quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Loucura, cara.

Que loucura.
É tudo uma tremenda loucura, cara. Olha só isso que está acontecendo, tente nos ver de fora. Você vai concordar comigo: loucura pura.
Às vezes me pego sozinho, me fitando a fundo no espelho, tentando descobrir o que se encontra por detrás daquele reflexo ralo. Do nosso reflexo ralo. E só consigo pensar: que loucura.
A cada dia tentando respirar mais fundo na certeza de que é o último, e estamos no abismo eterno da véspera de um mês. Respirar fundo diariamente por trinta dias me fazia cansar. Como se o efeito fosse o inverso: quanto mais se treina, menos se está pronto. Não posso negar que há trinta dias me vem um frio na barriga dia-ria-mente. Alguns dias se definem por serem dedicados a esquentar essa barriga fria, tentar enganar as borboletas que teimam em passear pelo meu estômago. E eu te dou flores, tentando desabrigar as borboletas. E eu te dou calor, tentando enganar meu frio. E eu te dou meu ar, temendo me perder por aí.
Agora estou ouvindo Cat Power, queria que você pudesse ouvir comigo a voz rouca dela tomando conta do ambiente, até que este fica preenchido de tal forma que só é possível relaxar. 
Quero ser um pedaço disso tudo que acontece por aí, e que invade a sua vida.
Que essa loucura seja perdoada em benção.