Maldita incerteza que congela momentos que talvez não sejam mais revistos.
27 de Agosto, mais uma tentativa frustrada de me definir, que sempre acabam em frases sem nexo e comentários sem fundamentos. Sou aquele que se ilude com o mundo, principalmente com as pessoas, sou até esperto às vezes, bobo outras vezes, e assim vou enfrentando desafios e aproveitando oportunidades. Não diria que o Mundo é ruim comigo, tenho tudo que quero {nem sempre perto mas tenho} e isso me deixa confuso.
02 de Setembro, as vezes sinto que uma auto-análise é preciso. Para se justificar os erros e também ser premiado pelos acertos, talvez sair perdido por alguns atos inconsequentes ou centrado numa busca incomum que só pertence a você. Penso que o Mundo não foi feito para viver demasiadamente. Ele foi feito apenas para vivermos, felizes, tranquilos, talvez intactos
como estátuas que nunca serão tocadas por mãos sujas. Há muita dor nesse Mundo, talvez dor de mais para um só Deus, muita discórdia e mentira. Despolua sua mente, plante nela uma semente azul.
10 de Setembro, umas gotas d'água batem na janela e um som novo é criado[chuva na janela]. É um domingo chato, daqueles que voltamos de viagens divertidas, estamos exaustos e temos uma atividade do colégio pra fazer, um domingo do qual entramos na Internet e não tem ninguém pra conversar com você. Um domingo realmente tedioso. Um grupo de amigos eternos está se desconjuntando em algum lugar do universo e ninguém pode interferir. Daí eu estou escrevendo meu perfil novo e meu irmão chega e diz: _"Vou dormir, desliga o computador". Dia
feliz não?
18 de Setembro, eu estou pensando em mim enquanto no mundo pessoas morrem sem saber o porque, e eu sinto que cada vez mais, com mais e mais frequência, isso vai acontecer, eu sou mais, mais mais e mais, um que pensa na miséria alheia e fica acomodado, sinto raiva de mim por isso, mas estou com as mãos presas, são paredes, portas, escadas e mais degraus, uma serie de coisas que não me elevam em nada, agora eu saio daqui, vou na natação, canso, esqueço de tudo, esquecer de mim talvez.
19 de Setembro, um garoto escreve em um lugar inadequado seus sentimentos, mas não será por isso que ele ira adequar seu lingüajar, deixando o mundo mais feliz. Ele escreve o que ele pensa em qualquer lugar, seja numa questão aberta de física ou numa redação de tema estranho, ele escreve neste momento que está feliz e que essa sensação lhe faz bem ao mesmo tempo que ele escreve uma lágrima cai de seu olho, e numa agilidade incrível ele enxuga com a mão, e continua a escrever do que se passa em sua cabeça, coisas como amizade, amor, sentimentos fortes que nele causam arrepios e sensações estranhas, nesse momento ele vira para o lado e se
depara com um casal deitado a beira da piscina, ele olha novamente para confirmar a informação e observa que se equivocou, eram apenas duas amigas se divertindo numa terça, ele acha isso tão admirável, e começa a lembrar dos amigos que estão longe, então ele para de escrever, liga o som e fica sozinho lembrando de momentos que nunca serão esquecidos.
28 de Setembro, chuva na tela do computador, sinal de que o mundo está feliz, ou melhor, sinal de que eu estou feliz. Semanas de liberdade provisória, de risos clandestinos e piadas secretas,
são dias perfeitos para se olhar pro lado e descobrir alguém especial, alguém que valha a pena dividir o espaço de um banco ou uma bala de iogurte. Enquanto ouço musicas que me fazem viajar por um mundo imaginário jogo palavras em um espaço com caracteres contados, são atos inconsequentes de um adolescente comum, mas não tão comum, não serei eu mais um pacifico
observador de um mundo caótico. Eu vou até a África para me encontrar, e que o futuro não me reserve nada, será tudo por conta dos impulsos de um sonhador.
6 de Outubro, hoje eu estava fazendo um trabalho, ou mais um trabalho.
O tema era a prostituição infantil, um tema difícil de ser abordado, já que as pessoas
gostam de sair de casa, do trabalho, do cotidiano pra se divertir, e com esse tema não
há condições de fazê-los rir, nem uma única vez. Ao receber o tema, semanas atrás, pensei o que todos pensamos ao ouvir dizer: prostituição infantil, crianças que se prostituem por dinheiro e ponto final. Mas acontece que a realidade é assustadora, é um mundo de miséria, sofrimento e perda (da inoscencia, da infância, perda dos bens mais preciosos de uma criança). Isso me fez olhar para o espelho e me perguntar: "Quem vai mudar essa situação? "
São meninas de 12 anos com filhos, ou bonecos como algumas apelidam!
Escrevo isso não para alguém ler, chorar e dormir? Não. Já tem-se choro o bastante! Ajudem.
08 de Outubro, num domingo, mais um, afogado num tédio lendo um livro, luzes se apagam e gritos ecoam pelo quarto, olho pela janela e vejo estrelas limitadas a brilhar no infinito animando esse fenômeno, vou para o Hall e de lá as estrelas não estavam mais enquadradas, elas brilhavam livremente, passa um avião, dois, três, e uma nuvem surge, uma nuvem sem formas. Desta vez a nuvem não escondia as estrelas somente, ela estava brincando com uma constelação inteira, enquanto um garoto bobo ouvia musicas deitado numa rede esperando a nuvem passar, ele estava atento aquele momento, nada o fazia piscar, existiam apenas 3 coisas ali: nuvens, estrelas e um garoto a se divertir com aquela brincadeira. Ele neste momento só não queria que a luz voltasse a iluminar aquele local, nada de televisão nem computador, e o seu mundo por um instante estava perfeito.
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