domingo, 15 de novembro de 2009



permaneço olhando fixamente para lugar nenhum.
como se fosse uma questão de tempo,
como se o tempo pudesse me fazer ver.
confundindo óculos, tempo e interpretação:
ora de tudo sei, de tão simples,
ora é tudo confusão, de tão bobo.
Aves, nuvens, sóis, luas, vão passando
vão se repetindo, vão nunca mais aparecendo:
vejo a beleza de uma voz,
vejo a miopia se estabilizando,
vejo embaçado, vejo nítido.
meu sorriso, que vai, que vem, meu riso.
as coisas são tão infinitas, mas resumo tudo agora:
o tempo, o tempo, o tempo.

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