Sua fala (antes) frenética me comunicou o assintomático. Respondi "que bobo", pensei realmente "que bobo", mal sabia que havia mais a ser dito. Porque nunca houve muito a ser dito do automático por você, além do que eu sempre soube ---> distância.
Seus olhos passaram a dizer mais do que a boca. Não que o automático tenha se tornado algo bom, todas as lágrimas que poderiam caber nos seus olhos enormes, fechando, O que é isso no seu rosto? Todas as possibilidades das coisas que, seus olhos... Necessidade.
Agora são suas mãos, visto que não cabia mais fala, nem olhos... As mãos estão frias e secas, como quem quer mostrar a alma desnuda. Sua alma está seca e fria, cansada, cansada, cansada. É como se tudo agora aparecesse em folhas brancas escritas em azul royal: automatismo automático automatismo automático. Sem nenhum som de fundo, sem nenhum conforto para os olhos. Tudo frio, tudo seco.
O peso do automatismo, do automático é a sua obrigação, a sua função em ser simplesmente. Longe de simplicidade, tudo dá voltas, voltas, voltas, voltas, automático, voltas, voltas, mundo automático, o tudo.