Gosto de ouvir minha mãe repetindo a mesma historia dezenas de vezes, e de ver meu irmão fazendo cara de impaciente com um riso escondido por detrás do bico, além do meu pai sorridente imitando personagens de um programa qualquer, do tipo "chulo-legal". Foi exactamente assim, algo mais que surreal, era uma terça-feira, antes do meio dia esperando um almoço na churrascaria, inacreditável momento. Na volta para casa éramos somente a família mais completa, a mãe fala, o pai ri e os filhos ficam entre muchichos e gargalhadas.
domingo, 27 de maio de 2007
coisas e coisas
Naqueles dias em que eu queria ser mais um na multidão, faz falta. Desejos fáceis são vontades e os sonhos são distantes, quando paro por quatro segundos chego a outra conclusão: Os sonhos são distantes demais, ironia ou não... eles só acontecem quando estamos inconscientes e não emconsciencia. Seria irrelevante fazer comentários como: abrir os olhos é destruir sonhos.
Todos sabem de tudo, e todos sonham... seja com uma cama de couro ou com riquezas, entre outras parnafenálias modernas. Eu? não faço questão de tanta coisa - é! esse é um sonho- onde todos querem tudo e eu mal quero coisas e mais coisas. que coisa!
sexta-feira, 18 de maio de 2007
pluft, plaft.
Eu não consigo mais escrever,
as antigas palavras que deslizavam grafite abaixo:
morreram!
Assim como morrerão os grafites, as tintas e as vontades.
O novo brilho vem do poste, luz amarela e cansativa. Mecânica.
domingo, 13 de maio de 2007
um texto do ano passado
Mais um dia da semana,
um dia a mais num alendário que já tinha marcas,
eram mãos, dedos, digitais.
Um relógio na parede era verde, mas era íntegro,
indicava um horario, exatas 14:00
hora de voltar para o serviço
mas nesse dia, justamente neste dia,
ele não havia levantado do sofá amarelo manchado
ele podia ter uma família, podia ter um cachorro de uma raça qualquer
mas naquele momento nada o importava, era um momento estranho
era a situação da qual ele nunca se imaginou.
Nesse momento ele tinha os olhos petrificados e as mãos gélidas,
no seu rosto se sentia uma expressão de dor, ou de ódio,
não dava para identificar o sentimento daquele rapaz
o homem não se movia, era como uma caneta
que depois de tanto trabalhar, falhara e parara.
Mas nos seus olhos ainda havia um brilho,
um brilho fosco de quem nada quer ver e que nada sente.
Ele era determinado, tinha fibra, talvez até fibra demais.
O relógio marcava 14:35 , e o homem não havia feito nenhum movimento.
Era simples, frio e forte.
Era uma história.
Era uma vida.
um dia a mais num alendário que já tinha marcas,
eram mãos, dedos, digitais.
Um relógio na parede era verde, mas era íntegro,
indicava um horario, exatas 14:00
hora de voltar para o serviço
mas nesse dia, justamente neste dia,
ele não havia levantado do sofá amarelo manchado
ele podia ter uma família, podia ter um cachorro de uma raça qualquer
mas naquele momento nada o importava, era um momento estranho
era a situação da qual ele nunca se imaginou.
Nesse momento ele tinha os olhos petrificados e as mãos gélidas,
no seu rosto se sentia uma expressão de dor, ou de ódio,
não dava para identificar o sentimento daquele rapaz
o homem não se movia, era como uma caneta
que depois de tanto trabalhar, falhara e parara.
Mas nos seus olhos ainda havia um brilho,
um brilho fosco de quem nada quer ver e que nada sente.
Ele era determinado, tinha fibra, talvez até fibra demais.
O relógio marcava 14:35 , e o homem não havia feito nenhum movimento.
Era simples, frio e forte.
Era uma história.
Era uma vida.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
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