A viagem como estrada é algo que me agrada bastante. Na estrada me sinto livre, apesar do cinto, das travas e das regras. Acredito, ouso dizer que acredito, que são as regras que me deixam livre. Com o não poder estudar, ler um romance, ver um filme, entrar na internet, ir à um local aberto, todas essas (e outras) proibições me libertam. A música selecionada, os óculos para disfarçar os olhos cerrados de preguiça e o cérebro a mil, o vento forte na face, sem preocupações momentâneas, congelando o sorriso audacioso, isso sim é poesia: um tempo livre, um tempo seu, pensar no céu, no seu, no chão.
(escrito ontem)