A noite continua passando, as horas tropeçam, o corpo dói, os pensamentos estão turvos, turvos de uma neblina completamente nomeável, mas que não o será. Panos, planos, e cicatrizes, fazem parte de mim,
sábado, 5 de setembro de 2009
texto nunca terminado
Numa casa que por horas ficara vazia, por horas hospedou o nada, novas pessoas se estabelecem, espalham malas, sacolas e pressa. O sangue é o mesmo, aparentemente nada mudou, mesmo tendo mudado muita coisa. Na noite, densa pelo frio, uma criança, que outrora fora incomunicável, olha ao redor, olha as novas malas pela sala, pela cozinha, pelas escadas, olha o espelho intacto, para alguns segundos e diz "Essa casa está estranha", um outro menino, mais velho, julgando a pequenez de uma criança, observando as malas, pergunta "porque? estranha como? as malas?", e a criança, andando de volta para a porta escura responde "não, essa casa fica estranha sem meus avós".