sexta-feira, 20 de maio de 2011

explicações

Minhas manhãs se abrem com faca. Com uma música que em dias irei enjoar, mudar, tentar colocar algo que me agrade, para tentar aparar as serras da faca do despertador, ou desamolar o facão.
Agrega problema, acabo desgostando de mais uma coisa que gosto.
Talvez amenize, espero que sim.
Os relacionamentos, as despedidas, as viagens, tudo se delimita em cortes, em graus de profundidade, em, mais uma vez: faca. Quase todas as coisas às quais me habituei, e mais quase ainda todas as que me surgem como novidades, vêm acompanhadas de canivete, punhal, pedra amolada, e quaisquer demais objeto que possa exercer a função de faca: cortar prontamente, sem muitos arranhões -um corte sóbrio, de bordas regulares.
Se desde o parto normal o bisturi entra em ação, o que dizer dos demais momentos da vida?
Eu estou enjoando dessa analogia, repito tanto ela para mim mesmo (como se as pessoas ao meu redor pudessem ouvir, entender, repensar), que preciso me distanciar disso.