domingo, 5 de agosto de 2012

mar aberto

restou um mar pra lhe contar. secaram as lagoas e os lagos, os rios e as lágrimas. mas no fim, onde o sol se põe, restou um mar, restou um oceano para lhe contar. fecha os olhos, só restou o mar, só me resta desaguar, em ti.
velho, na boa, eu só queria ir embora. o lugar é longe, faz frio, faz todos os frios. mas, na boa, eu preciso ir embora. você vive sufocado, o tempo todo, e isso sufoca mais e mais. não sei onde cabe tanta insatisfação
por hora: nenhum ciclo.
isso soa estranho.
Cacto verde, espinhos macios,
cinza.
-oi
-olá
-o que você faz?
-sou semeador.
-você semeia o que?
...
(lágrimas e chuva)
...