quarta-feira, 27 de maio de 2009
Os olhos não falam. Não se pede palavras para quem olhos tem, para quem ainda tem um sistema nervoso jovem, novo, forte. As palavras não são pedras por poder machucar ou por "serem eternas", elas são pedras por poderem se despedaçar ou despedaçar o que a pele constrói. Palavras tem hora, verbalizar é temporal. Silêncio. As sublimes coisas não podem ser verbalizadas, tenta-se, caem. Os olhos olham, não precisam se apoiar no "falar-da-boca" para se consolidar. Os olhos olham, pele toca, nariz cheira, todos sentem e não precisam falar, mas a boca que fala olha toca cheira e sente. Os olhos, não falam.