sexta-feira, 26 de junho de 2009

acordei não me importando, com vontade de um frio glacial e uma vela em chamas queimando cada pedaço de pele que me cobre, com vontade de sentir na pele cada chama, cada ponta, cada lâmina, cada farpa e sair cheio de cicatriz, histórias, falsos contos.
acordei querendo ver o dia passar enquadrado em uma janela, em uma porta, colorido por um vitral, através de um raio-x, negativos de velhas fotografias.
acordei sem querer acordar, querendo viver aquele sonho comum até morrer e poder renascer em mim mesmo.
acordei com um vento frio e um feixe quente de luz que me jogava na cama e me arrastava para a porta.
acordei e enfrentei o chão entapetado de gelo.