segunda-feira, 30 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

ou de nos calarmos com alguma coisa que nao deixe a boca capaz de falar qualquer bobagem
fechar os olhos aguçando o tato.
lembrar dos cheiros que mal decorei,
mal tive tempo e disposição para decorar.
talvez seria seco demais fingir saber,
preferi saber o que nunca se sabe.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

sempre pensei sobre a linha, a tal linha ténue, que separa a sociedade de seus integrantes. se espera sempre que todos estejam seguindo um padrão, o que seria chamado de "moda" se estivesse falando como um matemático. preferindo deixar tal matéria de lado nesse momento, volto a falar de sociologia e psicologia; a sociedade é composta por integrantes com as mais diferentes ideologias, alguns fogem totalmente da ideia central da tal sociedade, e a partir de então é isolado, para definhar com seus próprios ideais. Então, pensei, "se estes não aceitam a sociedade, basta sair dela, deixar de ser um integrante, e pronto." e logo parecia que os erros eram dos "diferentes", por pensarem diferentes e não agirem, logo era errado pensar fora do padrão e ficava evidente que os diferentes eram dessa forma para se aparecer, pois se fossem mesmo diferentes se mudariam para longe do que não suportavam, a sociedade.
Hoje, após ter essa ideia formada, carimbada e repensada, de repente, como de pirraça, como algo que queria me tirar do sério, descobri outra coisa. um choque, uma queda e um pulo; descobri dentro de mim que a sociedade esta em todos os cantos, não tem como fugir dela, e o pior... todas elas (as sociedades) apesar de diferentes se parecem bastante.
então restam embaraços: como se faz psicoteste se os que não passarem não tem para onde ir?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

...e o senhor desatinou a falar, como se fosse sua ultima chance de dizer tudo que sempre quis dizer, sentia ser a ultima chance, ou era apenas mais um ataque de um velho psicotico? isso ninguém nunca soube.
_Quero amigos novos! Os velhos tem me dado trabalho, veja só que desatino! eles marcam horários que nunca chegam, e se chegam reclamam da programação da TV, do dominó arranhado e do baralho cheirando mofo.
_Meu senhor, isso faz parte. Mas eu também quero amigos novos...
_Assunte só o que me ocorreu na noite derradeira: um rapazinho, meio que em mudança de fase ainda, sugeriu ir para uma churrascaria no horário do jantar de hoje, mas oxente! temos um amigo vegetariano. Ó meu senhor, não dá para conviver assim... vou abandonar costumes? não pode, mas devo.
_Você é também!?
_Eu não moço, eu até gosto dos bichinho tudo, tudinho mesmo, mas a água inunda a boca quando vejo todo aquele tipo de bichinho numa travessa na mesa com aquele aviso em vermelho que ninguém vê e todo mundo sente: "alimente-se".
E então o velho fica só, não tinha percebido a deixa de uma possível amizade sólida. Suas olheiras já rastejavam no chão e seus ossos pesavam toneladas quando na última queda ele desaba bruscamente como uma pluma numa brisa, desaba bruscamente como uma pluma numa brisa.