Mais uma vez vazio de mim, por desaguar cada gota em poços sem fundo, pura infiltração.
Me esvaziei porque outrora fui cheio e transbordei, e por preferir transbordar e esvaziar a estar pela metade (meio cheio, meio vazio), nunca estou ao meio. As saliências de meu ar de tanto flutuar se entrelaçaram, e hoje, agora, sou puro nó. Ao fitar luzes e olhos, reflexos e parasitas, não identifico nada, falho, como se não tivessem nome, como se ter nome fosse uma ofensa, como uma maré alta, como uma xícara vazia.
Meu corpo faz parte de todo o resto, assim como se todo o resto fosse uma extensão de mim. O mundo nunca vai ser meu, pois nada nunca será meu (nem o meu eu).