Quando nasci a Alemanha estava se unificando, um sonho utópico estava deixando claro que fora só um sonho, de poucos -muito menos do que se pode imaginar. Comecei a andar com o fim do Apartheid, a Palestina estava velha, e continuava a envelhecer, virar cinzas. Desde então era claro o "fim" do meio ambiente, reuniram-se. Na terceira série, com nove anos, aprendi que o homem já havia feito do semelhante "algo menor", enquanto o exército sérvio fazia uma "limpeza étnica". Nesta época fazia poesia rimada, me preocupava com coisas realmente importantes (considerando-se época, local e idade), nesta mesma época acreditava que os "homens bons" já tinham morrido e que qualquer eventualidade, crise ou miséria fosse fruto de um passado, bem passado. Com o andar da carruagem fui percebendo que não tinha tanto tempo que os "homens bons" tinham morrido, e na quarta série decido me casar com a garota mais "histórica" da sala, ela era brilhante, seriam belos filhos. Depois descubro que não se pode (deve) casar só por uma questão de "melhoramento da espécie" e resolvo seguir até que os mortos parecem mais vivos do que os vivos que estão para morrer. Dois anos de insônia e muita assombração. Os ponteiros completaram centenas e centenas de voltas e vezes e vezes - que não são raras- fico atónito, afónico: esses "homens bons", o que querem? o que esperam? eles existem? são tão distantes? porque? seria o lobo mau da historinha, o super homem?
Uma vontade de ser só som.