Pessoas distantes costumam ser extraordinárias: perigosas, inebriantes, inefáveis.
Se aproximar antes de estabelecer um conceito apurado e sofisticado é o melhor modo de evitar más surpresas. Ao manter a distância, ou ao aumentá-la, quando se encanta, é como se estivesse amarrando uma corda firme no próprio corpo e no corpo alheio e depois andasse, andar em uma velocidade insensível na direção de um abismo, um buraco sem fundo.
Adiar a chegada, então, é pedir cocaína em enterro-sentido.
As pessoas são, enquanto existirem, dores.