quinta-feira, 22 de novembro de 2007


o que te restou do sopro?
além do sufoco, além da saudade do que tu pode ter, além do que nunca sai de perto de ti. Imperialismos permanecem porque todos se mostram raquíticos, insuficientes, não-cidadãos-ambulantes. Cabeças, braços, pernas, há falta de fibra. Falta boca útil, fútil.
Relógio de ópio não informa horário, desinforma a vida -como a "vida" passa rápido, de palavra completa à mais um cliché-
Não é nenhuma novidade, em meio a tanta confusão, focarmos em uma pessoa qualquer todas as coisas que nos façam esquecer desse mundo sem fim. Fim-Do-Mundo.

domingo, 18 de novembro de 2007

é engraçado quando passamos a nos conhecer. Quem sempre fugia do dualismo admite sem medo e sem compromissos, sem quaisquer compromissos, a consequência de ser. E sendo, o que quer ser, as vezes o que não quer, mas sendo antes de tudo, antes de ser as vezes.
As vezes, as vezes... são vezes únicas de mudar o que se pode mudar depois. depois depois depois.
Depois é tão distante, mas tão distante que nunca chega. nunca nunca. as palavras nem sempre ficam. é bom se lembrar disso.




Quase tudo é relativo! Menos a velocidade da luz no vácuo

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

o mais comum


mais cliché do que se chamar de "o rei do cliché" acredito não existir. mas seria ainda mais cliché (no meu eu) começar esse texto com: "o engraçado é que..." porque tudo tem sua graça, afinal graça é uma palavra tão bela e singela... (sente o eco).


Acabou-se ensino médio, acabou o que sempre acreditei ser pra sempre, ou tão longínquo que seria eterno num certo espaço de tempo. Não é o fato de me sentir mais "pressionado" que me deixa tão nostálgico. Existem pessoas que não queria que fossem embora de minha rotina, o tempo é muito relativo, relativo demais as vezes.
Fica um beijo na testa e uma promessa de estar sempre em contato, ou nem promessas ficam. Quando ficam, rezamos pra não serem apenas promessas, pedimos para que seja uma realidade próxima, pedimos com muita fé, na hora da aflição e do medo a fé parece ser tão grande que é capaz de comportar todas as emoções de uma solenidade.
"amigo é coisa pra se guardar..." foi essa a parte da música que consegui ouvir perfeitamente, após essa melodia, me afogaram em rios de nostalgia, uma saudade prévia, um medo de enfrentar outro mundo embaçado.
O Mundo é grande demais, não nos afastemos muito. não nos afastemos Drummond, pai, mãe, irmão, amigo do peito, amiga de alma. Pois se grande é esse Mundo, vasto é meu coração, que teme por vós e erra em vão.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

uma linha,
tem raciocínio no ar.
tem promessa na gaveta,
tem verbo na boca.
tem verme no mato,
velho sapato

domingo, 14 de outubro de 2007

uma historinha meio veridica

No ar existia um conto de fadas, algo mais bem elaborado que "Romeu & Julieta" e até mesmo que o casal principal da novela das oito, foi algo irreal que começou a acontecer e a situação foi perdendo o controle, ninguém mais sabia distinguir o certo do errado e o fato do questionável, foi crescendo e ficando cada vez mais utópica tal situação. Um certo dia um diz te amo e o outro corresponde, selado o compromisso o conto começa a fazer mais sentido, os personagens apaixonados e os locais eram típicos de cinema norte americano. Tudo ia bem, muito bem, mas naquele conto também havia ciúmes, ciúmes é inevitável, ciúmes é amor, ciúmes é zelo, ciúmes é um relacionamento, e esse ciúme nunca atrapalhou nada, até porque ciúmes é mais comum do que amar e querer o bem de quem se ama, mas esse ciúme causou desconfiança, a desconfiança não é amiga de uma relação saudável, mas fazer o que se o compromisso estava selado? então um personagem procura esclarecer sua desconfiança, e após meses de sonhos e ilusões um balde de água congelada é jogado no livro de contos de dormir mais bonito, mais singelo e original, o conto que as crianças poderiam ouvir antes de dormir e que os adultos gostariam de ler, mas o seu fim foi muito repentino, era um beijo sonhado que se transformou em lágrimas que jorravam sem maiores explicações, se transformou em dor que não parecia ter fim, as páginas bem caprichadas com detalhes estavam pichadas por marginais da infelicidade alheia, de fim por fim, quem erra chora e quem chorou pelo erro sente fervor de viver, restando apenas cicatrizes, com ou sem dor, com ou sem mágoas, mas sempre com boas e más lembranças;




um dos meus preferidos, tem sentimento nele, sentimentos alheios. mas foi assim que escrevi.