sexta-feira, 24 de julho de 2009
Maria Clara, sem fim
Maria Clara era o que a mãe considerava o mais perfeito antônimo de si mesma, então resolveu batizar assim a sua filha. Não se sabe muita coisa sobre ela: era culta, alta, negra, forte, fraca, pobre e esbanjava talento. A menina cresceu e nunca foi clara, seus pensamentos eram tortuosos e quem tentava decifrar se perdia em labirintos. A santidade e pureza que deveriam emananar do "Maria" parecem ter sido impedidos por algum dos sobrenomes mundanos