domingo, 9 de março de 2008

sorriso

é tanta coisa, é tanta falta, é tanta coisa, são bocas silenciosas prontas pra gritar, prontas pra tanta coisa que ensurdece. Aquelas mãos, tão mortas, tão frágeis, tão fingidas -fingindo amar o caderno que segura- são as mesmas mãos que apontarão com firmeza, com a firmeza que nunca tiveram, tudo-exatamente tudo- por nada. Nada por nada, há dentes, há falta de dentes, para simbolizar o que todos representam na vida particular, há dentes.

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