domingo, 20 de setembro de 2009

youtube.com/watch?v=FnkvljZsNTQ

o tempo para, mais uma vez, como tantas e tantas outras vezes. o tempo não para por vontade própria, e se assim fosse permaneceria parado por milênios, fazendo o passageiro parecer eterno, fazendo brincadeira na poça de lama. quando o tempo para as pessoas ficam tão silenciosas, os passos não sou ouvidos e os gritos são cantos de pássaros, e todos os acontecimentos parecem ser programados para tornar o momento imutável, sem surpresas. redescobre-se que é preciso mudar para permanecer imutável, porque mesmo com o tempo parado os objetos ainda se movem, sem alarmes. para não mudar às vezes é preciso arriscar tudo e chegar à conclusão de que não haveria como ganhar sem colocar o prêmio em risco indefinido. os olhos pedem silêncio quando a boca sabe o que é silêncio. sem alarmes, sem surpresas.