me sinto bem porque sei que declaras teu ódio e usa meus escritos como martírio próprio,
sei que vens aqui na rotina, que nem percebe mais o que fazes, estou simplesmente escrevendo o que queres ler. você tenta sugar minhas palavras, minha falta de rima, minha mente que nem sente o que tu quer. está tentando destruir coisas ao seu redor, está definhando, fingindo lucidez e perdendo os segundos a cada tragada. está apodrecendo, esperando, perecendo por nada, afogado no ar, afogado em cada litro de ar.
-reage! está tudo acontecendo, sei que não é o começo. mas o fim está longe. és capaz de mudar o mundo. querer nunca foi o bastante. seria bonito pro texto me dizer indiferente, mas não o sou. nem quero ser, apenas "faça uma limonada".
é por isso que deixei de querer, deixei de muitacoisa.
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as pessoas que precisam (ou apenas o fazem) utilizar as palavras do próximo para demonstrar o quão errados estão, estão certas?
dizem que "a palavra tem poder", prefiro a idéia de que a palavra não tem poder algum, a intenção e o momento sim.
se as pessoas (donas das suas próprias palavras) perecem, porque suas palavras tem de ser perenes?
fim de cerimônia, findou-se: confetes.