quarta-feira, 27 de maio de 2009

Inevitavelmente a boca fica seca. Vazia.
Independentemente passa. Esvoaça.
O vazio é o que sempre fica, volta, evasão não-instantânea. Como não aprender a amar o que sempre está presente, ausente, estabelecimento de probabilidade: gozar o vazio. Ficam dúvidas, dúvidas não precisam acabar, aprende-se a lidar, ligar para São Pedro e pedir para falar com Deus, perguntar as coisas que são dúvidas e ouvir: "Se ainda não divulguei as respostas é porque as dúvidas te interessam". Distância concreta é vazio, evasão, e dissipa-se em minutos o que dura anos.