Escrevo muito sobre o vazio, talvez eu possa (tentar) explicar, me desjustificar: já falei da beleza do vazio, ele é cheio, cheinho! As palavras, por mais que sirvam de adjetivo, não explicam as coisas (exceto as objetividades mundanas. Mas também não me interessa falar das objetividades do mundo). Gosto de palavras vazias, elas dão espaço às reais dimensões das não-objetividades, é o vazio delas que as preenche. Provavelmente já disse isso algumas vezes, já que está próximo de solidificar-se em mim como um conceito, mesmo que contra a minha vontade, meu tempo livre é para mudar conceitos, me mudar, então é melhor que nada disso se solidifique, ainda mais uma idéia que me faz evadir.
Fujo do tema, me perco nos pensamentos (são infinitos), mudo palavras e pontuo errado -cada um desses atos tem sua impotância- isso é porque não tenho que explicar, não tenho que ganhar nada, nem vou perder, apenas idéias [muito bem (des)organizadas].