domingo, 18 de setembro de 2016

os caminhos que nos encontramos são tão tortos que nem sei como começar a escrever sobre isso tudo. estamos há meses de distância, estamos muito distantes, e hoje, não sei porque hoje, mas foi hoje, você me atinge. era para ser uma banalidade sem sentido, era para estarmos falando sobre como a vida é engraçada, bonita e divertida. mas somos constituídos de verdades, e foi assim que nos machucamos e nos admiramos. aquilo que somos ainda vai nos destruir, né? mas só assim conseguimos ser nós mesmos, nessa união remota, distante, inacabável. no fim nos unimos para odiar tudo que nos machuca. tudo que te faz mal. tudo que me adoece. estou aqui, tá? e é tudo que eu sei dizer nesses momentos. porque foi tudo que eu gostei de ouvir nesses mesmos momentos. tudo dói, escorre, sangra, esvai. li isso ontem no "estar sendo, ter sido" da hilda hilst, e me senti tão acalentado. hilda hilst faz isso comigo, sabe? sinto que não estou só no canto do quarto com uma visão decadente do mundo. uma visão batida, banal, etc, mas que ninguém se move para mudar. nem sei mais do que estou falando, eu só queria falar com você e te abraçar. o abraço de alguma forma me ajuda nas dores emocionais, também li algo sobre essa sensação do abraço acalmar pessoas com asperger. somos todos a mesma coisa. somos repetições. somos únicos.
estou aqui, tá?