de você,
o que posso esperar de mim ao te ver
e o que posso fazer, sem sentir.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Se eu pudesse...
Se eu pudesse voltar no tempo faria das cidades alagadas grandes mares. Sim, oceanearia o continente com direito a peixes azuis e vermelhos. Não é coisa de uma cidade, ou centenas de cidades por baixo d'água, não falo de Atlanta nem do oceano Pacífico. Se eu pudesse faria ilhas em mim, na minha cidade inundada, uma cidade sem botes visíveis, sem aviões, sem portas e objetos flutuantes.
Se eu pudesse povoaria essa cidade. Ela vive vazia, não por falta de pessoas, apenas por falta de fixação. Descem escorregando pelas ladeiras, curvas intermináveis que vão parar onde-ninguém-ainda-sabe-ao-certo.
Nessa cidade os congressos são sempre adiados, os shows cancelados, não tem época de verão, não tem época de inverno. Se eu pudesse, nessa cidade as casas seriam enormes, impossíveis de se conhecer a fundo, sem direito a moradia fixa, todos seriam visitantes o tempo inteiro, pois ninguém resistiria a tamanho absurdo por tanto tempo.
Se eu pudesse povoaria essa cidade. Ela vive vazia, não por falta de pessoas, apenas por falta de fixação. Descem escorregando pelas ladeiras, curvas intermináveis que vão parar onde-ninguém-ainda-sabe-ao-certo.
Nessa cidade os congressos são sempre adiados, os shows cancelados, não tem época de verão, não tem época de inverno. Se eu pudesse, nessa cidade as casas seriam enormes, impossíveis de se conhecer a fundo, sem direito a moradia fixa, todos seriam visitantes o tempo inteiro, pois ninguém resistiria a tamanho absurdo por tanto tempo.
domingo, 28 de março de 2010
à Vida
Às vezes confunde,
dá nó.
Às vezes é culpa da certeza,
às vezes não tem culpado.
Tem dia que o sol é luz,
tem dia que o sol é fogo.
Tem coisa que parece estar ao avesso,
errado.
A tinta, tem papel, que escorre.
O papel, tem caneta, que é tinta.
Mistura, certeza, inconstante:
é vida, é vida.
dá nó.
Às vezes é culpa da certeza,
às vezes não tem culpado.
Tem dia que o sol é luz,
tem dia que o sol é fogo.
Tem coisa que parece estar ao avesso,
errado.
A tinta, tem papel, que escorre.
O papel, tem caneta, que é tinta.
Mistura, certeza, inconstante:
é vida, é vida.
28/03/10
Estou no meio, limbo terrestre,
mas não sei as consequências:
de uma queda;
de uma aparente subida.
No limbo, meia-vida,
nada é certo.
Não se sabe o que é,
não se sabe o que não é.
Aqui chove, a chuva,
branda,
me esquece,
desculpa, aquece.
Fique ai,
não cometa aproximação,
segura no teu peito,
deixa teu peito segurar tua mão.
O vento não mais me derruba,
desde que decidi cair por ele,
o vento não mais me balança,
porque meu vento é o meu eu.
mas não sei as consequências:
de uma queda;
de uma aparente subida.
No limbo, meia-vida,
nada é certo.
Não se sabe o que é,
não se sabe o que não é.
Aqui chove, a chuva,
branda,
me esquece,
desculpa, aquece.
Fique ai,
não cometa aproximação,
segura no teu peito,
deixa teu peito segurar tua mão.
O vento não mais me derruba,
desde que decidi cair por ele,
o vento não mais me balança,
porque meu vento é o meu eu.
quinta-feira, 11 de março de 2010
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