sábado, 15 de março de 2008

limpeza

EU gosto de palavras soltas. EU gosto do jeito que elas dançam, se arrumam, e tomam conta de cada mente de um jeito diferente, único. Quiçá. É o que EU gosto, é o que EU faço.
Palavras metódicas, duras, imiscíveis, estáticas, formuladas, límpidas, inodoras e sujas! Sujas por falta de sujeira, por falta de tudo e por excesso de limpeza.



[10/03/2008]

domingo, 9 de março de 2008

sorriso

é tanta coisa, é tanta falta, é tanta coisa, são bocas silenciosas prontas pra gritar, prontas pra tanta coisa que ensurdece. Aquelas mãos, tão mortas, tão frágeis, tão fingidas -fingindo amar o caderno que segura- são as mesmas mãos que apontarão com firmeza, com a firmeza que nunca tiveram, tudo-exatamente tudo- por nada. Nada por nada, há dentes, há falta de dentes, para simbolizar o que todos representam na vida particular, há dentes.

sábado, 8 de março de 2008

na aquarela das palavras sou escravo voluntário.

com um rangido qualquer-único da rede, delírios.

o que pode fazer com uma Beleza que se equilibra numa linha tão tênue, além de versos?

Há uma Borboleta na janela!
Ela não esta lá por vontade...
Borboletas tem em média 24 horas de vida,
e Deus! Ela já está desenvolvida.

Ventos! infames brutamontes, não a impeçam de conhecer o mundo
Brisa-Tufão! Ela quer estar no resto de verde-musgo
Ajuda! além de poema, o que fazer?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

roubos.

tanto no gosto lembrado quanto no súbito desejo há gosto de nicotina, formando em mente imagens de bocas "esfumaçantes", manchas sujas (pobres-luxos), totalmente fora do convencional. Desejar, fruta, pastilha, nicotina, discrição, evaporar.
Após o ápice do imaginário, após o evaporar, resta apenas figuração... dejetos de um delírio.



A moça clamou por uma caneta, havia uma entre meus lábios.