Quando foste completamente banguela te mandarei tudo: cartas, palavras, calafrios, tremedeiras, arrepios, porque será tudo só seu.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
25/08/2009
eu sei que eu desatino por você, disparo, reparo, e todas as outras paradas que a rima em demasia não me permite enumerar. Mas entenda, e se vá, que não é por você que minha temperatura oscila, não é nada por você, você nem tem culpa, não tem controle, é tudo meu: a dor é minha, o amor é meu, o orgulho em cacos quem recolhe até hoje sou eu, eu mesmo, quem criou uma criatura amável, dócil, eu que escrevo de vermelho para fingir que dói a dor que às vezes dói de fato, eu que sinto todos os verbos do mundo em mim, me deitando em adjetivos inabitáveis. É tudo meu, não permito mais roubos, furtos e divisões, as coisas boas e ruins serão sempre só minhas, até o seu sorriso é meu, e você sabe que não pode comprar mais ninguém com ele, amarelou-se por mim.