quinta-feira, 19 de setembro de 2013

bilhete avesso

Tenha cuidado, boy, com o que me manda. Um link pode ser pior que uma porrada. Posso suplicar para que você me espanque e tire essa música da minha cabeça. Ela começou a tocar tão inocente, e agora está se repetindo em mim, no computador, no aparelho de som, na televisão, no meu celular, na rádio, nas lojas de departamento. Ela/você está em todos os lugares, nunca mais me senti só. Isso está me esquizofreniquizando. Eu não queria que isso tudo me inundasse dessa forma, me possuísse  me fragmentasse em uma versão mais real do que eu sou. Dessa forma de novo não. Te juro que penei por algumas horas tentando encontrar um link tão poderoso e tão devastador, mas minha ideia mais plausível foi mandar de volta o link que recebi. Me senti fraco. Você não deve saber o que uma coisa dessas pode fazer com alguém. Sabe? Pois se souber, quero te dizer que você é um escroto. Não, não quero dizer isso. Quero gritar que você é um porco, estúpido, ignorante, bruto. E depois, quando você estiver quase surdo, sussurrarei subindo no seu pescoço o quão sensível e ensurdecedor você é. Todo o meu corpo treme de raiva. Estou começando a odiar todo seu sorriso -completo e íntegro.
Eu te matarei aos poucos. Eu te farei parar de respirar bem devagar. Eu não vou parar de te fazer cócegas até te ver derretendo (em meus braços).